No dia seguinte, os primeiros raios de sol filtravam-se pelas cortinas do chalé, banhando o ambiente com uma luz suave e acolhedora. O ar ainda carregava a essência da noite anterior—um misto de paixão, entrega e descoberta.
Laura despertou lentamente, sentindo o calor reconfortante do corpo de Gabriel ao seu lado. Seu coração acelerou ao lembrar-se dos momentos intensos que compartilharam, a forma como ele a fez sentir-se segura, desejada e, acima de tudo, amada. Ela virou-se suavemente, encontrando o olhar dele já fixo em si, um sorriso satisfeito brincando em seus lábios.
— Bom dia, meu amor — murmurou Gabriel, sua voz rouca pelo sono, mas carregada de carinho.
Laura sorriu, sentindo-se um pouco tímida, mas ao mesmo tempo feliz.
— Bom dia… — respondeu, seus dedos deslizando de leve pelo peito dele.
Gabriel a puxou para mais perto, envolvendo-a com seu braço forte e depositando um beijo terno em sua testa.
— Como você está se sentindo? — perguntou, sua mão acariciando os cabelos dela com delicadeza.
Laura respirou fundo, absorvendo o momento.
— Feliz. Completa. E você?
Ele sorriu, passando os dedos pela curva do rosto dela.
— Nunca me senti assim antes. Você é incrível, Laura.
Ela corou, desviando o olhar por um instante antes de encará-lo novamente.
— Você foi perfeito comigo… obrigada por tornar tudo tão especial.
Gabriel suspirou, puxando-a para um beijo lento e apaixonado.
— Eu faria tudo de novo, quantas vezes você quisesse.
Laura riu, sentindo o coração leve. O fim de semana estava acabando, mas ela sabia que aqueles momentos ao lado dele ficariam para sempre marcados em sua memória.
O tempo parecia desacelerar dentro do chalé, envolto por uma atmosfera de intimidade e cumplicidade. Laura e Gabriel permaneceram abraçados por mais alguns minutos, aproveitando a tranquilidade do amanhecer antes que a realidade voltasse a bater à porta.
Gabriel deslizou os dedos pelo braço dela, traçando caminhos invisíveis em sua pele macia.
— O que foi? — perguntou Laura, ao notar o olhar pensativo dele.
Ele suspirou, ajeitando uma mecha do cabelo dela atrás da orelha.
— Eu só… estou tentando gravar cada detalhe desse momento. Você aqui comigo, assim. Parece um sonho.
Laura sorriu, tocando o rosto dele com carinho.
— Se for um sonho, não quero acordar.
Ele sorriu de volta e a beijou lentamente, aproveitando a doçura daquele instante. Mas, por mais que quisessem viver apenas naquele universo paralelo que criaram no chalé, ambos sabiam que, em breve, teriam que voltar à realidade—e com ela, os desafios que ainda precisavam enfrentar.
Depois de um banho juntos, repleto de beijos roubados e risadas cúmplices, desceram para preparar o café da manhã. Gabriel, sem camisa e com os cabelos ainda úmidos, observava Laura movimentando-se pela cozinha com naturalidade. Ela usava apenas uma camisa dele, que ficava larga em seu corpo, e aquele detalhe simples fazia algo dentro dele se aquecer ainda mais.
— Acho que vou me acostumar a te ver assim — comentou ele, abraçando-a por trás e depositando um beijo em seu pescoço.
Laura riu, inclinando a cabeça para trás contra o peito dele.
— Então quer dizer que teremos outros fins de semana assim?
Gabriel virou-a de frente para si, segurando seu queixo suavemente.
— Se depender de mim, teremos quantos você quiser.
Os olhos de Laura brilharam, mas antes que pudesse responder, o celular dela vibrou sobre a mesa. Ela pegou o aparelho e viu o nome de Vivi na tela.
— É sua irmã — avisou, mostrando a tela para Gabriel antes de atender.
— Amiga, como foi? — a voz animada de Vivi surgiu do outro lado da linha, e Laura não pôde conter um sorriso.
— Depois te conto tudo — respondeu, lançando um olhar cúmplice para Gabriel, que a observava com um sorriso divertido.
— Hmmm… então foi bom! — Vivi riu. — Mas era só para avisar que Carla estava te procurando ontem.
O nome de Carla fez o coração de Laura apertar levemente. Ela ainda não tinha esquecido a maneira como a garota vinha investindo em Gabriel, e a última coisa que queria era que isso estragasse aquele momento perfeito.
Gabriel notou a mudança sutil na expressão dela e franziu o cenho.
— O que houve?
Laura desligou o telefone e suspirou.
— Carla estava me procurando ontem. Não sei o que ela quer, mas… depois do que vi na sala…
Gabriel passou a mão pelos cabelos, respirando fundo.
— Laura, você confia em mim?
Ela o encarou, vendo a sinceridade no olhar dele.
— Confio.
Ele segurou seu rosto entre as mãos.
— Então não se preocupe. Eu só quero você.
Laura sentiu o coração acelerar, e todas as inseguranças pareceram desaparecer naquele instante.
— Eu também só quero você, Gabriel.
Ele sorriu antes de puxá-la para um beijo intenso. O fim de semana ainda não tinha acabado, e eles estavam determinados a aproveitar cada segundo juntos.
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Atualizado até capítulo 28
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