CAPÍTULO- 20 Um Amor Entre Quatro Paredes!

No dia seguinte, os primeiros raios de sol filtravam-se pelas cortinas do chalé, banhando o ambiente com uma luz suave e acolhedora. O ar ainda carregava a essência da noite anterior—um misto de paixão, entrega e descoberta.

Laura despertou lentamente, sentindo o calor reconfortante do corpo de Gabriel ao seu lado. Seu coração acelerou ao lembrar-se dos momentos intensos que compartilharam, a forma como ele a fez sentir-se segura, desejada e, acima de tudo, amada. Ela virou-se suavemente, encontrando o olhar dele já fixo em si, um sorriso satisfeito brincando em seus lábios.

— Bom dia, meu amor — murmurou Gabriel, sua voz rouca pelo sono, mas carregada de carinho.

Laura sorriu, sentindo-se um pouco tímida, mas ao mesmo tempo feliz.

— Bom dia… — respondeu, seus dedos deslizando de leve pelo peito dele.

Gabriel a puxou para mais perto, envolvendo-a com seu braço forte e depositando um beijo terno em sua testa.

— Como você está se sentindo? — perguntou, sua mão acariciando os cabelos dela com delicadeza.

Laura respirou fundo, absorvendo o momento.

— Feliz. Completa. E você?

Ele sorriu, passando os dedos pela curva do rosto dela.

— Nunca me senti assim antes. Você é incrível, Laura.

Ela corou, desviando o olhar por um instante antes de encará-lo novamente.

— Você foi perfeito comigo… obrigada por tornar tudo tão especial.

Gabriel suspirou, puxando-a para um beijo lento e apaixonado.

— Eu faria tudo de novo, quantas vezes você quisesse.

Laura riu, sentindo o coração leve. O fim de semana estava acabando, mas ela sabia que aqueles momentos ao lado dele ficariam para sempre marcados em sua memória.

O tempo parecia desacelerar dentro do chalé, envolto por uma atmosfera de intimidade e cumplicidade. Laura e Gabriel permaneceram abraçados por mais alguns minutos, aproveitando a tranquilidade do amanhecer antes que a realidade voltasse a bater à porta.

Gabriel deslizou os dedos pelo braço dela, traçando caminhos invisíveis em sua pele macia.

— O que foi? — perguntou Laura, ao notar o olhar pensativo dele.

Ele suspirou, ajeitando uma mecha do cabelo dela atrás da orelha.

— Eu só… estou tentando gravar cada detalhe desse momento. Você aqui comigo, assim. Parece um sonho.

Laura sorriu, tocando o rosto dele com carinho.

— Se for um sonho, não quero acordar.

Ele sorriu de volta e a beijou lentamente, aproveitando a doçura daquele instante. Mas, por mais que quisessem viver apenas naquele universo paralelo que criaram no chalé, ambos sabiam que, em breve, teriam que voltar à realidade—e com ela, os desafios que ainda precisavam enfrentar.

Depois de um banho juntos, repleto de beijos roubados e risadas cúmplices, desceram para preparar o café da manhã. Gabriel, sem camisa e com os cabelos ainda úmidos, observava Laura movimentando-se pela cozinha com naturalidade. Ela usava apenas uma camisa dele, que ficava larga em seu corpo, e aquele detalhe simples fazia algo dentro dele se aquecer ainda mais.

— Acho que vou me acostumar a te ver assim — comentou ele, abraçando-a por trás e depositando um beijo em seu pescoço.

Laura riu, inclinando a cabeça para trás contra o peito dele.

— Então quer dizer que teremos outros fins de semana assim?

Gabriel virou-a de frente para si, segurando seu queixo suavemente.

— Se depender de mim, teremos quantos você quiser.

Os olhos de Laura brilharam, mas antes que pudesse responder, o celular dela vibrou sobre a mesa. Ela pegou o aparelho e viu o nome de Vivi na tela.

— É sua irmã — avisou, mostrando a tela para Gabriel antes de atender.

— Amiga, como foi? — a voz animada de Vivi surgiu do outro lado da linha, e Laura não pôde conter um sorriso.

— Depois te conto tudo — respondeu, lançando um olhar cúmplice para Gabriel, que a observava com um sorriso divertido.

— Hmmm… então foi bom! — Vivi riu. — Mas era só para avisar que Carla estava te procurando ontem.

O nome de Carla fez o coração de Laura apertar levemente. Ela ainda não tinha esquecido a maneira como a garota vinha investindo em Gabriel, e a última coisa que queria era que isso estragasse aquele momento perfeito.

Gabriel notou a mudança sutil na expressão dela e franziu o cenho.

— O que houve?

Laura desligou o telefone e suspirou.

— Carla estava me procurando ontem. Não sei o que ela quer, mas… depois do que vi na sala…

Gabriel passou a mão pelos cabelos, respirando fundo.

— Laura, você confia em mim?

Ela o encarou, vendo a sinceridade no olhar dele.

— Confio.

Ele segurou seu rosto entre as mãos.

— Então não se preocupe. Eu só quero você.

Laura sentiu o coração acelerar, e todas as inseguranças pareceram desaparecer naquele instante.

— Eu também só quero você, Gabriel.

Ele sorriu antes de puxá-la para um beijo intenso. O fim de semana ainda não tinha acabado, e eles estavam determinados a aproveitar cada segundo juntos.

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