CAPÍTULO- 11 Correndo atras!

Gabriel estava em pé no meio do corredor da escola, sentindo o coração bater mais rápido a cada segundo que passava. Ele havia procurado por Laura por todo pátio e estacionamento da escola, mas não a encontrara. A sala de aula estava vazia, e os alunos já haviam saído. Ele passou os dedos pelos cabelos, frustrado, sua mente um turbilhão. Precisava falar com ela, precisava resolver tudo.

Com uma sensação crescente de urgência, ele deu uma última olhada nos corredores desertos e, sem pensar duas vezes, correu até a saída da escola. A adrenalina tomou conta de seu corpo enquanto ele atravessava a porta principal, ansioso e determinado a encontrar Laura.

Ele sabia onde poderia encontrá-la, sabia aonde ela iria depois da escola. O carro de Gabriel estava estacionado logo à frente, mas não se importou com o tempo que perderia para chegar até lá. Tudo o que ele queria naquele momento era poder olhar nos olhos dela, explicar tudo e, finalmente, deixar de lado as dúvidas que o assombravam.

Ao entrar no carro, a sensação de pressa o consumiu. O motor do carro rugiu quando ele arrancou, os pneus cantando contra o asfalto, enquanto ele dirigia com rapidez pelas ruas da cidade. Ele sentia como se cada segundo fosse crucial. A visão da cidade passando rapidamente pelas janelas, como um borrão de luzes e sombras, aumentava a sensação de urgência que ele carregava no peito.

O que ele não sabia era que Laura estava a alguns minutos de distância. Ela havia saído da escola e estava caminhando distraidamente em direção à praça onde costumava ir para se acalmar. O céu estava tingido de laranja pelo pôr do sol, mas seus pensamentos estavam longe, ocupados com a confusão de sentimentos que ainda pairava no ar. Ela não sabia que Gabriel estava a caminho, mas, de alguma forma, sentia que algo estava prestes a acontecer.

Quando Gabriel virou a esquina da praça, viu Laura caminhando sozinha, com os cabelos ao vento e uma expressão pensativa no rosto. Ela estava de costas para ele, e, por um momento, ele hesitou, o medo de que ela não o quisesse ali tomando conta de sua mente. Mas não havia mais espaço para hesitação. Ele precisava falar, precisava pôr fim ao que estava acontecendo entre eles.

Ele desligou o carro e correu até ela, a respiração pesada. Quando ela o ouviu se aproximar, virou-se, os olhos surpresos e um pouco assustados.

— Laura... — Gabriel disse, ofegante, parando à sua frente.

Ela o observou por um momento, os olhos com um brilho de confusão. Não sabia exatamente o que ele queria, mas sabia que algo estava prestes a mudar.

— Gabriel? — ela perguntou, a voz baixa, ainda com um toque de insegurança.

Ele olhou para ela, os olhos refletindo uma mistura de arrependimento e determinação. Ele deu um passo à frente, fechando a distância entre eles.

— Eu preciso de você para me ouvir, Laura. Eu não posso mais ficar parado esperando, e preciso dizer tudo o que está em minha cabeça. — Ele pausou, tentando reunir as palavras certas. — Eu sei que te magoei. Sei que você provavelmente está confusa, mas, por favor, me deixa explicar.

Laura engoliu em seco, sentindo o coração bater forte. As palavras dele a tocavam de maneira profunda, mas ela ainda estava receosa.

— O que você está tentando dizer, Gabriel? — ela perguntou, a voz trêmula.

Ele respirou fundo, decidindo finalmente deixar tudo sair.

— O que eu estou tentando dizer, Laura, é que... eu gosto de você. Eu gosto de você de uma maneira que não sei mais como negar. Mas, mais do que isso, sei que te magoei com minha decisão de me afastar. — Ele olhou para ela, o olhar intenso. — Eu não queria te ferir, mas estava com medo... medo de tudo isso ser errado. Medo de colocar as coisas em risco. Mas eu não posso mais viver com esse medo. Eu preciso ser honesto com você. Não posso continuar te afastando.

Laura ficou em silêncio, as palavras de Gabriel ecoando em sua mente. Era como se, naquele momento, o mundo ao redor tivesse parado. Ela o observava, os olhos marejados, o coração apertado.

— Eu também gosto de você, Gabriel. Sempre gostei. Mas tudo isso... tudo foi tão confuso. Você me fez sentir como se estivesse me empurrando para longe, e eu... eu não sabia o que pensar.

Gabriel deu um passo à frente, agora mais perto dela do que nunca. Ele estendeu a mão, tocando levemente o braço dela.

— Eu sei. E me arrependo disso. Me arrependo por não ter sido mais claro. Mas agora, eu só quero ter uma chance... uma chance para sermos felizes juntos.

Laura olhou nos olhos dele, buscando a sinceridade que ele estava transmitindo. Algo dentro dela a fez sentir que ele estava falando a verdade. O medo, as inseguranças, pareciam desaparecer aos poucos.

Ela se aproximou dele, o coração batendo forte, e, sem dizer mais nada, deu o passo final que faltava. A tensão entre eles desapareceu quando seus lábios se encontraram, quentes e ansiosos, como se finalmente tudo tivesse se encaixado.

Era um beijo de alívio, de entrega e, acima de tudo, de uma nova chance. Eles estavam juntos, finalmente, sem mais medos, sem mais barreiras. E, naquele momento, tudo parecia perfeito.

O beijo entre Gabriel e Laura parecia demorar mais do que o tempo poderia explicar, como se o universo tivesse se suspendido, deixando-os apenas ali, naquele instante, esquecendo as incertezas e os medos de que haviam os afastado. Quando finalmente se separaram, seus rostos ainda estavam próximos, e a respiração ofegante de ambos preenchia o silêncio ao redor.

Gabriel olhou para ela, os olhos brilhando com uma intensidade que refletia todo o arrependimento e o desejo de algo verdadeiro. Laura, ainda com as mãos levemente tremendo, manteve o olhar fixo nele. As palavras ainda estavam na ponta da língua, mas, por um momento, ela não sabia o que dizer.

Gabriel foi o primeiro a falar, a voz suave, mas carregada de emoção.

— Eu… eu estava com tanto medo, Laura. Medo de te magoar, de te colocar em uma situação difícil. Mas agora, não importa o que aconteça, eu quero estar com você. Quero tentar, mesmo que seja difícil.

Laura sentiu seu coração acelerar mais uma vez, a sinceridade nas palavras de Gabriel preenchendo o espaço entre eles com uma calorosa confiança. Ela sorriu suavemente, o rosto iluminado pela luz suave do fim de tarde.

— Eu também quero tentar. Eu sei que tudo isso é complicado, e que temos que ser cuidadosos, mas... não posso mais negar o que sinto. Você me fez sentir algo que nunca imaginei que fosse possível. Não quero perder isso.

Gabriel sorriu, uma mistura de alívio e felicidade tomando conta de si. Era como se o peso de todos os dias de incerteza e confusão tivesse finalmente sido aliviado. Ele segurou as mãos de Laura, apertando suavemente, como se quisesse garantir que ela estava ali, com ele, de verdade.

— Então vamos fazer isso. Vamos nos permitir, sem mais barreiras, sem mais dúvidas.

Laura assentiu, os olhos brilhando com a mesma intensidade. Ela sentia uma tranquilidade inesperada, como se, apesar de todos os obstáculos, ela finalmente tivesse encontrado seu caminho. A insegurança que sentira nos últimos dias parecia desaparecer, dando lugar a uma confiança renovada.

Eles caminharam lado a lado até o carro de Gabriel, a atmosfera ao redor deles leve e carregada de possibilidades. Gabriel não sabia exatamente o que o futuro reservava, mas estava disposto a enfrentar qualquer desafio ao lado de Laura. Para ele, não havia mais volta. Eles haviam dado o primeiro passo, e isso já era o suficiente.

Ao entrarem no carro, Gabriel ligou o motor, e ambos se olharam uma última vez antes de seguir caminho. O mundo lá fora parecia vasto e cheio de oportunidades, mas dentro do carro, com o som da música suavemente preenchendo o ambiente, Gabriel e Laura sabiam que o maior desafio já havia sido enfrentado: o medo de serem verdadeiros com seus sentimentos. Agora, tudo o que restava era seguir em frente. Juntos.

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