Ao chegar em frente à sua casa, Laura se despediu de Gabriel com um beijo quente, aproveitando a privacidade proporcionada pelos vidros escuros do carro. O toque dos lábios dele era viciante, e ela desejou que aquele momento durasse mais tempo.
Relutante, afastou-se e abriu a porta do carro, lançando um último olhar para Gabriel.
— Nos falamos depois — sussurrou com um sorriso cúmplice.
Ele assentiu, os olhos brilhando com um misto de desejo e cuidado.
— Se cuida, Laura.
Ela saiu do carro e entrou em casa sentindo-se radiante e tranquila. Sabia que, naquele horário, não havia ninguém em casa. Sua mãe estava no trabalho, e suas irmãs ainda estavam na escola. Era o momento perfeito para processar tudo o que havia acontecido sem interrupções.
Assim que trancou a porta, pegou o celular e enviou uma mensagem para Vivi.
Laura: "Vem pra cá agora! Tenho MUITO pra te contar!"
Poucos segundos depois, a resposta veio:
Vivi: "O QUÊ?? Eu sabia que ia dar bom! Já too indo!"
Laura riu e jogou o celular no sofá. Seu coração ainda estava acelerado, e a lembrança do toque de Gabriel fazia seu corpo inteiro formigar. Ela foi até a cozinha, pegou um copo d’água e tentou respirar fundo para se acalmar, mas a ansiedade só aumentava.
Menos de quinze minutos depois, a campainha tocou. Laura correu para abrir, e Vivi entrou apressada, com um sorriso enorme no rosto.
— Tá estampado na sua cara! — exclamou, batendo levemente no braço da amiga. — Agora me conta TUDO!
Laura fechou a porta e se virou para Vivi, incapaz de segurar a felicidade.
— Vivi… Eu e seu irmão estamos juntos.
O sorriso de Vivi se alargou ainda mais.
— Eu SABIA! — ela gritou animada, segurando os ombros da amiga. — Mas como foi? O que ele disse? Como aconteceu?
Laura riu e puxou Vivi para o sofá, pronta para contar cada detalhe.
— Foi intenso, foi incrível… Mas ele quer manter segredo. Ele tem medo de que descubram e ele perca o emprego.
Vivi revirou os olhos.
— Isso é tão Gabriel… Sempre preocupado com regras e responsabilidades.
— Mas ele tem razão, Vivi. Não podemos arriscar.
Vivi suspirou, mas assentiu.
— Tá bom, tá bom. Mas me promete uma coisa?
— O quê?
— Não deixa o medo estragar isso. Se vocês querem ficar juntos, façam dar certo.
Laura sorriu, sentindo-se ainda mais confiante.
— Prometo.
— Mas vamos lá, você sabe que o Gabriel apesar de ser tudo certinho ele também é outro entre quatro paredes, você me entende?
— Como assim?
— Ele é um homem que tem pegada, aí como vou te falar isso, é sobre o meu irmão, não sei como expressar. Laura sabia exatamente o que sua amiga queria dizer, mas não sabia se estava pronta para falar sobre essas coisas com a irmã de seu namorado, mas com quem irá conversar se ela era a única amiga que tinha e em quem realmente confiava.
— Ele tem uma vida sexual ativa. Você sabe que logo ele vai querer algo a mais que beijos. Você está pronta para isso?
A pergunta de Vivi fez o estômago de Laura revirar. Ela já havia pensado nisso, claro, mas ouvir aquilo em voz alta tornava tudo mais real.
— Eu… — Laura hesitou, mordendo o lábio. — Eu gosto dele, Vivi. Muito. Mas não sei se estou pronta para dar esse passo agora.
Vivi observou a amiga com atenção, tentando decifrar seus sentimentos.
— Olha, Laura, eu só estou falando isso porque me importo com você — disse, pegando nas mãos dela. — O Gabriel pode ser o homem mais incrível do mundo, mas ele também é um homem, e vocês têm química. Você precisa estar segura das suas decisões e, principalmente, saber se ele está disposto a esperar seu tempo.
Laura suspirou, passando os dedos pelos cabelos.
— Eu sei… E sei que o Gabriel nunca me pressionaria a nada. Mas, ao mesmo tempo, não quero que ele ache que estou evitando isso. Quero que aconteça naturalmente, quando for o momento certo.
Vivi sorriu, compreensiva.
— E é assim que tem que ser. Você não deve nada a ninguém, Laura. Só prometa que, quando esse momento chegar, será porque você realmente quer, e não por medo de perdê-lo.
Laura sentiu um calor no peito. Ela sabia que podia contar com Vivi para ser honesta e dizer as coisas que precisava ouvir.
— Prometo — respondeu, com um pequeno sorriso.
Vivi revirou os olhos e sorriu de lado.
— Ok, agora me conta… Meu irmão beija bem, né?
Laura corou imediatamente e jogou uma almofada nela.
— Vivi!!!
A amiga caiu na gargalhada.
— Aí, eu precisava perguntar! Eu nunca imaginei que ia ter esse tipo de conversa com a namorada do meu irmão!
Laura riu, relaxando um pouco.
— Digamos que… é melhor do que eu imaginava.
— Melhor do que imaginava? Isso significa que você já imaginava?
— Vivi!!!
As duas caíram na risada, e Laura se sentiu aliviada por poder compartilhar aquilo com sua melhor amiga. Mas, no fundo, sabia que ainda havia muitas coisas para enfrentar — e que seu relacionamento com Gabriel estava apenas começando.
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Atualizado até capítulo 28
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