CAPÍTULO- 14 Entre o Desejo e o Medo!

Os dias foram se passando e a cada momento que dava, Laura e Gabriel estavam ao beijos, seja na escola em algum canto escondido ou em encontros que tinham, mas nada passava de beijos e mãos bobas.

Laura sentia o coração martelar contra o peito enquanto deslizava os dedos pela gola da camisa de Gabriel. Os lábios dele estavam quentes, exigentes, e cada toque incendiava sua pele de um jeito novo, desconhecido. Estavam dentro do carro dele, estacionado em um lugar discreto, longe de olhares curiosos.

O beijo era intenso, faminto, como se ambos quisessem absorver aquele momento sem pensar no amanhã. As mãos dele deslizaram para sua cintura, apertando-a contra si, fazendo-a sentir o quanto ele a queria. Laura correspondeu, deixando-se levar pelo calor do momento, mas então algo dentro dela a fez hesitar.

Ela recuou levemente, os lábios ainda entreabertos, e fitou Gabriel com olhos carregados de desejo e insegurança.

— O que foi? — ele perguntou, a voz rouca, os dedos ainda traçando círculos suaves em sua pele.

Laura respirou fundo, tentando organizar os pensamentos. Queria tanto aquilo quanto ele, mas havia algo que a impedia de se entregar completamente.

— Eu… eu tenho medo — confessou, baixando o olhar.

Gabriel franziu a testa, segurando delicadamente o queixo dela para que voltasse a encará-lo.

— Medo de quê, Laura?

Ela mordeu o lábio, sentindo um nó se formar em sua garganta.

— De me entregar para você e acabar te perdendo… — sua voz saiu baixa, hesitante. — Todo mundo quer você, Gabriel. A professora Marina vive jogando charme, e aquela aluna Carla não sai do seu pé.

Gabriel suspirou, passando a mão pelos cabelos, parecendo frustrado.

— Você acha que alguma delas importa para mim? — Ele olhou nos olhos dela, a intensidade de seu olhar queimando tanto quanto seus beijos. — Se fosse qualquer outra pessoa, eu não estaria aqui, me arriscando por você.

Laura sentiu um arrepio percorrer seu corpo. Ela sabia que as palavras dele eram sinceras, mas a insegurança ainda a assombrava.

— Eu não quero ser só mais uma, Gabriel…

Ele segurou suas mãos com firmeza e trouxe para perto do próprio peito, onde seu coração batia acelerado.

— Você nunca foi só mais uma, Laura. Desde o primeiro dia, eu soube que você era diferente.

Ela sentiu os olhos arderem. Queria acreditar em cada palavra dele, queria se entregar ao sentimento que a consumia, mas uma parte dela ainda lutava contra isso.

— Eu só preciso de um tempo — sussurrou.

Gabriel respirou fundo e assentiu, acariciando sua bochecha com carinho.

— Eu espero o tempo que for, Laura. Só quero que, quando isso acontecer, seja porque você realmente quer… e não por medo de me perder.

Ela sorriu, aliviada pela paciência e compreensão dele. E, antes que pudesse dizer qualquer outra coisa, Gabriel a puxou para mais um beijo, um beijo lento, intenso, que parecia prometer que aquilo entre eles era muito mais do que desejo passageiro.

E, pela primeira vez, Laura sentiu que talvez pudesse confiar nisso.

O silêncio entre os dois era confortável, preenchido apenas pelo som da respiração acelerada de Laura e pelo leve ronco do motor do carro. Gabriel manteve a testa colada à dela, os dedos ainda deslizando suavemente por sua pele, como se estivesse tentando memorizar cada detalhe daquele momento.

— Você não tem ideia do quanto eu te quero — ele murmurou contra seus lábios, sua voz carregada de desejo contido.

Laura fechou os olhos, sentindo o arrepio percorrer sua espinha. Ela também o queria. Cada célula de seu corpo gritava por ele, por seus toques, por seus beijos. Mas, ao mesmo tempo, o medo permanecia ali, como uma sombra persistente.

— Eu também te quero, Gabriel… — sussurrou, sua voz mal saindo. — Mas eu preciso ter certeza de que não sou apenas mais uma para você.

Gabriel afastou-se ligeiramente para olhar dentro de seus olhos. Ele viu a incerteza ali, o medo de ser descartada, de ser só um momento passageiro.

— Eu entendo seu medo, Laura — disse, seu polegar acariciando suavemente a bochecha dela. — Mas me escuta… se eu quisesse algo passageiro, eu nunca teria insistido em nós dois.

Laura mordeu o lábio, ainda processando as palavras dele.

— E a professora Marina? E a aluna a Carla? Todo mundo parece te querer…

Gabriel soltou um suspiro, balançando a cabeça.

— A professora Marina pode jogar charme o quanto quiser, mas eu nunca dei abertura, depois que terminei com ela o que nem tínhamos, pois tudo era só sexo. Quanto à aluna a Carla… eu nem sei o nome dela direito, só sei por que você está falando. — Ele sorriu de leve, tentando aliviar a tensão. — Eu só enxergo você, Laura. Desde o começo.

Ela sentiu o coração disparar. Era tão fácil acreditar nele naquele momento, sentir-se especial, única. Mas e quando ele não estivesse ali, segurando-a daquele jeito? Quando ela visse outros olhares sobre ele, outras oportunidades surgindo?

Como se pudesse ouvir os pensamentos dela, Gabriel segurou seu rosto com mais firmeza.

— Olha pra mim — pediu, e ela obedeceu. — Eu não sou perfeito. Mas eu sei o que quero. E eu quero você.

Aquelas palavras foram como um bálsamo para as incertezas dela. Talvez fosse loucura, talvez fosse arriscado, mas Laura sentia que não poderia fugir daquilo.

— Eu acredito em você — disse enfim, e viu um brilho nos olhos dele ao ouvir suas palavras.

Gabriel sorriu de um jeito que fez o coração dela disparar. Então, sem dizer mais nada, ele voltou a beijá-la, dessa vez de um jeito mais lento, mais profundo, como se quisesse reafirmar tudo o que havia dito.

Dessa vez, Laura não hesitou.

Ela se entregou ao beijo, às mãos dele que exploravam sua pele com carinho e respeito, ao calor que os envolvia e os fazia esquecer do mundo lá fora.

E, pela primeira vez, ela sentiu que talvez estivesse pronta para confiar.

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