No intervalo…
Laura saiu da sala junto com os outros alunos, mas assim que o corredor começou a esvaziar, ela sentiu uma vontade incontrolável de voltar. Um tempinho a mais com Gabriel seria tudo que ela precisava para se acalmar.
Ela respirou fundo, virou nos calcanhares e caminhou de volta. Mas ao se aproximar da porta da sala, parou abruptamente.
Lá dentro, Carla estava com Gabriel.
E não era apenas uma conversa inocente.
Laura viu quando a garota colocou uma das mãos no braço dele, inclinando-se um pouco mais perto do que o necessário.
— Você é tão diferente dos outros professores, Gabriel… — a voz de Carla saiu doce, carregada de segundas intenções.
Laura sentiu o estômago revirar.
Gabriel se afastou um pouco, desconfortável.
— Carla, eu sou seu professor. Isso aqui não é apropriado.
— Ah, que bobagem… — Carla sorriu, mordendo o lábio. — Eu sei que você não é tão certinho assim.
O coração de Laura acelerou.
Ela queria entrar ali e arrancar Carla de perto dele. Mas mais do que isso, queria ver como Gabriel reagiria.
E para seu alívio, ele se afastou ainda mais.
— Eu sou exatamente assim, Carla. E se você continuar com esse tipo de atitude, vai me obrigar a tomar uma providência.
O sorriso da garota vacilou.
— Nossa, que exagero… Eu só estava brincando.
— Pois não brinque assim — ele respondeu, firme.
Carla bufou e revirou os olhos antes de sair da sala, sem nem notar a presença de Laura no corredor.
Gabriel suspirou, passando as mãos pelo rosto, e foi nesse momento que olhou para a porta e viu Laura ali.
Os olhares se encontraram, e ele soube na mesma hora que ela tinha visto tudo.
— Laura…
Mas ela já estava dando as costas e se afastando.
Gabriel foi atrás, segurando seu braço suavemente.
— Você viu, né?
— Eu vi — respondeu ela, com os olhos brilhando de frustração.
— Então você sabe que eu não fiz nada.
Ela assentiu, mas sua expressão ainda estava carregada de emoções conflitantes.
— Mas até quando isso vai acontecer, Gabriel? Até quando eu vou precisar ver mulheres se jogando pra cima de você?
Ele segurou o rosto dela com ternura.
— Pelo tempo que for necessário. Porque só tem uma pessoa que eu quero de verdade… E é você.
Laura queria acreditar, queria confiar nele completamente. Mas será que conseguiria lidar com tantas rivais ao mesmo tempo?
Laura sentia o coração disparado enquanto encarava Gabriel. As palavras dele ecoavam em sua mente, mas a insegurança ainda latejava em seu peito.
— Eu quero acreditar nisso — disse ela, sua voz saindo mais baixa do que pretendia.
Gabriel soltou um suspiro, aproximando-se um pouco mais.
— Então acredite — murmurou, deslizando os dedos pelo braço dela até segurar sua mão.
Laura mordeu o lábio, sentindo o calor da pele dele contra a sua. Mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, a movimentação dos alunos voltando do intervalo os obrigou a se afastar.
Ela lançou um último olhar a Gabriel antes de seguir para sua carteira.
Mas seu coração sabia: aquela história estava longe de acabar.
Após a aula…
Laura saiu da escola o mais rápido que pôde. Precisava de um tempo para processar tudo. Mas, no fundo, sabia que não conseguiria fugir daquilo por muito tempo.
E não demorou para que seu celular vibrasse.
📲Gabriel: "Me encontra hoje?"
O coração dela deu um salto.
📲Laura: "Onde?"
📲Gabriel: "No meu carro. Saio em 20 minutos."
Laura hesitou por um instante, mas no fundo já sabia a resposta.
📲Laura: "Ok."
O Encontro
Pouco depois, Laura entrou no carro de Gabriel, sentindo o clima tenso no ar. Ele fechou a porta e virou-se para ela, seus olhos escuros e intensos.
— Eu não queria te deixar insegura, Laura — disse ele, passando a mão pelos cabelos. — Mas preciso que entenda que isso não é simples.
Ela respirou fundo.
— Eu sei. Mas ver Marina e Carla dando em cima de você… Isso mexe comigo.
Ele segurou seu rosto, os polegares acariciando sua pele suavemente.
— Eu só quero você.
Laura sentiu as palavras derreterem suas barreiras, e antes que pudesse reagir, Gabriel a puxou para um beijo intenso.
Os lábios dele se moviam com urgência, e ela se entregou, sentindo o corpo todo vibrar com aquele contato.
A mão dele deslizou até sua cintura, puxando-a para mais perto, enquanto a outra se enroscava em seus cabelos. O beijo ficou mais profundo, mais faminto.
Laura sentiu o calor subir, o desejo pulsando dentro dela. Mas, ao mesmo tempo, o medo também estava ali.
Ela se afastou levemente, respirando com dificuldade.
— Gabriel…
Ele percebeu sua hesitação e a encarou, os olhos suavizando.
— O que foi?
Laura mordeu o lábio, incerta.
— Eu… tenho medo de não ser o suficiente para você.
Gabriel franziu o cenho e segurou o rosto dela com mais firmeza.
— Não diga isso. Você já é tudo para mim.
O coração dela acelerou, e por um instante, ela acreditou.
Mas então ele continuou:
— Só precisamos ter cuidado. Ninguém pode saber sobre nós.
Laura piscou, voltando para a realidade.
— Ninguém?
— Só a Vivi. Porque ela já sabe e torce por nós — disse, tocando os cabelos dela suavemente. — Mas qualquer outra pessoa pode colocar tudo a perder.
Ela entendeu o que ele queria dizer. Se a escola descobrisse, ele poderia ser demitido. E isso era um risco enorme.
Laura suspirou, assentindo.
— Tudo bem…
Gabriel sorriu, e antes que ela pudesse dizer mais alguma coisa, ele a puxou para outro beijo.
Dessa vez, ela se permitiu esquecer o mundo lá fora e apenas sentir.
Porque, por mais complicado que fosse, ela sabia que não poderia ficar longe dele.
E estava disposta a enfrentar tudo para viver aquele sentimento.
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Atualizado até capítulo 28
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