CAPÍTULO- 12 Mantendo segredo!

Dentro do carro, a atmosfera ainda carregava a eletricidade do momento que haviam acabado de compartilhar. O motor roncava suavemente, preenchendo o silêncio confortável entre os dois. Gabriel dirigia sem pressa, as mãos firmes no volante, mas a mente inquieta. Ao seu lado, Laura o observava, o coração ainda acelerado, tentando processar tudo o que havia acontecido.

Depois de alguns minutos de estrada, Gabriel suspirou e quebrou o silêncio, sua voz soando mais séria agora.

— Laura, precisamos conversar sobre isso... sobre nós.

Ela se virou para ele, sentindo uma leve pontada de ansiedade ao ouvir o tom cuidadoso em sua voz.

— Eu sei — respondeu, esperando que ele continuasse.

Gabriel lançou lhe um olhar rápido antes de voltar os olhos para a estrada. Ele escolhia as palavras com cautela, sabendo que qualquer deslize poderia comprometer não apenas sua relação com Laura, mas sua própria carreira.

— O que estamos sentindo um pelo outro… é real. Eu não tenho dúvidas disso. Mas precisamos ser muito cuidadosos. Se alguém na escola descobrir, eu posso ser demitido.

Laura engoliu em seco, sentindo um peso em seu peito. Ela já havia considerado isso, mas ouvir Gabriel dizer em voz alta tornava tudo mais real.

— Eu entendo… — murmurou, desviando o olhar para a paisagem que passava pela janela.

Gabriel diminuiu um pouco a velocidade, aproveitando o sinal vermelho para olhá-la com mais atenção.

— Isso significa que, pelo menos por enquanto, ninguém pode saber sobre nós. Precisamos manter isso em segredo.

Laura mordeu o lábio, refletindo sobre as palavras dele. Ela entendia os riscos, mas a ideia de esconder seus sentimentos do mundo a incomodava. Ainda assim, sabia que não havia outra opção.

— Eu não quero que nada de ruim aconteça com você, Gabriel — disse ela, voltando a encará-lo. — Então, se isso significa manter segredo, eu estou disposta a fazer isso.

Gabriel sorriu suavemente, estendendo a mão para segurar a dela por um instante.

— Obrigado por entender. Eu só quero poder viver isso com você… sem medo.

Laura apertou os dedos dele com carinho, tentando encontrar conforto no toque.

— Então faremos isso direito. Vamos ser discretos. Mas, Gabriel… você promete que, quando pudermos, não vamos mais nos esconder?

Ele segurou seu olhar por um longo momento antes de assentir.

— Eu prometo, Laura.

O sinal ficou verde, e Gabriel voltou a focar na estrada, mas o clima dentro do carro havia mudado. Apesar do desafio que tinham pela frente, sabiam que estavam juntos nisso. E, por agora, isso era o suficiente.

Laura suspirou, olhando para suas mãos entrelaçadas no colo. O pedido de Gabriel para manterem segredo fazia sentido, mas ainda assim, algo dentro dela pesava. Ela não queria esconder seus sentimentos, mas entendia que era necessário.

Depois de alguns instantes em silêncio, ela ergueu o olhar para ele, sua voz firme, porém doce:

— Eu entendo que precisamos ser discretos, Gabriel. Eu não quero que você corra riscos, e eu não quero que nada de ruim aconteça. Mas… tem uma pessoa que já sabe.

Gabriel franziu a testa ligeiramente, desviando os olhos da estrada por um breve momento para encará-la.

— Quem?

Laura respirou fundo antes de responder.

— Vivi. Sua irmã.

Gabriel franziu a testa, surpreso com as palavras de Laura.

— Espera… a Vivi já sabe? — perguntou, virando o rosto para encará-la.

Laura assentiu, um sorriso leve nos lábios.

— Sim. E, na verdade, foi ela quem me incentivou a não desistir… e quem te incentivou a vir atrás de mim também, não foi?

Gabriel piscou algumas vezes, absorvendo a informação. Ele conhecia a irmã o suficiente para saber que ela adorava se meter na vida dos outros, mas nunca imaginou que ela estivesse tão envolvida nisso.

— Então… quer dizer que a Vivi estava jogando dos dois lados? — perguntou, ainda surpreso.

Laura riu baixinho.

— Não exatamente. Ela só queria nos ver felizes.

Gabriel passou a mão pelos cabelos, soltando um suspiro misto de incredulidade e diversão.

— Eu não acredito que caí na armação da minha própria irmã.

— Bom, eu acredito — brincou Laura, cruzando os braços. — Ela me conhece melhor do que ninguém. E conhece você também. Sabia que no fundo a gente só precisava de um empurrãozinho.

Gabriel sorriu de leve, balançando a cabeça.

— E pensar que eu estava com medo dela descobrir… e ela já estava um passo à frente esse tempo todo.

Laura pegou sua mão com carinho.

— Mas isso é bom, não acha? Pelo menos não estamos sozinhos nessa.

Gabriel apertou suavemente os dedos dela entre os seus, o coração mais leve.

— É, acho que temos uma aliada. E uma bem determinada.

Laura riu e encostou a cabeça no banco, sentindo o peito aquecido. Se Vivi estava do lado deles, talvez tudo fosse um pouco mais fácil. Ou pelo menos, um pouco menos assustador.

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