A mansão parecia maior e mais silenciosa sem a presença de Lorenzo e seus homens. Alessandra caminhava pelos corredores com passos calculados, tentando entender sua nova realidade. Mesmo com o peso da ausência dele, o ar ainda carregava sua presença opressora, uma lembrança constante de quem controlava aquele espaço.
Naquela tarde, Marta encontrou Alessandra na biblioteca, organizando os livros em um esforço desesperado para ocupar a mente.
Marta: (gentilmente) – "Senhorita Alessandra, o almoço está servido. Você não comeu nada desde o café."
Alessandra suspirou, fechando o livro que nem ao menos tinha lido.
Alessandra: (tentando ser educada) – "Obrigada, Marta, mas não estou com fome."
Marta: (em tom maternal) – "Com todo respeito, senhorita, se continuar assim, vai acabar adoecendo. Acredite, já vi isso antes."
Alessandra olhou para Marta, percebendo a sinceridade em suas palavras. Por um breve momento, sentiu-se grata por aquela mulher gentil, a única ali que parecia tratá-la como uma pessoa e não como uma peça em um jogo.
Alessandra: (tentando sorrir) – "Está bem, Marta. Vou descer em um minuto."
Marta assentiu, satisfeita, e deixou a sala. Alessandra ficou ali por mais alguns instantes, olhando para as prateleiras de livros e lembrando-se de sua vida antes de tudo aquilo – sua carreira, suas amigas, sua liberdade. Ela passou a mão pelo pingente em seu pescoço, um presente de sua mãe, sentindo um aperto no peito.
Enquanto isso, em Gênova, Lorenzo, Marco e Vincenzo estavam reunidos em um galpão discreto no porto. O cheiro de sal e óleo no ar era intenso, e a tensão era palpável.
Marco: (olhando ao redor, com desdém) – "Esse lugar parece um buraco. Você tem certeza de que os Montini vão aparecer?"
Vincenzo: (sério) – "Eles sabem que precisam. Não têm escolha."
Lorenzo, com o rosto impassível, ajustou o relógio no pulso antes de falar.
Lorenzo: (frio) – "Eles virão. E quando vierem, quero que estejam preparados. Nada de impulsos, Marco."
Marco: (ofendido) – "Eu sei me controlar, chefe. Não sou um amador."
Antes que Lorenzo pudesse responder, o som de passos ecoou pelo galpão. Um grupo de homens apareceu, liderado por um sujeito baixo, mas de postura arrogante. Era Emilio Montini.
Emilio: (com um sorriso falso) – "Lorenzo, que prazer vê-lo. Espero que não tenha sido uma viagem cansativa."
Lorenzo: (sem expressão) – "Vamos poupar as cortesias. Por que está avançando nos territórios?"
Emilio riu, mas havia tensão em sua voz.
Emilio: (tentando ser casual) – "Territórios? Eu diria que estamos apenas aproveitando oportunidades."
Lorenzo: (estreitando os olhos) – "As suas oportunidades terminam onde começam as minhas regras. Quero respostas, Emilio. Agora."
A conversa prosseguiu em um tom cada vez mais hostil, ate que de repente, o som de passos apressados ecoou no galpão. Um grupo de homens armados surgiu das sombras, e o tiroteio começou.
Marco: (gritando enquanto disparava) – "Eles vieram preparados, Lorenzo!"
Lorenzo: (calmo, mas firme) – "E nós também. Fique de olho nos flancos!"
As balas ricocheteavam nas paredes de metal, e o cheiro de pólvora enchia o ar. Emilio, posicionado próximo a Lorenzo, mantinha a mira fixa enquanto disparava contra os homens de Montini.
Emilio: (gritando sobre o barulho) – "Você sempre teve um talento para atrair confusão, Lorenzo!"
Lorenzo: (resmungando enquanto recarregava a arma) – "E você sempre teve um talento para reclamar no meio dela."
Um dos homens de Montini tentou se aproximar pelo lado esquerdo, mas Marco o neutralizou com precisão.
Marco: (com um sorriso satisfeito) – "Ponto para mim!"
Vincenzo: (gritando do outro lado) – "Menos celebração, mais foco!"
O combate parecia interminável, mas Lorenzo manteve o controle. Ele sabia que, apesar da superioridade numérica do inimigo, sua equipe tinha a vantagem da experiência e da estratégia.
Depois de vários minutos intensos, os tiros começaram a diminuir. O último dos homens de Montini caiu, e o silêncio retornou ao galpão, interrompido apenas pelo som das respirações pesadas.
Emilio: (encarando Lorenzo, o rosto suado e cansado) – "Bom trabalho. Mas você ainda não me convenceu de que isso vale o risco."
Lorenzo: (limpando a poeira do paletó, indiferente) – "Montini não será mais um problema. Isso já vale o risco."
Marco: (sorrindo enquanto guardava a arma) – "Acho que vencemos essa, chefe."
Lorenzo: (olhando para Marco, frio) – "Isso não foi uma vitória. Foi um aviso. Agora temos que garantir que ele não tenha chance de retaliar."
Enquanto saíam do galpão, Lorenzo deu uma última olhada no cenário de destruição atrás de si. Ele sabia que essa vitória não significava o fim, mas apenas o começo de uma guerra maior.
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Atualizado até capítulo 41
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