Na penumbra do salão principal, Lorenzo estava sentado em uma das poltronas de couro, os olhos fixos na lareira que dançava com chamas trémulas. Ele tamborilava os dedos no braço da poltrona enquanto aguardava Vincenzo e Marco, os dois homens de maior confiança em seu círculo.
Poucos minutos depois, os dois entraram. Vincenzo, sempre com o semblante calmo e calculista, ajeitou o paletó antes de sentar-se. Marco, mais descontraído, ocupou o outro lado, jogando-se na poltrona com uma confiança despojada.
Lorenzo: (direto, com a voz firme) – "Temos que ir a Gênova. A situação com o clã Montini está saindo do controle. Eles estão desafiando os territórios e forçando nossos aliados a recuar."
Vincenzo: (arqueando uma sobrancelha) – "Isso era esperado. Montini sempre foi audacioso, mas não achei que fosse ousado o suficiente para provocar diretamente."
Marco: (rindo baixo, ajustando o colarinho) – "O Montini acha que pode morder mais do que consegue mastigar. Vamos lembrar a ele quem controla o jogo."
Lorenzo inclinou-se para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos, o rosto parcialmente iluminado pela luz quente da lareira.
Lorenzo: (sério) – "Não é tão simples. Ele não faria movimentos tão arriscados sem ter algo na manga. Precisamos entender a extensão do apoio dele antes de agir."
Vincenzo: (pensativo) – "Então é mais uma missão de informação do que confronto direto?"
Lorenzo: (assentindo) – "Por enquanto, sim. Quero que avaliem cada movimentação e cada pessoa que ele colocou em campo. Vamos a Gênova para resolver isso pessoalmente."
Marco soltou um suspiro exagerado, mas um sorriso se formava em seu rosto.
Marco: (brincando) – "Mais uma viagem de negócios, hein? Poderia ao menos ser em um lugar mais exótico."
Lorenzo: (frio, sem se deixar levar) – "Não estamos indo de férias, Marco. Concentre-se."
Marco: (levantando as mãos em rendição) – "Entendido, chefe. Vou ser um exemplo de seriedade."
Vincenzo: (voltando ao foco) – "Quando partimos?"
Lorenzo: (decidido) – "Amanhã à noite. Quero que tudo esteja pronto. E Vincenzo, certifique-se de que Alessandra não suspeite de nada."
Os olhos de Vincenzo se estreitaram levemente, mas ele assentiu sem questionar.
Vincenzo: (calmo) – "Ela ainda é um problema para você?"
Lorenzo: (desviando o olhar para as chamas) – "Ela é uma ferramenta, nada mais. Não vamos deixar isso atrapalhar."
Marco trocou um olhar rápido com Vincenzo, mas não comentou. A lealdade ao chefe era maior que qualquer dúvida. Lorenzo se levantou, ajeitando o paletó com movimentos precisos.
Lorenzo: (finalizando) – "Descansem. Amanhã, não podemos cometer erros."
Os dois homens assentiram e deixaram a sala. Lorenzo ficou ali, sozinho, encarando as chamas. Ele sabia que a viagem era necessária, mas o incômodo em seu peito persistia. A imagem de Alessandra e seu desafio constante ocupava sua mente mais do que ele gostaria.
Lorenzo: (pensando, murmurando para si mesmo) – "Por que você ainda está aqui, Alessandra?"
A manhã na mansão começou em silêncio, exceto pelo som de passos cuidadosos de Marta, que ajustava os últimos detalhes antes da viagem de Lorenzo. Alessandra, no entanto, acordou com uma sensação inquietante. Ela sentia que algo grande estava prestes a acontecer...
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Atualizado até capítulo 41
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