Depois da cerimônia, Lorenzo levou Alessandra para uma mansão afastada da cidade, onde ela ficaria enquanto o contrato estivesse em vigor. Ele a deixou sozinha no quarto principal e se retirou, mantendo sua postura distante e calculista.
Lorenzo vai ate a cozinha onde Marta está, mandando-a ir para o escritório porque teriam uma pequena conversa
Lorenzo: (sem olhar para Marta) – "A partir de agora, Alessandra é a nova integrante desta casa. Você será responsável por garantir que ela tenha tudo de que precisa."
Marta: (arqueando uma sobrancelha, intrigada) – "Tudo o que ela precisar, senhor? E quanto à liberdade dela? Parece que a senhorita está sofrendo muito..."
Lorenzo: (levantando o olhar e fixando os olhos frios em Marta) – "Ela não pode sair desta mansão sem a minha permissão."
Marta: (cruzando as mãos nervosamente) – "Entendo, mas manter uma mulher jovem e inteligente como ela confinada... Isso não vai ajudar no estado dela. Alessandra não é como as outras que já passaram por aqui, Lorenzo."
Lorenzo: (estreitando os olhos, impassível) – "Eu sei exatamente quem Alessandra é, e sei do que ela é capaz. Mas ela está aqui por um motivo, e preciso que isso permaneça sob controle. Sua função é cuidar dela, Marta. Certifique-se de que esteja saudável e... obediente."
Marta: (com um suspiro resignado, mas ainda olhando-o nos olhos) – "Você é duro, Lorenzo. Mas eu vou fazer o meu trabalho. Só espero que saiba o que está fazendo com essa garota."
Lorenzo: (desviando o olhar para os papéis, encerrando a conversa) – "Eu sempre sei, Marta. Não se preocupe com o que não é da sua conta. Apenas faça o que eu mandei."
Marta deixou o escritório com uma expressão preocupada, sentindo o peso das ordens de Lorenzo. Apesar de seu tom frio, ela enxergava algo mais profundo nele, algo que ele parecia desesperado para esconder — talvez até de si mesmo.
Alessandra sentou-se na cama, com lágrimas nos olhos, sentindo-se encurralada e com desgosto. Mesmo em meio ao ódio que sentia por Lorenzo, não conseguia evitar a confusão dentro de si. Ele era frio, cruel, mas havia momentos em que ela via algo mais profundo em seus olhos — algo que a deixava inquieta.
Alessandra: (para si mesma, com determinação) – "Eu não vou deixar você vencer, Lorenzo. Eu vou encontrar uma maneira de sair disso."
E, naquele momento, Alessandra decidiu que faria o possível para descobrir os segredos de Lorenzo e encontrar uma maneira de derrubá-lo de dentro para fora.
Os dias se arrastavam, e a solidão pesava mais do que nunca. Ela não podia sair, não podia trabalhar, e não podia sequer falar com suas amigas. A única companhia constante era Marta, a governanta da casa.
Marta era uma mulher na casa dos cinquenta anos, com cabelos grisalhos presos em um coque e um sorriso acolhedor. Cuidou de Lorenzo desde que nasceu ela é a única pessoa que fala o que pensa sem ser punida. Desde o primeiro dia, ela tratou Alessandra com gentileza, percebendo rapidamente o sofrimento que a jovem carregava.
Marta: (entrando no quarto com uma bandeja de comida) – "Senhora Alessandra, trouxe algo leve para você. Precisa comer um pouco, está tão pálida."
Alessandra: (sentada na cama, olhando pela janela) – "Obrigada, Marta, mas não estou com fome."
Marta: (colocando a bandeja sobre a mesa e se aproximando com preocupação) – "Eu sei que está difícil, mas você não pode se deixar enfraquecer assim. Precisa cuidar de si mesma, por mais que a vida pareça injusta."
Alessandra: (virando-se para ela, com os olhos marejados) – "Injusta? Ele é um monstro. Minha vida foi arrancada de mim. Não posso trabalhar, não posso sair, nem mesmo falar com quem amo. E ele... Ele mal aparece aqui,
continua...
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Atualizado até capítulo 41
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