Os dias se passaram, e Alessandra continuava se recusando a comer direito, consumida pelo desgosto a reviravolta que tinha acontecido em sua vida e pela sensação de impotência. Uma tarde, enquanto caminhava pelos longos corredores da mansão, sentiu uma tontura repentina. Marta, que estava por perto, correu para segurá-la antes que ela desmaiasse.
Marta: (assustada) – "Senhorita! Você está bem? Vou chamar o médico!"
Alessandra: (fraca, mas segurando o braço de Marta) – "Não... não precisa. Eu só preciso descansar."
Marta: (determinada) – "Nada disso. Vou cuidar de você. Lorenzo precisa saber disso."
Alessandra: (com desprezo) – "Lorenzo? Ele nem sequer se importa. Não se dê ao trabalho."
Apesar das palavras de Alessandra, Marta informou Lorenzo sobre o estado dela naquela noite. Ele chegou tarde, como de costume, e subiu para o quarto dela com relutância.
Alessandra estava deitada na cama, pálida e visivelmente fraca. Quando Lorenzo entrou, ela virou o rosto, recusando-se a encará-lo. Ele ficou parado na porta por alguns segundos antes de se aproximar.
Lorenzo: (frio, mas com um tom de preocupação contido) – "Marta disse que você não está bem."
Alessandra: (com sarcasmo) – "Que observador. Talvez você devesse voltar para sua vida ocupada e suas festas. Não se preocupe, eu não vou atrapalhar."
Lorenzo: (cruzando os braços, ignorando o sarcasmo) – "Você está enfraquecendo por sua própria escolha. Isso não é inteligente, Alessandra. Preciso que você esteja forte. Não tenho tempo para lidar com uma esposa doente."
Alessandra: (virando-se para encará-lo, com raiva nos olhos) – "Esposa? Você só me vê como um contrato ambulante, Lorenzo. Não se incomode em fingir que se importa."
Lorenzo: (com o olhar endurecido) – "Você acha que isso é fácil para mim? Você não entende nada do que está em jogo."
Alessandra: (rindo amargamente) – "Entender? Como eu poderia, quando você me mantém trancada aqui como uma prisioneira? Você destruiu minha vida, Lorenzo. E agora quer que eu me preocupe com o que está em jogo para você?"
Lorenzo permaneceu em silêncio, Alessandra se levanta para ir na janela e acaba desmaiando, Lorenzo corre para pega-la em seus braços desesperadamente, ele o olha e sente algo no seu corpo que nunca sentiu antes.
Lorenzo:(confuso) - "Você é tão bela, lembro dos seus olhos naquela noite, o quanto ele me marcou."
Ele a leva para cama pra descansar e ela desacordada fala -" Porque é tão cruel, aqueles olhos..."
Lorenzo: (se levantando) – "Recupere-se, Alessandra. Não por mim, mas por você mesma."
Sem esperar resposta, Lorenzo saiu do quarto, deixando Alessandra sozinha mais uma vez.
Depois que Lorenzo saiu, Marta voltou ao quarto, trazendo uma sopa quente.
Marta: (colocando a sopa na mesa) – "Ele se preocupa com você, de sua própria maneira."
Alessandra: (com uma risada amarga) – "Se preocupa? Ele só se importa com o que precisa de mim."
Marta: (sentando ao lado dela) – "Talvez. Mas eu já vi Lorenzo com outros olhos. Ele não é tão forte quanto quer parecer. Ele também sofre, mas nunca admite."
Alessandra: (com os olhos marejados) – "Isso não justifica o que ele está fazendo comigo. Ele tirou tudo de mim, Marta. E eu não sei se consigo perdoá-lo por isso."
Marta segurou a mão de Alessandra com carinho, tentando confortá-la.
Marta: (sussurrando) – "Sei que é difícil, minha querida. Mas não deixe que o ódio consuma você. Seja mais forte do que ele."
Alessandra suspirou, sentindo as lágrimas escorrerem pelo rosto. Mesmo com toda a dor, ela sabia que não podia se deixar derrotar.
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Atualizado até capítulo 41
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