Capítulo 15: A Fuga e o Plano

Grace corria com o vento batendo contra seu rosto, as pernas queimando de esforço. O jardim da mansão de Fagner parecia interminável, uma paisagem luxuosa que se tornava um labirinto quando se estava fugindo de tudo o que a prendia. Ela não ousava olhar para trás, mas sabia que Fagner não demoraria a perceber que ela havia escapado.

Ela podia ouvir o som de seus homens se espalhando pela propriedade, gritando ordens. Mas Grace não desacelerava. Seus pulmões estavam a ponto de explodir, e o medo pulsava em suas veias, mas havia algo maior que a movia: a necessidade de liberdade, a necessidade de vingança. Ela não seria mais uma vítima.

Após o que pareceu uma eternidade, Grace chegou a uma cerca alta, que delimitava os limites da propriedade. Ela sabia que não tinha muito tempo. Com as mãos tremendo, ela pegou uma pedra grande que estava ao seu lado e começou a cavar ao pé da cerca. O suor escorria por seu rosto, misturado com as lágrimas, mas ela não ia parar.

"Eu vou sair daqui, eu vou ser livre!" ela pensava, repetindo essa frase em sua mente como um mantra, enquanto cavava freneticamente. O som dos passos dos homens de Fagner ficava mais próximo, mas ela não podia dar-se ao luxo de parar agora.

De repente, o buraco estava grande o suficiente para ela se esgueirar. Grace engatinhou pelo espaço apertado com o coração acelerado, e finalmente, ela conseguiu sair. Ela estava do outro lado da cerca, livre pela primeira vez em muitos dias.

Ela se levantou, o vento gelado da noite batendo em seu rosto, mas uma sensação de alívio tomou conta de seu corpo. Ela olhou ao redor, vendo uma estrada que parecia deserta. “Agora, tenho que me manter longe dele. Eu não posso ser pega.”

Mas a liberdade vinha com um preço. Grace sabia que Fagner a encontraria, e ela não estava disposta a ser capturada novamente. Ela precisava de um plano, e um plano exigia ajuda. “Eu preciso de um aliado.”

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O relógio marcava as duas da manhã quando Grace chegou à pequena cidade no limite da floresta onde ela se escondeu. Ela sabia que sua única chance de sobreviver era encontrar alguém que pudesse ajudá-la, alguém que soubesse o que fazer. Ela foi até um hotel simples, com uma fachada que parecia segura e discreta. Sabia que se entrasse ali, pelo menos poderia se esconder até bolar um plano mais concreto.

Ao entrar, foi imediatamente notada por um homem que estava atrás da recepção. Ele a observou por um instante, uma expressão de desconfiança nos olhos, mas, ao ver a urgência em seu rosto, ele a deixou passar.

“Você não é daqui, é?” ele perguntou com voz baixa.

Grace olhou para ele, tentando disfarçar seu cansaço e o medo em seus olhos. “Não. Eu... estou fugindo. Preciso de ajuda.”

O homem a olhou por um longo momento, como se a estivesse avaliando. “Quem está te seguindo?” ele perguntou finalmente.

Grace hesitou. Ela sabia que precisava ser cautelosa. “Alguém muito perigoso. Ele tem homens em toda parte. Eu preciso de um lugar seguro. Só por algumas horas.”

O homem, aparentemente em dúvida, olhou para a porta da frente e depois para os lados. Ele se aproximou dela e, em um tom mais baixo, disse: “Eu posso te ajudar, mas você precisa me contar mais. Se Fagner está atrás de você, vai ser difícil te manter segura. Ele não vai parar até te encontrar.”

Grace engoliu em seco, sentindo a pressão aumentar em seu peito. “Eu sei. Mas ele não pode me encontrar, e eu preciso de uma maneira de me vingar dele. Ele fez isso comigo, e com outras pessoas também. Eu não posso deixar ele sair impune.”

O homem a olhou com uma expressão de compreensão e algo mais, talvez algo que se aproximava da empatia. “Eu tenho alguns contatos. Mas você vai precisar de mais do que apenas esconderijo. Vai ter que ser inteligente e rápida. Vou te ajudar, mas não me peça para te proteger o tempo todo. Você vai precisar aprender a lutar sozinha.”

Grace assentiu, sentindo um fio de esperança surgir dentro dela. “Eu posso fazer isso. Eu tenho que fazer isso.”

O homem pegou um pedaço de papel e anotou algumas direções. “Aqui está o lugar. Você vai precisar de dinheiro e informações para poder se mover sem ser encontrada. Pegue o que puder. Eu vou dar um jeito de distraí-los por um tempo. Depois, você se cuida.”

Grace pegou o papel, agradeceu com um aceno de cabeça e saiu rapidamente pela porta dos fundos do hotel, seguindo as instruções que ele lhe deu. A noite estava fria, e o som de seus passos parecia distante, quase abafado pela pressão que a envolvia. Ela estava prestes a enfrentar o maior desafio de sua vida.

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Mas, no momento em que ela estava quase alcançando a rua, uma sombra apareceu à sua frente. Grace parou abruptamente, o coração disparando. Ela não tinha sido rápida o suficiente.

Fagner estava ali, parado, a apenas alguns metros dela, com um sorriso sinistro no rosto. Seus olhos estavam como fogo, mas, ao contrário do medo que ela sentia, havia uma determinação fria em sua expressão.

“Você não pode fugir de mim, Grace.” Ele disse calmamente. “Eu sei tudo sobre você agora. E não vou deixar que você escape.”

Grace não se intimidou. Ela sabia que, com ou sem ele, teria que continuar sua luta. “Eu não vou mais ser sua prisioneira, Fagner. Nunca mais.”

O jogo de gato e rato estava prestes a começar. Ela não tinha mais medo de morrer — seu único medo agora era falhar. E isso não ia acontecer.

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