Capítulo 4: O Presságio do Perigo

O silêncio da noite estava quebrado apenas pelo som das folhas que se moviam ao vento. Grace estava no jardim, ainda absorvendo a mensagem ameaçadora de Fagner. Ela sentia seu estômago revirar com o medo, mas também com uma sensação de determinação. Ela não iria mais se deixar ser controlada.

Mas como, se ele estivesse sempre presente, espreitando, manipulando? Grace sabia que Fagner não iria desistir facilmente. Ele era astuto, e o fato de estar em sua vida desde tão jovem o tornava um mestre na arte da manipulação emocional.

Ela se levantou e entrou na casa, o coração batendo forte. Sua mente estava confusa, mas algo dentro dela já dizia que era hora de agir. Não poderia mais esperar que as coisas mudassem sozinhas. Ela precisava tomar uma atitude.

Ela se deitou e dormiu, pois estava cansada

 

No dia seguinte, na praça...

Grace havia combinado de se encontrar com Rafael novamente, mas seu coração estava dividido. O medo de Fagner a assombrava, mas ao mesmo tempo, ela queria acreditar que Rafael poderia ser uma oportunidade real de recomeço. Um pedaço de felicidade que ela jamais imaginara.

Ela o avistou chegando, com o sorriso de sempre, e ela sentiu uma pequena tranquilidade em seu peito. Rafael era alguém que parecia genuíno, e isso a fazia querer confiar nele, mesmo que ela soubesse que a luta contra Fagner seria implacável, desde muito jovem Fagner já esse defeito.

“Oi, Grace. Como está hoje?” Rafael perguntou com a mesma suavidade de sempre, sua expressão serena e acolhedora.

“Oi, Rafael... eu estou bem, só… com a cabeça cheia,” Grace respondeu, tentando esconder o quanto estava abalado. Ela não queria mostrar suas fraquezas.

Rafael percebeu a mudança no comportamento de Grace e se aproximou, tocando suavemente sua mão. “Você não precisa esconder, Grace. Se precisar de alguém para conversar, estou aqui.”

Ela hesitou. Ele realmente parecia se importar, mas havia algo em seu peito que a impedia de se abrir totalmente. Ela sentiu o peso de sua história, de tudo o que passou com Fagner, e não queria arrastar Rafael para um turbilhão de emoções que ela ainda não entendia completamente.

“Eu... vou tentar falar mais sobre isso, prometo,” Grace disse, forçando um sorriso.

Eles caminharam pelo parque, conversando sobre o futuro e planos mais simples, mas o clima estava pesado. Grace sentia como se, por mais que quisesse se abrir, ainda estivesse presa a um ciclo de medo e desconfiança que Fagner havia criado. Não podia se deixar envolver, não podia ser vulnerável.

 

Em outro lugar, na cidade...

Fagner estava observando, mais uma vez, a interação entre Grace e Rafael. Ele havia se distanciado no momento em que viu os dois se aproximando, mas isso não significava que ele estava desistindo. Ele não permitiria que Grace o trocasse por outro. Ele tinha o controle sobre ela, ou assim ele pensava, e ele faria tudo o que fosse necessário para manter esse controle.

Ele mandou uma mensagem para Tereza, sua aliada no jogo que jogava com Grace. Tereza sempre soubera como manipular as situações em favor de Fagner, e ele confiava nela mais do que qualquer outra pessoa. Ela nunca havia decepcionado-o antes.

“Eu preciso que você se aproxime de Grace. A hora de agir está chegando. Ela vai voltar para mim, ou não sairá viva dessa cidade.”

Ele sorriu ao enviar a mensagem, com um brilho ameaçador nos olhos. Fagner sabia como forçar as situações. Ele sabia como fazer Grace sentir que estava presa, sem saída. Ela nunca seria livre, não enquanto ele estivesse por perto.

 

De volta ao encontro de Grace e Rafael...

Quando a tarde começou a cair, Grace sentiu que não podia mais esconder seus pensamentos de Rafael. Havia algo nele que despertava nela uma necessidade de ser honesta, de ser mais forte. Ela queria saber se poderia confiar nele, se ele seria uma ancoragem em meio à tempestade que Fagner a forçava a viver.

“Rafael,” Grace começou, sua voz trêmula, “eu... não sei se posso confiar em ninguém agora. Eu vivi um relacionamento que quase me destruiu, e ainda tenho medo de que tudo possa se repetir. Eu não posso... não posso me deixar cegar novamente.”

Rafael a olhou com empatia. Ele não estava ali para pressioná-la, mas a ouvindo com todo o cuidado que ela merecia. “Eu não quero que você sofra, Grace. E se eu puder te ajudar a encontrar a liberdade que você merece, vou estar ao seu lado.”

Essas palavras causaram um efeito profundo em Grace. Ela queria acreditar nele, queria mais do que tudo, uma chance de ser feliz, de viver sem o peso de Fagner sobre seus ombros. Mas o medo ainda a dominava. Ela sabia que algo ruim estava prestes a acontecer.

E foi quando ela ouviu o som de um carro parando na rua. Ela olhou para o lado e viu Fagner saindo de um veículo escuro. Ele olhou diretamente para ela e sorriu, um sorriso frio e ameaçador.

“Você está se afastando, Grace. Eu não permito isso.” Fagner disse, com sua voz carregada de desprezo.

Rafael se levantou, encarando Fagner sem demonstrar medo, mas Grace sentiu o peso da situação se aproximando. O confronto entre eles estava acontecendo bem diante de seus olhos, e ela não sabia como seria capaz de evitar o impacto disso.

“Fagner,” Grace começou, com a voz firme, mas ainda trêmula, “Eu não sou mais sua. Não sou mais a garota que você manipulava. Eu vou viver minha vida. E não importa o que você faça para me parar, você não vai conseguir.”

Fagner riu, mas o som era seco, como se estivesse apenas começando a se divertir com o jogo que estava prestes a começar.

“Vamos ver até onde vai essa sua coragem, Grace.” Ele disse, com um brilho ameaçador nos olhos.

CONTINUA...

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