Capítulo 8: O Jogo Começa

A noite estava mais escura do que o normal, como se o próprio céu estivesse testemunhando a tensão crescente na vida de Grace. O carro de Rafael cortava as ruas com pressa, mas Grace sabia que o tempo estava se esgotando. O som das sirenes distantes ecoava em sua mente, uma lembrança de que Fagner não a deixaria escapar tão facilmente.

Ela apertou as mãos contra as pernas, tentando controlar o nervosismo que tomava conta de seu corpo. “Rafael... ele vai nos encontrar. Ele sempre encontra.” Sua voz estava rouca, e ela sentia as lágrimas ameaçando cair.

Rafael olhou para ela, o olhar grave. “Não se preocupe. Vamos conseguir. Eu prometo.” Ele respirou fundo e pisou ainda mais no acelerador. “Você tem que confiar em mim. Ele não vai nos alcançar.”

A velocidade do carro aumentou, as ruas da cidade passando em borrões, mas a sensação de perigo era palpável, e Grace não podia afastá-la. A lembrança do olhar gélido de Fagner, as palavras cruéis que ele havia dito antes de jogá-la para fora de sua vida, voltavam com uma clareza angustiante.

De repente, o celular de Rafael vibrou novamente, e ele olhou a tela, seu rosto ficando tenso. “Ele sabe onde estamos. O rastreador que coloquei no carro... Fagner está nos seguindo.”

Grace sentiu um calafrio. “Ele tem meios de nos encontrar. Não há como escapar.” Ela balançou a cabeça, os pensamentos turbulentos. “Ele vai me pegar, Rafael. Eu sei disso. Ele vai me fazer pagar por fugir.”

“Não!” Rafael gritou, seu tom firme. “Eu não vou deixar ele te tocar. Você não vai pagar por nada, Grace. Fagner vai ter que enfrentar o meu ódio se chegar até você.” A raiva na voz de Rafael era genuína, mas ela não podia deixar de sentir o peso da realidade que se aproximava.

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Na mansão de Fagner...

Fagner estava parado diante de uma mesa, observando os relatórios das investigações sobre o paradeiro de Grace. Sua expressão era de pura concentração, mas o ódio em seus olhos estava evidente. Ele não descansaria até encontrar a mulher que ele achava que possuía. A mulher que ele acreditava ser sua, sua propriedade. A traição dela cortava como uma lâmina afiada, e ele não descansaria até vê-la de volta aos seus pés.

“Ela não vai escapar.” Fagner murmurou, sua voz cheia de veneno. “Eu a encontro onde for. Ela vai se arrepender de me desafiar.”

Tereza entrou na sala, o sorriso discreto nos lábios. Ela sabia que Fagner estava com raiva, mas sabia também que isso poderia ser uma vantagem. “Você está pensando em agir rapidamente, não é?”

Fagner a olhou, a raiva ainda visível. “Sim, ela vai voltar. Seja por medo ou por outra razão, ela vai entender que não pode fugir de mim.”

Tereza se aproximou, seus passos lentos e calculados. “Eu entendo o seu desejo de puni-la, Fagner. Mas você também precisa ter controle. Ela ainda está esperando a sua reação. E cada movimento seu deve ser mais inteligente.”

Fagner olhou para ela com um sorriso cruel. “Ela vai sofrer, Tereza. Não importa como, mas ela vai. Você pode me ajudar, mas não tente me impedir. Grace vai pagar pelo que fez.”

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Na estrada...

O carro de Rafael entrou em uma estrada mais isolada, longe do centro da cidade. A tensão era palpável. “Onde estamos indo?” Grace perguntou, o medo se espalhando pelo seu corpo.

“Há um lugar que eu tenho em mente. Um esconderijo. Eu te deixo lá e vou buscar ajuda. É o mais seguro que podemos fazer no momento.” Rafael estava falando de forma rápida, sem olhar para ela, seus olhos fixos na estrada. Mas o som das sirenes e o ranger dos pneus na pista deixavam claro que o tempo estava acabando.

Grace estava começando a perceber que, talvez, a única coisa que ela pudesse fazer fosse esperar. Esperar que Rafael cumprisse sua promessa de mantê-la segura. Mas algo em seu peito dizia que Fagner não ia deixar isso acontecer sem lutar. Ele não era um homem que sabia perder.

Ela olhou para ele, a raiva e a dor ainda espremendo seu coração. “Se eu voltar para ele...” A ideia era insuportável, mas ela precisava dizer. “Se eu voltar para ele, ele nunca vai parar. Nunca vai me deixar em paz.”

Rafael a olhou com seriedade. “Grace, você já tomou a sua decisão. E você não está voltando para ele, entendeu? Você não pertence a ele. A sua vida é sua agora. Não importa o que ele faça.”

A estrada escura à frente parecia um reflexo de sua própria vida. Tão cheia de incertezas e escuridão, mas, ainda assim, ela estava lá, tentando encontrar uma saída. Ela precisava acreditar em Rafael. Precisava acreditar que ele estava certo. Porque, se não, o que restaria?

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Na mansão...

Fagner estava em pé, diante de uma mesa cheia de fotos e informações sobre Grace. Ele analisava cada detalhe, cada movimento dela, cada erro, cada ponto fraco. Sua obsessão por ela estava tomando conta de tudo, e ele sabia que o momento da captura estava chegando. Ele queria que ela sofresse, queria que ela se sentisse desesperada, mas, acima de tudo, ele queria de volta o controle sobre ela.

“A caça está acabando, Grace,” ele murmurou para si mesmo, os lábios se curvando em um sorriso torto. “Você vai se arrepender de me desafiar.”

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Na estrada...

O carro de Rafael diminuiu a velocidade quando chegaram a um campo aberto, uma casa velha e isolada à distância. Grace olhou para o horizonte, seu coração batendo mais forte. Era um esconderijo, mas também um lugar onde ela ficaria sozinha, sem saber o que viria a seguir. O que aconteceria quando Fagner a encontrasse?

“Estamos quase lá,” Rafael disse, quebrando o silêncio que dominava o carro.

Grace fechou os olhos, respirando fundo. Ela ainda tinha dúvidas, mas o que mais poderia fazer? Ela havia fugido, e agora não havia volta.

“Eu vou ficar bem, não vou?” Ela perguntou baixinho, o medo em sua voz.

Rafael olhou para ela, seus olhos duros, mas com um toque de ternura. “Você vai ficar bem, Grace. Eu prometo.”

Este capítulo aprofunda ainda mais o conflito interno de Grace, enquanto ela começa a aceitar a gravidade da situação. Fagner está mais perto do que nunca, e ele está disposto a ir até o fim para trazer Grace de volta. Rafael, por outro lado, continua sendo seu aliado, mas o que ele poderá fazer contra o poder de Fagner? O jogo entre eles está esquentando.

continua...

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