Capítulo 3: O Jogo de Fagner

Grace voltou para onde Rafael estava esperando.

- tudo bem? - Ele perguntou preocupado.

- Tudo ótimo, na verdade não poderia estar melhor! - Ela respondeu sorrindo, como se tivesse se libertado de um lugar onde estava presa a séculos.

Rafael sorriu, e o resto do passeio foi calmo e relaxante.

No dia seguinte, após o encontro com Rafael, foi marcado por uma sensação ambígua de esperança e confusão.

Grace tentava se convencer de que aquele encontro não havia sido apenas uma distração momentânea, mas uma verdadeira chance de recomeço.

No entanto, as palavras de Fagner ainda ecoavam em sua mente, como uma presença incômoda e sufocante.

Ela sabia que ele ainda estava por perto, observando. Fagner nunca deixaria que ela o abandonasse tão facilmente, e ela sentia no fundo que ele faria qualquer coisa para mantê-la sob seu controle.

“Não posso viver com medo dele, nem com essa sensação de que não tenho escolhas. Eu não posso...” Grace pensava consigo mesma enquanto observava o reflexo de seu rosto no espelho.

Seus olhos, antes cheios de amor e confiança, agora estavam marcados pela dor do passado, mas também pela determinação de não cometer os mesmos erros. Ela estava pronta para lutar por sua liberdade e pelo futuro que queria.

 

Na casa dos Macedo...

O café da manhã estava servido, e o ambiente parecia mais leve do que o normal. Seu pai, Sr. Macedo, estava animado com os preparativos para o evento que aconteceria no final de semana, uma pequena reunião com as famílias de Rafael e dos amigos mais próximos. Ele acreditava que isso poderia aproximar Grace e Rafael, e ele não estava errado.

“Grace, querida, você vai sair hoje mais cedo? O Rafael me disse que queria falar com você. Ele está tão interessado em conhecer mais sobre seus planos para o futuro.” Dona Luciana comentou, com um sorriso gentil, enquanto mexia na xícara de chá.

Grace sorriu sem muita convicção. Ela estava acostumada com as expectativas de seus pais, mas sentia que, agora, a situação estava diferente. Ela não era mais a mesma garota sonhadora que acreditava nas promessas de um amor perfeito.

“Sim, mãe, eu vou.” Grace respondeu, tentando esconder a apreensão que a invadia. Ela sabia que, ao passar mais tempo com Rafael, sua decisão de se afastar de Fagner ficaria mais clara. E isso, sem dúvida, era a coisa certa a se fazer.

 

Mais tarde, na praça da cidade...

Grace caminhava lentamente pelas ruas calmas, quando avistou Rafael de longe. Ele estava conversando com alguns amigos, mas quando percebeu sua presença, sorriu e acenou, o que fez Grace sentir um calor reconfortante no peito.

“Oi, Grace! Que bom ver você. Podemos conversar um pouco?” Rafael disse, se aproximando com aquele sorriso genuíno que sempre a fazia se sentir mais à vontade.

Grace assentiu, e os dois se afastaram da praça, indo para um pequeno café nas proximidades. Durante o caminho, eles conversaram sobre diversos assuntos, e Grace não pôde deixar de notar como Rafael a fazia sentir-se à vontade. Ele a ouvia, fazia perguntas e parecia interessado nas suas ideias, em seus sonhos. Não havia joguinhos, não havia manipulação.

“Eu gosto de passar tempo com você, Grace. Acho que temos mais em comum do que eu imaginava.” Rafael disse, com um sorriso sincero enquanto sentavam à mesa do café. Ele estava, sem dúvida, se esforçando para mostrar o quanto estava disposto a se envolver com ela.

“Eu também... eu estou começando a perceber que, talvez, eu tenha me fechado demais para as pessoas, por certas lembranças.” Grace respondeu, tocando a xícara com as mãos nervosas. “A vida me ensinou a ser cautelosa demais.”

“Eu entendo. Mas não precisa ter medo, Grace. Eu não vou fazer você se sentir pressionada.” Rafael garantiu, com os olhos calorosos e atentos.

A conversa deles estava fluindo bem, até que Grace sentiu uma presença familiar e perturbadora. Olhou para o lado, e lá estava ele: Fagner. Ele estava parado na esquina, observando-a com os olhos fixos, mas sem fazer nenhum movimento para se aproximar.

A sensação de frio percorreu sua espinha, e seu coração começou a bater mais rápido. Rafael, percebendo a mudança de expressão de Grace, também olhou para o lado.

“Está tudo bem?” Rafael perguntou, com uma expressão preocupada.

Grace olhou para Fagner, que parecia não querer perder o controle sobre ela, mas não queria que Rafael percebesse sua inquietação. “Sim… está tudo bem,” ela respondeu rapidamente, tentando manter a compostura.

Fagner, ao perceber que Grace estava acompanhada de Rafael, fez uma leve careta, mas se manteve distante, aguardando o momento certo para agir.

Grace sabia que ele estava se preparando para mais uma de suas manipulações. Ela não poderia ser fraca agora. Ela conhecia todos seus joguinhos.

 

À noite, na casa dos Macedo...

Após o jantar, Grace foi para o jardim sozinha, precisando de um tempo para processar o que havia acontecido. A presença de Fagner estava pesando em sua mente, e ela sabia que a luta seria mais difícil do que ela imaginava.

“Eu não posso mais ser a mesma garota que fui... Eu não posso permitir que ele me controle novamente. Rafael... talvez ele seja a chave para tudo isso.” Grace pensou, olhando para o céu estrelado.

Mas a paz foi interrompida por uma mensagem no celular. Era de Fagner. A mensagem dizia:

“Eu sei o que você está fazendo. Você vai voltar para mim, Grace. Não há escapatória.”

O coração de Grace gelou. Ela sabia que Fagner não a deixaria escapar tão facilmente, mas algo dentro de si se inflamou com uma chama de desafio. “Eu não vou voltar para você. Nunca mais.” Ela sussurrou, com os olhos firmes.

CONTINUA...

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