A manhã ainda estava tímida quando Grace acordou. O apartamento de Rafael parecia mais vazio do que nunca, as paredes quase pareciam observar seu movimento, como se estivessem esperando algo acontecer. Ela se levantou devagar, tentando afastar os pesadelos que a haviam acompanhado durante a noite. Em sua mente, os olhos de Fagner ainda eram um fantasma, uma lembrança do passado, mas ela sabia que ele estava mais perto do que imaginava.
Rafael entrou na sala com um sorriso suave, tentando aliviar a tensão no ar. “Boa tarde. Dormiu bem?”
Grace forçou um sorriso, mas a inquietação em seu peito não a deixava descansar. “Sim... só... só estava pensando no que vem a seguir. Fagner vai atrás de mim, não é?” Sua voz tremia levemente, e ela odiava que ele visse sua vulnerabilidade. Mas Rafael apenas se aproximou, colocando uma mão gentil em seu ombro.
“Não se preocupe, Grace. Eu vou fazer tudo o que for possível para te manter segura. Mas você precisa confiar em mim, ok?”
Ela olhou para ele, com um misto de gratidão e receio. “Eu confio, Rafael. Só... Fagner é imprevisível. Ele pode ser qualquer coisa, mas nunca foi previsível. Eu não sei o que esperar, e isso me assusta.”
Rafael fez uma leve pausa, seu olhar fixo nela. “Eu sei. Mas você tem algo agora que antes não tinha: a liberdade. E isso é tudo o que você precisa para seguir em frente.”
Grace ficou em silêncio, observando a seriedade nos olhos dele. Sim, ela sabia que estava livre, mas a liberdade, no momento, era uma faca de dois gumes. Ela fugira de Fagner, mas agora ele viria atrás dela, e ela teria que enfrentar a tempestade de cabeça erguida.
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Na mansão de Fagner...
Fagner estava sentado em uma poltrona escura, olhando para um mapa da cidade. Seus olhos eram frios, e seu rosto estava marcado pela raiva. Ele havia procurado por Grace por toda parte e, finalmente, obteve uma pista que o levou a uma pequena área no centro da cidade. Agora, ele sabia onde ela estava.
Tereza entrou na sala, observando-o em silêncio. “Você vai atrás dela hoje?” Ela perguntou, seu tom calculista.
“Eu não vou esperar mais. Ela me desafiou, Tereza. E ninguém, NINGUÉM, desafia Fagner Macedo e sai impune.” O ódio transbordava de suas palavras. “Ela vai voltar, mesmo que eu precise usar todos os recursos para fazer isso.”
Tereza, sem expressão, observava o homem que, um dia, já fora o amor de Grace. Mas o que Fagner não sabia era que Tereza também tinha seus próprios interesses. “Você sabe o que está fazendo, não é? Às vezes, suas emoções acabam nublando o que realmente importa.”
Fagner a encarou com um olhar gélido, já impaciente. “E o que você sugere, Tereza?”
Tereza se aproximou lentamente, com um sorriso suave e manipulado. “Eu sugiro que seja mais astuto. Há mais de uma forma de fazer Grace voltar. E talvez, com os métodos certos, nem precise ser tão... drástico.”
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No apartamento de Rafael...
Grace estava com os olhos fixos na janela, o vento frio batendo nas cortinas. Ela sentia que algo estava por vir, mas não sabia o que. Quando Rafael entrou na sala, o semblante dele parecia sério, e a tensão foi instantânea.
“Grace, temos que falar.” Ele se aproximou, seus olhos fixos nela, seu tom de voz mais grave do que ela estava acostumada.
“O que aconteceu?” Grace perguntou, seu coração batendo mais rápido. “Eu posso sentir que algo está errado.”
“Você está certa.” Rafael suspirou, o rosto sério. “Eu consegui algumas informações. Fagner está se aproximando. Ele sabe onde você está.”
O estômago de Grace afundou. O medo tomou conta de seu corpo, mas ela tentou manter a calma. “Eu sabia que isso ia acontecer. Eu sabia que ele não ia desistir tão fácil.”
Rafael a olhou, colocando a mão em seu ombro. “Nós vamos dar um jeito nisso. Mas precisamos ser rápidos. Fagner não vai vir sozinho. Ele vai estar com pessoas que vão ajudá-lo a encontrar você.”
Grace respirou fundo. “Onde eu vou? O que eu faço agora?”
Rafael apertou seus lábios, pensando por um momento. “Eu vou garantir que você fique em segurança. Eu tenho um lugar para você se esconder. Mas temos que sair agora. Se ele chegar antes, podemos estar em perigo.”
Grace sabia que não havia escolha. Ela pegou rapidamente suas coisas e seguiu Rafael até o carro, sem olhar para trás. O medo agora estava se tornando real, e ela não sabia o que esperar. Mas uma coisa era certa: ela não voltaria para ele. Não agora. Não nunca mais.
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Na estrada...
O carro de Rafael cortava a estrada em alta velocidade. Grace olhava pela janela, as ruas escuras passando rapidamente, como se a cidade estivesse engolindo os dois em sua imensidão. Seu pensamento estava voltado apenas para uma coisa: Fagner estava vindo.
De repente, o celular de Rafael vibrou, e ele olhou rapidamente para a tela. “Merda,” ele murmurou, apertando ainda mais o volante.
“O que aconteceu?” Grace perguntou, sentindo o medo voltar.
“Ele já sabe. Ele está vindo atrás de nós. Não podemos mais demorar.”
O som de uma sirene distante cortou o silêncio da noite. Grace apertou as mãos contra as pernas, seu corpo tenso. “Ele está chegando... Fagner vai me pegar. Ele vai me encontrar.”
Rafael olhou para ela, seu rosto cheio de determinação. “Não, Grace. Não vamos deixar isso acontecer. Vamos encontrar um jeito de te esconder antes que ele te alcance. Ele vai pagar por tudo o que fez a você.”
CONTINUA...
extra:
Este capítulo marca o retorno de Fagner ao jogo, agora mais agressivo e determinado a recapturar Grace. Ela, por sua vez, se vê cada vez mais pressionada pela proximidade do inimigo. A tensão se intensifica à medida que Rafael tenta ajudá-la a escapar, mas o relógio está contra eles.
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Atualizado até capítulo 21
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