Despedida e Dor

Um minuto de um beijo longo e cheio de sentimentos. Um jovem casal apaixonado que desconhece este sentimento e não sabem lidar com as suas emoções, causando dúvidas e incertezas.

Debaixo da chuva fria, Lívia e Aurélio, encostam as frontes e controlam a respiração tentando entender o que aconteceu entre eles. O medo de se distanciarem e o sentimento nobre de uma paixão adolescente os fazem temer os próximos passos a tomarem.

__ Desculpa-me, eu me excedi, na verdade eu não me controlei, com a hipótese de perder a sua amizade. Não sei porque, mas para mim é muito importante ter você por perto. __ Aurélio fala com a voz rouca, tocando nos seus braços, sentindo a chuva fina e um desejo intenso de beijá-la de novo, mas se controla para não piorar as coisas entre eles.

__ Eu estou com medo! A sua mãe disse coisas horríveis para o meu pai e ele ficou nervos e disse horrores a respeito da sua mãe e nos proibiram de sermos amigos. __ Ela fala e lhe toca o rosto com carinho, sentindo a textura da sua barba rala e da sua pele macia.

Os lábios de ambos estão quase se tocando novamente, quando Célio correndo os abordam, dizendo:

__ Mana, você precisa vir! O seu padrinho veio nos buscar, disse que o pai não está bem e que a mamãe precisa de nós. __ Célio fala aos prantos e volta correndo para dentro da casa.

__ Eu vou com você! __ Diz Aurélio, segurando a sua mão e a impedindo de deixá-lo para trás.

__ Melhor não! Vamos dar um tempo e assim que eu puder, vou lhe encontrar no lago. __ Ela solta da sua mão e dando dois passos, volta aos braços do seu amigo e lhe dá um beijo no rosto.

Aurélio observa a sua amiga indo em direção a casa e sente que foi um beijo de despedida. Sentimentos que temos, sem explicação e que às vezes, parece coisas da nossa cabeça, ao mesmo tempo que é um aviso de que acabou e que não teremos outra oportunidade.

Lívia entra em casa e o seu padrinho pede para que ela se arrume rápido e correndo ela entra no banheiro e toma um banho quente, retirando a roupa molhada, sem ter tempo para pensar no que está sentindo e como resolver esta situação.

De casa ao hospital, é uma questão de quarenta minutos, num fusca parece uma eternidade, já que ele não anda quando estamos com pressa.

Lívia pega nas mãos dos irmãos e os puxa pelo imenso corredor até o quarto, onde o seu pai está internado, em estado muito grave.

Ao verem o seu estado, as crianças se assustam e ainda consciente, ele pede que se aproximem. Bem devagar, ele conversa com dificuldades:

__ Viviane, minha bonequinha! Quero que obedeça a sua mãe e aos seus irmãos. Seja estudiosa e nada de ficar chorando ou dando trabalho para a sua mãe, eu quero que você cuide dela para mim. Seja forte e obediente, preciso da sua coragem e determinação.

__ Célio, você é o homem da casa, cuida da sua mãe e das suas irmãs, seja honrado e trabalhador. Eu tenho muito orgulho de você. __ A sua voz já quase não sai e os médicos disseram que é uma questão de horas a sua partida.

Lívia se sente culpada e o vendo neste estado, não se perdoa por ter se envolvido com a família Chaves. Francisco ao olhar para a sua primogênita, sorri sem graça e fazendo uma força descomunal, para que ela pare de chorar.

__ Minha princesa, fique longe dessa gente! Eles são sinônimos de dor e sofrimento. Aquela mulher é má e não ama ninguém. Promete que se manterá distante e que cuidará da sua mãe e dos seus irmãos. Por favo! Preciso que me prometa, que nunca mais chegará perto daquele rapaz. __ Lívia olha para a sua mãe que em prantos acena com a cabeça e pede para que prometa.

Com o coração partido ela faz a promessa por duas vezes, sentindo o luto. Pois, seu pai desfalece minutos depois de uma promessa difícil de ser cumprida.

Tudo passa depressa demais e a dor não dá tempo para analisar os fatos. O que ocorre momentos depois, quando chegam em casa e o vazio os consomem.

Uma sensação de abandono e o vazio diferente que fica na casa, faz com que o silêncio seja uma causa de dor iminente. Aquela que faz o seu mundo desabar, sem saber o que acontecerá daqui alguns segundos, pois o seu porto seguro se foi para sempre e terá que aprender a lidar com a vida, sem as mãos firmes e os conselhos sábios de um pai.

Além da dor da perda, vem a sensação de que tudo que fez não foi o suficiente, nem mesmo o bastante para mantê-lo vivo.

Laura se aproxima da filha e com carinho tenta consolar de alguma forma, dizendo que ele está bem e agora não sentirá mais dor. Como se isso diminuísse o que ela está sentindo.

Pedro, Clara e Berenice, ficam com eles o tempo todo, mas Lívia não demonstra reação, fica parada olhando para o infinito na espera de que um milagre aconteça e ela acorde do pesadelo.

Dois dias se passam e Aurélio está aflito e tenta de todas as formas saber notícias de como está a sua amiga. Chama-a assim, por não saber como lhe chamar: amiga ou namorada.

Enfim, chega o domingo e por horas Aurélio a espera no local do encontro. Nem mesmo o sol deu as caras, para alegrar o dia e até o anoitecer, ele a esperou em vão. Pois ela não saiu do quarto e nem mesmo cuidou das obrigações.

Num ato desesperado, ele pega a sua moto e como um louco invade o pequeno sítio, descendo do veículo e a chamando no terreiro da humilde casa.

__ Lívia! Por favor, fala comigo! __ Ele grita num pedido desesperado por socorro, como se fosse possível salvar a sua amizade.

Lentamente a porta se abre e Lívia aparece devastada e sem condições de se manter de pé. Mesmo assim ela caminha até ele e se abraçam num gesto de carinho que a destrói por completo, chorando no seu peito, enquanto ele afaga os seus cabelos, sem precisar citar uma só palavra.

__ Eu sinto muito! Eu queria muito estar aos seu lado e poder retirar toda a sua dor e ser o consolo para o seu coração. __ Diz Aurélio, segurando o seu corpo ao seu e com muita tristeza, percebendo que ela precisa lhe dizer algo.

__ Eu agradeço por sua amizade e o carinho que tem por mim, mas no momento precisamos nos distanciar. Eu não posso mais te ver ou falar com você, precisamos dar um tempo. __ Ela chora a dor de perder um amigo, sem saber direito qual é o verdadeiro sentimento que tem por ele.

__ Não faça isso com a gente, somos amigos e a nossa amizade é para sempre. __ Ele implora, mas ela se afasta e diz:

__ Eu sei que levarei para a minha vida toda, tudo que vivemos juntos e o quanto eu amei fazer parte da vida de alguém, mas ser feliz não é para mim, como o amor não cabe na minha história.

__ Ela fala e se afasta, andando para trás e o olhando chorar a dor da despedida.

Dois dias depois do enterro, Lívia está afundada na dor e no luto. Momentos difíceis para a família e a falta de coragem para reagir a tragédia que sobreveio sobre eles.

Passando no corredor que dá acesso aos quartos, ela ouve a sua mãe num pranto angustiante, com gemidos sufocados por uma coberta e o seu corpo em posição fetal, ela vê pela fresta da porta, a mulher sofrendo sozinha e decide ser o apoio que ela precisa.

Entrando lentamente, ela toca o rosto da sua mãe e segura o choro, sendo forte o suficiente para consolá-la.

__ Não fique assim, mãe! Ele estava sofrendo muito e o seu corpo não aguentava mais. __ Lívia fala com carinho e compaixão.

__ Eu sei querida, mas é uma dor tão grande que não posso suportar. __ Diz Laura, tentando se recompor e abraçando a filha, chorando mais um pouco.

__ Como foi a sua conversa com Aurélio? __ Laura pergunta secando as lágrimas do rosto e sentando-se a cama.

__ Eu disse que precisamos de um tempo e que agora não podemos ser amigos. Ele não entendeu o porquê, mas, eu também desconheço os motivos. __Lívia abaixa a cabeça, pensando porque o seu pai fez essa exigência, sem dar uma explicação plausível.

__ Não quero que você tenha raiva do seu pai, ou que entenda o que ele quis fazer em seu último pedido, mas preciso que me escute com atenção. __ Laura, prende a atenção da filha que a olha espantada, esperando uma explicação para amenizar a sua dor.

__ Quando eu conheci o seu pai, ele namorava a Rosa, ele era completamente apaixonado por ela, mas, ela tinha ambições que não cabiam na vida dele, mesmo assim ele construiu essa casa para eles, ficaram noivos e ela foi estudar na capital. A distância dificultou a relação entre eles e um ano depois ele soube que ela havia se casado com um rapaz da cidade.

A decepção foi muito grande ele foi ao fundo do poço. Eu o amava e pensei que poderia curar a sua dor, mas, me enganei, ele nunca a esqueceu. __ Lívia está atônita com o assunto e pede para que a mãe se acalme.

__ Não diga isso, o papai te amava muito, a senhora lhe deu três filhos e cuidou dele até agora, sempre o via lhe agradecendo por estar ao seu lado e por ser tão especial.

__ Sim, ele dizia! Mas, era mais amizade, do que um amor entre um homem e uma mulher. Ele se acostumou comigo por perto e eu nunca consegui arrancar o que ele sentia por ela. __ Laura volta a chorar e Lívia a abraça.

Saindo do abraço e olhando para a filha, Laura continua o seu desabafo:

__ Há três anos ela voltou para a fazenda que foi do seu pai, ele havia ficado doente e o genro veio cuidar de tudo, até que morreu e deixou tudo para o neto.

Nos encontramos na missa, num domingo de manhã e o seu pai ao vê-la, mudou completamente. Dias depois ele começou com dores pelo corpo e a queixar-se de sintomas estranhos, que nunca havia sentido. O seu corpo reagiu ao desgosto e as mágoas que guardava no peito. Eu fui paciente e nunca imaginei que este sentimento o levaria a morte. Hoje eu sei que nunca vivi um amor por inteiro, a sombra dessa mulher nunca saiu dessa casa e dos pensamentos do seu pai, pude ver isso no dia em que eles discutiram a respeito da amizade de vocês, não se importando com o que vocês sentiam e queriam, mas demonstrando na raiva que o amor entre eles ainda existia. Fui cega em pensar que ele havia a esquecido e me amado. Fui fraca, mais uma vez, e permitir que ele lhe obrigasse a fazer uma promessa, que lhe traria tanto sofrimento. Peço que me perdoe e se quiser quebrar essa promessa, eu entenderei as suas razões e te absolvo desse compromisso.

As duas se abraçam e choram juntas. Lívia fica pensativa e vira uma chave na sua vida, essa que é a primeira de muitas, que terá que virar durante a sua vida, mas, essenciais para um futuro onde ela seja a protagonista da sua história e não deixar que ninguém decida por ela.

Levantando-se cedo, Lívia vai para o curral, faz as suas obrigações e cuida do pequeno sítio. Tomando as rédias da família e cuidando do que o seu pai deixou, ela assume a responsabilidade e a postura de uma mulher forte e destemida.

A sua mãe ergue a cabeça, vendo a força da sua jovem filha e logo cuida dos afazeres da casa e dá atenção para os filhos que também sofrem. A vida aos poucos volta a normalidade, apesar da saudade e a dor da ausência.

Pedro aparece do nada, como se soubesse a hora de agir e se programasse para marcar presença. Ele vai até o curral, onde Lívia limpa a ordenha e a observando faz o seu jogo de amigo intimo.

__ Hoje é domingo, não vai descansar um pouco para a semana? __ Fala o rapaz, preocupado com a amiga e mostrando seu apoio.

__ Preciso adiantar o serviço para a semana, decidi que voltarei a estudar, não terei muito tempo para limpar a ordenha, mas pode me ajudar. __ Ela não para o que está fazendo e Pedro a ajuda com um rodo.

__ Aurélio irá para a capital hoje, acho que já está na estrada, a sua mãe não quer ficar mais na fazenda e o obrigou a ir com ela. __ Lívia entra em choque ao ouvir o rapaz e sem dizer nada a respeito, fica pensativa enquanto termina de limpar o local.

__ Tenho que ir agora, o meu pai veio conversar com a sua mãe. Ele tem uma proposta para a compra do sítio. __ Mais uma bomba no colo de Lívia e outra dor forte no seu peito.

Entrando em casa, ela encontra o seu padrinho já de saída e antes mesmo que ele a cumprimente, ela diz:

__ O sítio não está à venda, eu cuidarei de tudo aqui e dispenso pessoas que queiram se aproveitar da nossa situação.

__ Lívia, não fale assim com os eu padrinho! Ele me fez uma boa oferta e poderemos ter uma vida tranquila na cidade. __ Laura justifica, mas, Lívia não aceita a proposta.

__ Eu disse que não! Se a senhora quiser vender a parte da senhora, fique à vontade, mas a minha e dos meus irmão não estão à venda.__ Ela passa para o seu quarto, retira as roupas sujas de curral e depois de um banho quente, pega o seu livro preferido e sai correndo para o lago. Lugar que lhe foi proibido, mas o único onde encontra descanso.

Vendo o local arrumado e florido, ela lembra dos momentos que passou com o seu amigo e chora a saudade dos dias felizes e tranquilos ao seu lado.

Ainda de pé, observando cada detalhe, ela sente a presença de alguém atrás do seu corpo e um arrepio na espinha, fazendo-a fechar os olhos e imaginar que seria ele. Mas, lembra de que ele foi embora e não voltará.

__ Eu pedi muito aos céus que estivesse aqui, para que eu pudesse me despedir. __ Aurélio fala com a voz embargada e emocionado por vê-la a sua frente, a observando pelas costas.

Lentamente Lívia vira-se na sua direção e corre para os seus braços, sem pensar direito, deixando a emoção e os sentimentos falarem mais alto.

Com medo de não vê-lo mais, ela o abraça forte e chora em seu ombro.

O seu corpo é erguido e rodopiado, na alegria do reencontro. Aurélio a abraça com força e ela o prende nos seus braços pelo pescoço, onde se prendem, não querendo soltar.

__ Tive tanto medo de não vê-lo novamente, juro que fiquei apavorada em saber que está de partida. __ Lívia desabafa no seu ouvido, ainda dependurada no seu corpo.

__ Eu não quero ir, estou sendo obrigado, também, não iria sem me despedir, juro que se eu pudesse te levaria comigo e nunca ficaríamos longe. __ Aurélio se distancia alguns centímetros da jovem que tem os seus olhos brilhantes e olhando a sua boca, desejando os seus lábios e a tomando num beijo ardente, que é correspondido sem ressalvas.

O desejo e o sentimento confuso, os fazem acender numa paixão e no calor do momento, os corpos se envolvem. As mãos de Aurélio, deslizam por seu corpo cansado e carente, a fazendo ser dominada por uma libido nunca sentido. Tudo novo na sua cabeça, reações de desejos e luxúrias.

O seu corpo é lentamente deitado por sobre a relva e os beijos intensificados, descendo por seu pescoço. Aurélio passa a mão por seus seios, sentindo-os rígidos e firmes, desbravados por ele, pois nunca foram tocados. Ele os olha e os deseja, voltando o seu olhar para o rosto da jovem que reflete prazer e sensualidade.

Beijando-a novamente, a sua mão massageia os seus seios por alguns instantes, a fazendo erguer-se, para entregar-lhe o mamilo rosado, pronto para ser devorado.

Com atenção voltada para as duas protuberâncias, ele leva a sua boca, sugando um a um, com a sede de quem se alimenta. Descendo a outra mão até as suas coxas e erguendo a saia rodada, ele percebe a sua umidade ao tocar a sua intimidade por baixo da calcinha de algodão.

Lívia treme nas suas mãos, ao sentir o seu dedo, afastando o pequeno tecido e passando lentamente nos seus lábios maiores, entrando nos lábios menores e tocando no seu grelo enrijecido. Ela solta um gemido e ele continua o movimento a deixando inchada e com mais volúpia.

A manifestação do desejo aumenta a cada toque, numa excitação intensa e prazer corporal. A deixando relaxada ao mesmo tempo que tensa, por não saber o passo seguinte.

Sentindo as sugadas nos seus seios e os movimentos dos seus dedos por entre as suas pernas, Lívia segura os seus cabelos e o prende ao seu corpo, passando as suas pernas por sua cintura e contorcendo o seu corpo num prazer imenso.

Logo sente um volume entrando lentamente na sua vagina e contraindo o seu corpo, causando prazer no seu companheiro que revira os olhos e prende os lábios, numa fisionomia de puro êxtase.

A absorção do momento, o leva a repetir por diversas vezes o movimento na sua entrada, esperando que se acostume com o volume e depois de segundos, indo mais rápido e a possuindo com todo o seu corpo e sentimentos.

Lívia, revira os olhos novamente e sente uma onda de prazer incontrolável, apertando o seu órgão dentro de si, o levando a uma explosão dentro dela. Os corpos suados, entregues ao desejo desenfreado. Um beijo na boca, uma mordida no lábio e a língua penetrante, acende o desejo ardente e novamente ele entra no seu corpo, fazendo sexo mais uma vez, agora com ela por cima, cavalgando em seu corpo e esfregando a sua intimidade inchada e ardente, mas louca por mais um momento juntos, já que ficarão por algum tempo sem se verem.

Vestindo novamente as roupas, o casal se olha, analisando o que aconteceu e se beijando novamente. Lívia o aperta em seus braços e ficam por mais algumas horas, conversando e fazendo planos para um futuro que poderá não existir.

__ Voltarei para você, minha amiga e amada! Escreverei todas as semanas e sempre que puder, retornarei para nos encontrarmos aqui. __ Diz Aurélio com os olhos rasos d’água, apertando Lívia em seus braços.

__ Não irei à parte alguma, estarei aqui te esperando, não garanto lhe escrever, pois não sou boa nas palavras escritas, mas, com certeza, saberá que estou aqui. __ Lívia o beija novamente e depois de muito carinho, eles se despedem e tomam os seus destinos.

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Comments

Fatima Azevedo

Fatima Azevedo

nossa e agora ele vai embora e se ela ficar grávida e só.

2025-03-09

0

Eva Araújo

Eva Araújo

Que bom que a Laura foi sensata e tirou a responsabilidade da Lívia de cumprir a promessa absurda que o pai exigiu dela.

2024-11-10

2

Ana Zélia

Ana Zélia

Tá, pelo que entendi o amor dos alecrins dourado não deu certo e querem impedir os filh os de serem felizes, !!🤔. me poupe

2024-11-09

2

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