Lívia chega em casa com o coração alegre e inocente, sorri solitária, enquanto prende os bezerros no curral. O seu irmão vendo-a na peleja, corre ao seu encontro e com uma vara, toca o gado até o abrigo e os prendem.
__ Mana\, o pai passou mal novamente e a mãe o carregou sozinha\, da varanda até o quarto. __Célio fala e Lívia sai correndo até a casa\, entrando como uma bala e indo direto ao quarto.
__ O que aconteceu? O senhor está bem? __ Ela pergunta\, debruçando-se por sobre o corpo do seu pai que geme e com um sorriso triste a abraça e responde:
__ Calma\, minha linda! Estou bem\, a sua mãe me deu o remédio e estou melhorando\, por onde andou a tarde toda? __ Francisco pergunta à filha que alegre lhe conta da sua tarde de leitura\, mas não fala a respeito do rapaz que conheceu.
Durante toda a semana ela lembrou do susto e recordando a cena de subir na árvore e o lindo rapaz lhe olhando, o sorriso estampa no seu rosto e fica envergonhada.
__ Está ficando maluca? Pergunta a sua irmã mais nova, sentada na régua do curral, enquanto ela ordenha a vaca.
__ Não gosto que converse comigo quando estou tirando o leite\, mimosa pode se assustar e não consigo dominá-la sozinha. __ Lívia fala baixinho\, para não espantar a vaca que é arisca.
__ Eu contei para a mamãe que você está com cara de boba e fica conversando com os porcos e as galinhas\, agora fica sorrindo para a vaca. Ela disse que você precisa de um namorado e agir mais como uma mocinha. __ Viviane é tagarela e deixa a sua irmã bastante zangada.
__ Eu não preciso de namorado\, nem tenho idade para isso e você é uma pirralha\, aproveite e leve o leite para dentro\, enquanto solto as vacas no pasto. __ Lívia intimida a sua irmã com o olhar de brava\, mas por dentro é uma manteiga derretida.
Viviane recebe o balde das mãos da sua irmã e sai toda melindrosa, anda dois metros e deixa o leite entornar no seu corpo e chorando grita a sua mãe como se algo muito sério tivesse acontecido. Lívia ri do seu desajeito e fechando a porteira, se assusta com uma voz que a surpreende.
__ Bom dia\, Lívia! __ Diz Pedro\, filho do vizinho e padrinho de Lívia.
Ele já é um rapaz e vive de asas quebradas para as meninas mais nova da vila. Lívia não lhe dá confiança, até que ele toca num assunto que lhe interessa.
__ Soube que você conheceu o meu amigo, Marco Aurélio! Ele é um cara bacana e disse que você é muito simpática.
Lívia o encara e ficando séria, pensa se ele lhe contou como foi que se conheceram e não continua o assunto para não ficar envergonhada.
__ Ele me perguntou se eu a conhecia e onde você morava. __ Ele é insistente no assunto e Lívia não responde\, continuando a caminhar até o celeiro\, onde tira as suas botas sujas e calça um chinelo limpo.
__ Eu não falei nada a seu respeito com ele\, pois não sabia se podia\, não quero ser desrespeitoso com a afilhada do meu pai. __ Por fim\, ela solta o ar dos pulmões e com uma respiração forte e precisa o responde:
__ Ele não tem motivo algum para vir por aqui\, o meu pai não está bem e não quero que fique nervoso por conta de besteiras. Estou muito ocupada e não tenho tempo para conversar\, se quer ficar falando na minha cabeça\, pegue a pá e me ajude a limpar o terreiro. __ Lívia é muito esperta e coloca o rapaz metido para ajudá-la com o serviço.
__ Daqui a um mês será o seu aniversário\, já pensou o que fará para comemorarmos os seus quinze anos? __ A conversa continua entre uma limpeza e outra\, o suor escorre no rosto bonito do rapaz e Lívia aproveita para tirar um sarro:
__ Se você estiver vivo até lá\, podíamos fazer um lanche na vila\, não gosto de festas e nem tenho motivos para festejar\, mas\, se estiver a fim\, eu combino com as meninas.__ Ela fala a respeito das suas duas amigas\, dos bons tempos de escola\, pois teve que se afastar das aulas\, para cuidar das obrigações e da família.
__ Porque eu não estaria vivo? Estou muito bem\, para ser sincero. __ Ele fala ofegante e cansado e ela sorri gostoso\, do seu jeito fraco de quem não é acostumado no serviço pesado.
__ Então me entregue esta pá\, antes que caia duro e ainda serei culpada por uma morte. __ Pegando-a da sua mão\, ela continua o serviço e ele toma água e senta-se a sua frente\, num toco de madeira.
__ Eu posso convidar o Aurélio\, ele ficará muito feliz\, o que acha? __ Ele volta ao mesmo assunto e ela o encara fazendo um charme.
__ Se quiser\, eu não ligo! A lanchonete é pública e até cachorro entra se a porta estiver aberta.__ A sua resposta foi para não deixar notório que ela quer a sua presença.
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Atualizado até capítulo 68
Comments
Hanah Oliveira
começando a leitura hj dia 11/02/25.
2025-02-12
1
Diane Fariass
a é esperta
2025-01-16
1
Adriana Mentoring de Mulheres
Livia e poderosa 👏🏻
2025-01-07
1