O Abismo.

O sangue do homem, quente e viscoso, escorria pelo queixo da figura, tingindo-a de vermelho. Ela se deliciava com a energia que fluía dele, absorvendo sua alma corrompida como se fosse um néctar sombrio.

Ruby, presa em sua própria mente, assistia à cena com horror. Era como se ela estivesse presenciando o próprio apocalipse. O corpo que um dia foi seu, agora era uma arma de destruição, uma ferramenta de uma força sombria que a consumia por dentro.

"Você está destruindo tudo", Ruby implorou, a voz fraca e trêmula. "Pare com isso."

A figura, com um sorriso cruel, ignorou o pedido de Ruby. Ela se deliciava com o sofrimento do homem, com a agonia que o consumía. Ela se sentia poderosa, invencível, como se estivesse no topo do mundo.

"Eu sou a escuridão, Ruby", a figura disse, a voz rouca e ameaçadora. "E a escuridão não conhece limítes. Ela nos consome todos."

Ruby se encolheu, a mente cheia de medo. Ela não conseguia acreditar no que estava acontecendo. A figura havia se apoderado completamente de seu corpo, transformando-a em um monstro. E ela, presa em sua própria mente, era uma testemunha impotente da própria destruição.

O homem, com o corpo dilacerado e a alma se esvaindo, morreu nos braços da figura. A figura, com um gesto cruel, o jogou no chão como se fosse um trapo sujo.

"Não era o que eu queria", a figura disse, a voz cheia de desprezo. "Mas foi um bom começo."

A figura, com o corpo de Ruby, saiu do bar. Ela caminhava pelas ruas da cidade, com um sorriso cruel nos lábios e uma sede insaciável de sangue.

"Eu vou achar alguém melhor", a figura disse, a voz cheia de uma fúria que a consumía por dentro. "Alguém que me satisfaça."

Ruby, presa em sua própria mente, assistia à figura se afastar. Ela se sentia completamente perdida. A figura a havia levado a um abismo de escuridão de onde não havia volta.

A figura era sua sombra, sua própria destruição. E a única coisa que a separava do abismo era uma fina linha de esperança, uma faísca de luz que ainda brilhava em seu coração.

Ruby, presa em sua própria mente, se agarrava desesperadamente a esse fio de esperança. Era como um barco à deriva em um mar tempestuoso, com ondas de escuridão a ameaçando a cada instante. Ela sabia que precisava agir, mas como? Como poderia lutar contra uma força tão poderosa?

A figura, com o corpo de Ruby, caminhava pelas ruas, os olhos brilhando com uma crueldade insaciável. Ela se alimentava da negatividade que emanava da cidade, da raiva, do ódio, da violência. A escuridão a enchia de prazer, a tornava mais forte, mais poderosa.

"Eu sou a sombra", a figura pensou, a voz rouca e ameaçadora ecoando em sua própria mente. "Eu sou a destruição. E eu vou consumir tudo em meu caminho."

Ruby, presa em sua própria mente, se sentia como uma testemunha inútil de sua própria morte. Ela assistia com horror à figura se transformando em um monstro, a sua própria sombra a consumindo por dentro.

"Não pode ser assim", Ruby pensou, a voz trêmula e fraca. "Eu não posso deixar que isso aconteça."

Mas como impedir a figura? Como poderia controlar o próprio corpo, quando era controlada por uma força que a excedia em poder?

Ruby se lembrou das palavras do feiticeiro, do pacto que havia feito. Ela sabia que a figura era uma parte de si mesma, um lado escuro que havia sido reprimido por tanto tempo. E agora, ele havia se libertado, se apoderado de sua alma, de seu corpo.

"Preciso encontrar uma maneira de controlá-lo", Ruby pensou. "Preciso encontrar uma maneira de libertar o corpo do controle da figura. Mas como?"

Ruby tentou se concentrar, tentou canalizar sua energia, sua vontade, sua alma. Ela queria acreditar que ainda havia uma faísca de luz dentro dela, uma centelha de esperança que a levaria de volta à luz.

Mas a escuridão era forte, e a figura era poderosa. Ruby se sentia cada vez mais fraca, cada vez mais perdida. Ela estava a beira do abismo, pronto para engoli-la.

"Eu não posso me render", Ruby pensou, com uma força que não sabia de onde vinha. "Eu preciso lutar. Eu preciso encontrar uma maneira de escapar da sombra."

Ruby se concentrou em sua mente, em seus pensamentos, em sua alma. Ela procurou uma força interna, uma força que a levasse de volta à luz.

Ruby sentiu uma onda de energia percorrer seu corpo, uma força que emanava do fundo de sua alma, como se uma chama adormecida estivesse sendo reacendida. Era uma sensação estranha, como se um novo poder estivesse brotando dentro dela, um poder que a conectava com a própria essência da vida.

"Eu não sou só a sombra", Ruby pensou, a voz forte e firme, como se estivesse falando com a própria figura. "Eu sou a luz. Eu sou a esperança. E eu não vou deixar que você me consuma."

Ruby concentrou toda a sua energia, toda a sua vontade, toda a sua alma. Ela visualizou a figura que controlava seu corpo, a sombra que a havia consumido. E ela sentiu uma força interna crescendo, uma força que a conectava com o próprio universo.

"Eu vou te expulsar", Ruby pensou, com uma determinação que a assombrou. "Eu vou recuperar o controle do meu corpo. Eu vou libertar a minha alma."

Ruby se concentrou em seu próprio corpo. Ela sentiu a energia fluindo pelas suas veias, a força crescendo em seu interior. Ela sentiu o controle se expandindo, como se estivesse se libertando de uma prisão.

A figura, sentindo a força de Ruby a combater, se encolheu. Ela se assustou com o poder que ela não esperava ver em Ruby. Era como se a própria luz estivesse combaterndo a escuridão.

"Você não pode me derrotar", a figura rosnou, a voz ameaçadora e cheia de raiva. "Eu sou a sua sombra. Eu sou parte de você."

"Não mais", Ruby respondeu, a voz firme e determinada. "Eu sou mais forte que você. Eu sou a luz. E a luz sempre vence a escuridão."

Ruby se concentrou ainda mais, canalizando toda a sua energia em um único ponto. Ela sentiu uma onda de calor se espalhando pelo seu corpo, uma sensação de liberdade.

Uma dor, como um raio, percorreu o corpo de Ruby, uma sensação incomparável, como se mil agulhas estivessem a furar sua pele. Era a figura, resistindo à sua libertação, lutando para manter o controle.

Mas Ruby era mais forte. Ela se concentrou, a dor a impulsionando, a fazendo acreditar na própria força. Era uma batalha de vontades, uma luta pela própria alma.

A figura gemia, a voz rouca e ameaçadora, como se estivesse sendo arrancada de dentro de Ruby. A escuridão que a envolveu por tanto tempo começava a se dissolver, a se esvair com a luz que voltava a brilhar em Ruby.

A dor foi se intensificando, como se seu corpo estivesse se partindo ao meio. Ruby se agarrou a uma cadeira próxima, os dedos brancos de tanto apertar o madeira. Ela não podia ceder, não podia deixar que a figura a consumisse novamente.

E então, de repente, a dor cessou. Ruby sentiu uma sensação de alívio incomparável, como se um peso enorme tivesse sido tirado de seus ombros.

Ela olhou para suas mãos, surpresa. Elas estavam normalmente coradas, sem as unhas afiadas e negras que a figura tinha.

Ela olhou para o espelho. O reflexo não era mais o da figura. Era ela, Ruby, com seus olhos azuis e seu sorriso meigo. A sombra havia desaparecido.

Ruby se levantou, os pés tremendo, o corpo fraco. A batalha a havia deixado esgotada. Mas ela estava livre.

Ela olhou em volta do quarto, lembrando-se do horror que tinha vivido. Ela sabia que a figura ainda existia, que ela não havia desaparecido para sempre.

Mas Ruby estava preparada. Ela sabia que poderia enfrentar a sombra. Ela tinha descoberto uma força interna, uma luz que brilhava em seu coração.

"Eu não sou mais a sombra", Ruby disse, a voz firme e determinada. "Eu sou a luz. E eu vou vencer essa batalha."

Ruby saiu do bar, determinada a encontrar o feiticeiro. Ela precisava saber como se proteger da figura, como impedir que ela voltasse a assombrá-la.

Mas, ela sabia que não estava sozinha. Ela tinha a luz dentro dela, a força que a havia salvado. E essa força a levaria para frente, para uma nova vida, uma vida livre da escuridão.

Ruby caminhou pelas ruas da cidade, o ar da noite fria a revigorando. A luz da lua a iluminava, deixando a cidade mais tranquila, mais amigável. Ela se sentia diferente, mais forte, mais confiante.

A batalha a havia transformado. A sombra a havia ameaçado, mas ela havia conseguido superar o medo e descobrir uma força interna que a impulsionava.

Ela se lembrou das palavras do feiticeiro, do pacto que havia feito. Ele disse que a figura era uma parte de si mesma, uma sombra que havia sido reprimida por tanto tempo. E agora, ela entendeu. A sombra não era um inimigo externo, mas uma parte de si mesma que precisava ser compreendida e controlada.

Ruby sabia que a figura poderia voltar, que a sombra nunca desapareceria completamente. Mas, agora, ela tinha as ferramentas para enfrentá-la. Ela tinha a luz dentro dela, a força que a havia salvado.

Ela procurou o feiticeiro, determinada a aprender mais sobre a sombra, sobre como controlá-la e como viver em paz com a própria escuridão.

Ela sabia que o caminho seria longo e difícil. Mas ela não estava sozinha. Ela tinha a força interna, a luz que brilhava em seu coração. E ela sabia que poderia vencer.

O sol nascia no horizonte, pintando o céu de cores vivas. Ruby inspirou profundamente, sentindo a vida fluir em suas veias. Ela estava livre. Ela era a luz. E ela sabia que poderia vencer a escuridão.

O capítulo da sombra havia terminado. Mas a história de Ruby estava apenas começando. Ela estava pronta para enfrentar o mundo, para descobrir o próprio destino, para viver uma vida cheia de luz e esperança.

E a sombra? Bem, a sombra sempre estaria presente. Mas, agora, Ruby sabia como lidar com ela. Ela sabia como controlá-la, como usá-la para se tornar mais forte, mais resistente.

A sombra a havia transformado. Mas, em vez de destruí-la, ela a havia fortalecido. Ela havia ensinado a Ruby a força da luz, a importância de acreditar em si mesma.

E Ruby, com a luz em seu coração e a sombra em sua alma, estava pronta para enfrentar o mundo.

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Elza Lima Cavalcante

Elza Lima Cavalcante

melhor assim, ser luz

2025-02-19

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