A figura, usando o corpo de Ruby, se moveu entre a multidão, uma pantera faminta em meio a um rebanho. O cheiro de álcool e suor a embriagava, a energia negativa que emanava das pessoas a atraía como um imã. Ela sentia a escuridão se infiltrando em seus sentidos, a transformando em um monstro.
O bar era um palco de desejos reprimidos e frustrações. Homens com olhares lascivos, mulheres com sorrisos forçados, todos buscando uma fuga da realidade em meio à música alta e às bebidas fortes. A figura, com a beleza de Ruby e a crueldade da sombra, se tornou um foco de atenção.
Homens se aproximavam, atraídos por sua beleza e pelo aroma doce do perfume que ela usava. Ela se divertia com a atenção, seduzindo-os com um sorriso malicioso, provocando-os com um olhar penetrante. Mas, em seu coração, ela sentia a escuridão se expandir, a fome insaciável a consumindo por dentro.
Ruby, presa em sua própria mente, observava tudo com horror. Ela reconhecia a beleza de seu corpo, a inocência que a figura usava como uma máscara. Mas, ao mesmo tempo, ela sentia a repulsa, o nojo, a dor de ver seu corpo sendo usado como uma arma.
“Encontre um deles, Ruby”, a figura sussurrou, a voz rouca e ameaçadora. “Encontre alguém que esteja pronto para o pecado. Alguém que esteja com raiva, com ódio, com sede de vingança. Alguém que seja capaz de ações horríveis.”
Ruby, com a mente confusa, tentou se comunicar com a figura, pedir que ela parasse, que liberasse o corpo. Mas, seus pensamentos eram ignorados, sufocados pela voz da figura.
“Você é minha agora, Ruby”, a figura disse, com um sorriso cruel. “Você é minha ferramenta, e você vai me servir.”
A figura, com o corpo de Ruby, continuou a seduzir os homens. Ela os atraía, os hipnotizava com seu olhar, os provocava com suas palavras. Ela observava suas reações, procurando o sinal de que eles estavam prontos para o pecado, pronto para sucumbir à escuridão que ela carregava dentro de si.
Ruby, presa em sua própria mente, assistia tudo com um misto de terror e desespero. Ela não conseguia entender como havia se tornado isso, como havia permitido que sua própria sombra a dominasse. Ela se sentia como uma boneca de madeira, controlada por fios invisíveis, manipulada por uma força que ela não conseguia controlar.
Um homem, alto e de aparência agressiva, se aproximou de Ruby. Ele estava bêbado, os olhos vermelhos, o cheiro de álcool forte. Ele olhava para Ruby com um olhar lascivo, suas palavras eram incoerentes e agressivas.
“Você é linda”, ele disse, a voz grossa e arrastada. “Vamos sair daqui. Eu te levarei para um lugar especial.”
A figura, com o corpo de Ruby, se inclinou, provocando o homem. “Você é interessante”, ela disse, a voz rouca e seduzente. “Mas eu gosto de ser controlada. Você consegue me controlar?”
O homem, a face rubra, se inclinou ainda mais, as mãos trêmulas. “Eu sei como te controlar”, ele disse, com uma voz rouca e ameaçadora. “Eu sei exatamente o que você quer.”
A figura, com um sorriso malicioso, se afastou do homem. “Então me mostre”, ela disse, a voz rouca e sexy. “Me mostre o que você pode fazer.”
O homem, com um sorriso malicioso, se aproximou de Ruby, a segurando com força.
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Atualizado até capítulo 28
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