O espelho refletia a imagem de uma mulher diferente. Ruby, a garota de olhos azuis e sorriso meigo, havia desaparecido. No seu lugar, uma sombra escura, com um sorriso cruel e olhos que brilhavam com uma crueldade implacável. A figura havia se apoderado do corpo de Ruby, transformando-a em um instrumento da escuridão.
A figura, com um sorriso que agora se estendia de orelha a orelha, sentiu uma onda de prazer percorrer seu corpo. O poder da figura, alimentado pela alma do homem que ela havia devorado, era palpável. Ela se sentia forte, invencível, pronta para saciar sua fome insaciável.
“Vamos caçar, Ruby”, a figura disse, a voz rouca e profunda, ecoando na mente de Ruby. A figura, usando o corpo de Ruby, se preparou para sair.
Ruby, presa em sua própria mente, se sentiu impotente. Ela assistia, com horror, à transformação do corpo que ela havia perdido. Os olhos azuis, que antes brilhavam com inocência, agora emanavam uma aura de maldade. O sorriso meigo, que antes enchia seu rosto, agora se contorcia em uma expressão cruel.
“Onde vamos?”, Ruby perguntou, sua voz agora rouca e ameaçadora, uma imitação barata da voz da figura.
A figura, com um olhar calculista, respondeu: “Vamos encontrar uma alma digna de sacrifício. Alguém que carregue o peso do pecado, alguém que esteja pronto para ser punido.”
A figura, com o corpo de Ruby, se dirigiu para a rua. O ar da noite fria a envolvia, e ela sentiu uma excitação crescente. Ela estava faminta, e o cheiro de sangue a atraía. Ela ansiava pelo momento em que poderia se alimentar novamente, quando poderia sentir a energia fluindo de uma nova alma.
Ruby, enquanto observava o corpo de Ruby, a garota que ela um dia foi, sendo usada como uma ferramenta da figura, se sentiu completamente perdida. Ela não sabia como impedir a figura, como escapar daquela prisão. Ela era a prisioneira da sua própria sombra.
Enquanto caminhavam pelas ruas, a figura sentiu um cheiro familiar: o cheiro de álcool e violência. Ela reconheceu o cheiro de um bar, um lugar onde as pessoas se reuniam para se embebedar e esquecer de seus problemas.
“Vamos lá”, a figura disse, com um sorriso cruel. “Vamos encontrar a nossa próxima vítima.”
Ruby, presa em sua própria mente, se sentiu um pingo de esperança. Um bar. Um lugar onde as pessoas se libertam dos seus demônios internos. Um lugar onde a escuridão floresce.
Talvez ali, ela pudesse encontrar uma maneira de lutar contra a figura, de recuperar o controle do seu corpo. Talvez ali, ela pudesse encontrar um novo caminho, um caminho que a levasse de volta à luz.
O bar estava cheio de gente. A música alta e o cheiro de álcool e suor preenchiam o ar. A figura, com o corpo de Ruby, entrou no bar, os olhos brilhando, o sorriso cruel se expandindo.
Ela sentia o cheiro de sangue, de medo, de desejo. Ela sentia a energia negativa que emanava das pessoas, a escuridão que se escondia em seus corações.
E ela sabia que estava no lugar certo.
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Atualizado até capítulo 28
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