O grito de dor do homem, rasgado e desesperado, ecoou pelo quarto. O cheiro forte de sangue se espalhou pelo ar, misturando-se com o odor de álcool e suor. A figura, com os olhos brilhando como brasas e a boca manchada de vermelho, o segurava com força, arrancando pedaços de carne do seu pescoço.
O homem se debatia, tentando se soltar, mas a força da figura era sobrenatural. Ela o dominava com uma fúria incontrolável, uma sede de vingança que consumia sua alma. Cada pedaço de carne que ela arrancava era uma gota de prazer que a alimentava, uma satisfação que a consumia por dentro.
O sangue jorrava em torrentes, escorrendo pelo corpo da figura, pintando o lençol de um vermelho intenso. O homem gemia, a voz rouca e fraca, enquanto sentia a vida se esvaindo por cada pedaço de carne que era arrancado.
Ruby, presa em sua própria mente, assistia a cena com horror. Ela reconhecia o rosto do homem, o medo que o dominava, a dor que o dilacerava. Era a mesma dor que ela sentia, a mesma dor que a consumia por dentro, uma dor que a transformava em uma máquina de vingança.
A figura, com um sorriso cruel que se estendia de orelha a orelha, se deliciava com o sofrimento do homem. Ela sentia a energia fluir de seu corpo, alimentando-a, fortalecendo-a. A cada gota de sangue que entrava em sua boca, a figura sentia o poder se espalhar por suas veias.
O homem, com o corpo dilacerado e a voz falhando, tentou implorar por misericórdia. "Por favor, pare!", ele suplicou, a voz rouca e fraca. "Eu não mereço isso."
A figura, sem qualquer piedade, continuou a devorá-lo. Ela sentia o prazer de cada mordida, a energia que fluia de seu corpo, a força que a tomava conta.
Ela sentia a alma do homem se esvaindo, uma névoa escura que era absorvida por seu corpo. Ela se alimentava da escuridão, da maldade que se escondia dentro dele. E, com cada gota de energia que absorvia, a figura sentia o controle sobre o corpo de Ruby se fortalecer.
Ruby, presa em sua mente, se sentia impotente. Ela assistia, com horror, à transformação do corpo que ela compartilhava. O corpo que antes era seu, agora era uma ferramenta da figura, uma máquina de destruição.
O quarto estava tomado pelo cheiro de sangue e pela presença da figura. O medo e a culpa invadiam a mente de Ruby, a lembrando do pacto que havia feito, do sacrifício que havia oferecido. Ela era a responsável por tudo aquilo.
A figura, com o corpo manchado de sangue, se levantou, olhando para o corpo do homem, agora sem vida. O olhar dela, vazio e cruel, a deixava aterrorizada. Ela se tornou um monstro, uma criatura que se alimentava da escuridão.
O poder que a figura havia adquirido era evidente. A energia emanava de seu corpo, uma aura sinistra que se espalhava pelo quarto. O medo de Ruby se intensificava, e ela sentia a sua própria alma se esvaindo, como se estivesse sendo sugada pela figura.
Ela não sabia por quanto tempo conseguiria se manter presa em sua própria mente. A figura estava cada vez mais forte, e o controle sobre o corpo se tornava cada vez mais absoluto. Ruby se desesperava, tentando encontrar uma maneira de escapar daquela prisão, mas não havia saída.
A figura se virou, olhando para Ruby, com um sorriso cruel. "Você fez bem, Ruby", ela disse, a voz rouca e ameaçadora. "Você trouxe para mim o que eu precisava. Agora, vamos encontrar mais almas para saciar a minha fome."
A figura se aproximou de Ruby, sua respiração quente e pesada. Ruby sentiu um calafrio percorrer sua espinha.
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Atualizado até capítulo 28
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