Eu acordo com os raios de sol transpassando a cortina do quarto, de repente sento na cama rapidamente, percebo que estou atrasada para abrir a loja e acordo Lee para sair antes que o pai dele nos pegue aqui.
- Vamos, saia da cama logo!! Meu Deus, seu pai vai me demitir...
- Calma, papai já abriu a loja!! - Ele sorri, se espreguiçando na cama.
- É o quê?! Sai Lee, preciso trocar de roupa e fazer alguma coisa!!
Passo por cima dele e vou direto para o banheiro fazer a minha higiene, retorno e coloco um macacão jeans e um blusão branco. Eu arrumo meus cabelos em um coque e o prendo com um lápis. Coloquei os tênis e saio pela porta horrorizada com a minha falta de responsabilidade e displicência. Ao me aproximar, vejo o Sr. Hoon no balcão consertando uma caixinha de música e ele diz:
- Está atrasada!!
- Peço desculpas, o senhor pode descontar do meu salário e prometo que não irá se repetir...
O Sr. Hoon olha para mim abaixando o óculos e retorna mexendo na caixinha, ao me virar para pegar uma xícara de café, dou de frente com Lee sorrindo e eu com vergonha de tudo.
Da cozinha escuto os dois conversando em coreano, não há discussões e nem gritos, apenas falando algo que eu não entendo e ao voltar para o balcão o Sr. Hoon diz:
- Vou sair com o Lee e já retorno!!
- Sim, senhor... - Eu respondo, sorvendo um gole do café.
Eu os vejo sair pela porta e de repente ouço passos no corredor, Lee retorna e me dá um beijo demorado.
- Volto para almoçarmos juntos!!
Meus olhos acompanham seu caminhar até o carro e uma sensação de felicidade invade meu peito, fazia algum tempo que não sentia aquilo, porém, eu tenho medo de outra coisa que ainda está presente em minha vida retornar. Mas, vou pensar nisso depois das festas de fim de ano e tentar me alegrar com isso.
Horas depois o Sr. Hoon retorna e traz várias caixas fechadas, ele me chama para ajudar a descarregar e eu pergunto sobre o seu filho:
- Por que Lee não veio ajudar o senhor? Essas caixas são pesadas...
- Lee preparando almoço. Você catalogar produto!!
O sotaque do Sr. Hoon é engraçado, as vezes ele resmunga algumas coisas que não entendo, porém, ele é educado comigo e gentil. Horas depois, ele vem até a mim e pergunta:
- Lee falou da cicatriz nos pulsos?!
- Não!! Ontem ele havia me dito, que eu tinha o salvado e não entendi...
- Meu filho, bom homem...!! Ele iria tentar tirar outra vez a sua própria vida, desistiu quando viu você...
- Como assim?! Por que tirar a própria vida?
- Lee amava a ex-noiva, se chamava Yuna e ela trabalhava em uma multinacional no centro da cidade e até que um dia, ao busca-la na empresa a viu beijando outro homem e com aquilo se sentiu traído. Lee voltou para casa e cortou os pulsos. Quando eu cheguei da loja, o vê na cozinha quase morto e foi tudo muito rápido. Chamei a ambulância e levaram ele para o hospital, passaram as semanas ele me contou o que aconteceu e eu fui atrás de Yuna para saber do porquê fez aquilo. Ela não sua arrogância disse que nunca amou Lee e que só queria diversão com ele. Na semana seguinte, como obra do destino ou karma, ela sofreu um acidente de carro e morreu presa nas ferragens.
- Eu jamais vou brincar com os sentimentos dele Sr. Hoon!! Lee é um homem incrível e fiquei surpresa quando me disse isso, sobre o acidente e não quis tocar no assunto. Porém, por que ele queria novamente tirar a vida?
- Ele se sentia culpada pela morte daquela...Não consigo nem dizer o nome dela!! Depois de muito tempo ele entendeu que não era culpa dele, mas, a dor ficou e não queria mais viver. Eu notei algumas atitudes dele e resolve agir, pensei se eu colocar uma placa precisando de uma ajudante e desse certo, a primeira que entrasse tentaria juntar a ele e não importasse qual fosse sua origem.
- Como soube que daria certo comigo, Sr Hoon?
- Você carrega a verdade nos olhos, Srta. Aysha!! Agora, vamos terminar logo e almoçarmos, preciso colocar todos estes itens na prateleira para a venda e não esqueça de colocar os preços.
- Sim, Sr. Hoon!!
Após catalogar todos os artefatos, saímos ao meio dia para almoçar na casa do meu chefe e chegando lá tem um aroma deliciosas vindo da cozinha. Ao me aproximar, vejo Lee cortando uns vegetais e ele sorri quando me vê, se aproxima e diz:
- Eu posso beijar, a mulher mais linda do mundo?!
- Você mente bem, moço!! Mas, pode sim...
Lee me abraça e eu desapareço em seu corpo, sinto seu coração bater e após beija-lo lhe digo:
- Seu pai tirou meu couro hoje, descarregamos algumas caixas e agora a tarde tenho que colocar preço. O que você vai fazer depois do almoço?
- Eu vou até o depósito, eu preciso entregar uma nota fiscal e assinar a próxima coleta. E a noite, tenho uma surpresa...
- Poderia dar uma dica para mim?!
- Não!! É surpresa....
Lee me beija novamente e eu ajudo colocar a mesa, fazer aquilo me fez sentir-me bem, aqueles pequenos detalhes de família tão imperceptíveis, criaram algo dentro de mim um sentimento afetuoso e faziam me feliz. Após nosso almoço, ajudei Lee a lavar a louça, o Sr. Hoon já estava no carro esperando para irmos a loja e terminar o serviço. Me viro para ele e digo:
- Mais tarde nos falamos!! Eu preciso colocar alguma roupa especial?
- Se estivesse calor, eu poderia lhe dizer que ficaria bem nua, porém, a noite vai ser fria novamente. Nos vemos depois...
Lee me beija e eu vou até o carro com o Sr Hoon, ele liga o veículo e seguimos viagem até a loja. Ao chegarmos começo a limpar e colocar preço nos objetos, o Sr. Hoon está no escritório e de repente, meus olhos ficam parados ao ver dois homens passando em frente a loja procurando algo. É Carlos e Henrique, seguranças do Adam e provavelmente estão a minha procura. A minha primeira reação é ir direto no escritório falar com o meu chefe.
- Sr. Hoon, eu sei que vai parecer estranho que vou lhe pedir, mas, eu preciso que fique um tempo no balcão e...
O barulho do sino na porta da entrada da loja toca, meu coração acelera e eu fico paralisada.
- Srta Aysha...!! O que houve?! Senhorita...
- Por favor, Sr Hoon!! Se aqueles homens que estão lá fora perguntarem por mim, diga que nunca me viu..
Ele me olha estranhamente, mas, faz o que eu peço e vai em direção ao balcão da loja atender Carlos e Henrique. Não consigo escutar muita coisa, porém, o Sr. Hoon consegui fazer com que eles vão embora oferecendo os artefatos da loja para compra. Eu atrás da porta, fico por um longo tempo sentada e respiro um pouco aliviada. Depois de uma hora, eu retorno para a loja e o Sr. Hoon diz:
- Tem algo a me dizer sobre isso?
Meu olhar já dizia tudo, a insatisfação de contar o que passei em detalhes, faz com que eu reviva toda a cena novamente na minha cabeça e meu chefe diz:
- Agora sei o motivo do seu ombro machucado. Lee sabe disso?!
- Sim, eu contei tudo!!
- Ótimo!! Bom, você ficar escondida aqui e não vai trabalhar aqui na frente, até eles saírem do vilarejo e irem embora. Não se preocupe, darei um jeito de irem para longe...
- Obrigada, Sr. Hoon....
A noite chega e a loja é fechada por Lee, eu estou no quarto pensando no que aconteceu e estou sendo caçada para voltar para aquele maldito lugar.. Não quero retornar, eu estou bem aqui e pela primeira vez não me sinto sozinha.
Lee se aproxima de mim e diz:
- Meu pai contou o que aconteceu logo cedo, não precisa ter medo Aysha, você está segura aqui...
- Vocês não estão seguros!! Existe algo muito mais ruim que a família do meu ex atrás de mim e tenho medo que eles me encontrem aqui e por isso preciso pensar!!
- Você está proibida de pensar em sair daqui!! Entendeu?! Se for necessário fugir com você para outro país, eu vou fazer isso e ninguém nunca mais saberá de nós!!
- Eu sei meu amor, acalma-se!!
- Do que você me chamou?!
Eu olho para ele, com uma expressão de que não deveria ter falado aquela frase, no entanto, eu repito:
- Eu te chamei de "amor"... O que há de errado?!
- Nenhuma!! Apenas fazia tempo que não escutava isso e você fez meu coração ficar feliz!! Bom, a surpresa que iria fazer para você terá que ser adiada por um tempo e realizamos quando tudo acalmar, pode ser?!
- Pode sim...
Naquela noite Lee e eu fizemos amor de uma forma intensa e excitante, gozei em sua boca várias vezes e ele me possuía na cama em posições que davam inveja ao Kama Sutra. O frio que fazia lá fora, não se comparava ao calor que estava aqui dentro e nós dois suados olhamos um para o outro sorrindo como dois adolescentes fazendo algo errado, mas, com a certeza aque aquilo tudo era o mais puro dos sentimentos entre nós.
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Atualizado até capítulo 91
Comments
Arlete Nazario
nada a ver autora o Adam tava sem memória tomara que esse Lee seja Ruin e ela engravidei dele e veja a burrada que ela deu
2025-01-14
2
Suellem Moraes
achei meio louco esse lee
2025-01-06
1
Eliane Vitorino
nossa sem sentido isso o Adam não tem culpa de nada
2024-11-18
2