Ao entrar no chalé, eu abro a porta e tiro a touca e o casaco, Adam já entra falando sobre eu ser mimada e agir como uma adolescente sem educação. Então, eu vou até a cozinha tomar um copo de água e ele vem atrás dizendo o seguinte:
- Você acha que fazendo esses joguinhos vão me atrair, pode ter certeza que está muito enganada!! Eu não dou importância a garotas como você...Nem sequer chamam a minha atenção!
- Então, porque está falando comigo?! Se eu não chamo a sua atenção e não dá a mínima para mim, deveria me evitar, não é mesmo?! Homens como você, nem sequer chamam a minha atenção...
Ao sair da cozinha indo em direção a sala, Adam tenta segurar o meu braço e eu puxo novamente, nos encaramos e eu percebo que ele vem em minha direção para beijar-me e então subo as escadas correndo, entro no meu quarto e tranco a porta. Um sentimento de raiva e amor, invade meu peito e percebo que eu estou apaixonada por aquele idiota, só que não adianta dizer nada porque ele é um imbecil insensível.
Ao chegar a noite, eu não desço para comer e prefiro ficar no quarto, escuto o carro do Adam ligar e observo a sua saída pela janela. Então, tomo meu banho rápido e antes que ele volte vou até a cozinha comer alguma coisa. De repente, a luz do chalé acaba e largo o pão que iria comer na pia, vou até o disjuntor e não vejo nada de errado. Ao retornar no escuro, escuto a porta dos fundos abrir e rapidamente corro pela escada, ao mesmo tempo que a pessoa que entra faz a mesma coisa alcançando-me no corredor e em segundos aquele homem começa uma luta corporal comigo, eu tento gritar e ele coloca um lenço no meu nariz com algum produto me fazendo desmaiar.
Depois de esfriar a cabeça, me aproximo do chalé de carro, vejo que a luz de toda a casa está apagado, acho estranho porque, quando eu saí estava tudo normal e ao entrar eu observo que a iluminação não acende, automaticamente meu instinto, avisa-me que algo está errado e pego a lanterna que estava em cima da mesinha de centro, subo as escadas e vou até o quarto de Aysha. Eu empurro com a mão vagarosamente, e para a minha surpresa está vazio. Automaticamente, eu procuro ela em outros cômodos chamando o seu nome e ao descer as escadas sinto um medo de Aysha não está bem.
- Alguém entrou aqui e esperou eu sair para pegar ela...Mas, não deve estar muito longe e a floresta é um breu a noite.
Então, vou até o porta-malas do carro, pego uma pistola, óculos de visão noturno e saio na escuridão da noite atrás dela. Não posso esperar amanhecer, pois, podem fugir para mais longe com ela. E, ali sinto um aperto no meu peito, um sentimento que deveria ter protegida ela quando estava brava comigo e falhei estupidamente.
Na minha intuição, acredito que tenha a ver algo com a cabana abandonada e vou até lá ver. A caminhada no meio da escuridão não me mete medo, mas, o fato de encontrar Aysha morta me deixa em pânico. Ao me aproximar, eu vejo que há dois homens dentro da cabana e ao subir em uma rocha vejo Aysha desacordada no chão.
- Se esses filhos da puta, fazerem alguma coisa com ela, pode ter certeza, que vou mata-los com requintes de crueldades extrema.
Eu fico por alguns minutos analisando o melhor ângulo para atirar, porém, a raiva me cega ao ver os dois começarem a tirar a roupa deles e a dela também. Então, o monstro que habita dentro de mim, me faz descer a rocha rapidamente e corro com uma faca para dentro da cabana, abrindo com um único chute e os dois prontos a cometer o ato de violar o corpo dela, se assustam ao me ver entrar, ficando sem chance de reagir e a facada corto o pescoço do primeiro homem, fazendo cair ao chão jorrando sangue sem parar e o segundo, tenta reagir ao pegar um revólver, porém não tem sucesso e acaba morrendo com um tiro que dou em sua cabeça.
Ao vê-los concluo que não são homens de Serrilha, arrasto os corpos para a rua e acendo uma fogueira para queima-los. Eu pego Aysha no colo e a carrego pela mata no escuro, seu corpo franzino e magro, tão frágil e indefeso me fez sentir um medo de perde-la e ao chegar no chalé coloco ela no cama e zelo pelo seu sono.
Amanhece e eu abro os olhos vagarosamente, no susto, por alguma razão começo a gritar de desespero por não reconhecer o chalé, então, Adam acorda e vai até a mim para tranquilizar-me.
- Aysha, calma! Não precisa ter medo, você está em casa...
- Adam, aonde você foi ontem a noite?! Alguém entrou aqui e me pegou...Eu senti medo de morrer!! Eu apaguei, não vê mais nada e...
- Calma!! Acabou e os homens não estão mais vivos, você está segura aqui...
Adam abraça-me e eu começo a chorar, meu coração acelera e minha mãos soam frio, percebo que estou em crise e ele já sabe meus sintomas fica comigo até passar. Horas depois e já mais calma, de banho tomado desço as escadas e ele preparou o jantar, colocou os pratos a mesa e até um vaso de flores faziam parte da decoração. Eu sem entender, olho tudo com desconfiança e digo:
- É seu aniversário? Porque o meu não é...Pode me explicar tudo isso!!
- Eu apenas quis fazer algo para você tentar se animar!! Prometo, não sair mais a noite e deixar você sozinha...
Adam, estava bebendo vinho e entrega uma taça para mim, ele coloca uma música suave de fundo e eu, fico observando a sua movimentação na cozinha e jantamos na sequência. Depois, ficamos na sala em silêncio e ele fica me olhando intensamente, já os meus ficam para o chão com receio de corresponder e ele reagir. Adam, no impulso levanta-se e aproxima-se pegando-me pela cintura e me beija vagarosamente. Ele deita-me no chão e posso sentir a mão dele percorrer meu corpo, então, ele olha-me e diz:
- Quando não quiser mais é só dizer que eu paro...
Eu o olho sorrindo, abraço seu corpo e continuo beijando-o, Adam tira a camiseta dele e eu no impulso tiro a minha blusa, sinto a sua boca descer em meus seios e ele suga dando leves mordidas. E, quando ele tira a minha calça, eu apenas aceno com a cabeça dizendo que sim, na sequência ele tira a dele e ficamos nus. Adam, observa atentamente meu corpo e fala:
- Eu vou te fazer mulher, a minha mulher!! Vou te mostrar, do porquê as mulheres fogem de mim e eu te pergunto, você quer?!
- Me mostre e eu digo se quero continuar ou não...
Adam, se transforma e vejo seus olhos mudarem de cor e dali em diante, ele não me escuta mais e por mais que aquilo me faça recuar, sinto segurança no que ele vai fazer comigo e deixo tudo acontecer.
Sinto meu corpo sendo explorado por aquela boca e o roçar da sua barba me arrepia inteira, ele abre as minhas pernas e suga meu clitóris tão intenso que me contorço a cada passada da sua língua e o orgasmo vem tão forte que eu não entendo o que era aquilo.
- Adam, o que é isto que estou sentindo que é tão bom...?!
- Você gozou na minha boca, agora me sinta dentro de você!!!
Com dificuldade, ele tenta colocar seu membro na minha vagina, porém, como é muito estreita o canal de entrada, ele força com raiva e eu acabo gritando de dor. Com seu corpo pesado em cima de mim, seus movimentos ávidos e cheios de tesão, eu sinto a sua boca morder meu pescoço, eu grito mais alto ainda e ele está em outro mundo. Adam me vira de costas e segura as minhas mãos para não fugir e me fode tão intensamente que a dor some e um prazer descomunal toma conta do meu corpo. Ele puxa meu cabelo com tanta força, que posso sentir meu pescoço envergar para trás e segura com as unhas o meu quadril a ponta de deixar as marcas das suas mãos.
Com seus dedos, ele massageia rapidamente meu clitóris, enquanto, soca cada vez mais fundo e eu tenho o segundo orgasmo fazendo amolecer o meu corpo. Adam estava possuído e excitado ao extremo, ele levanta-me e coloca na mesa da cozinha, abre as minhas pernas e fode mais ainda fazendo cair os talheres no chão. Ele está tão alucinado, que me pega no colo e pressiona-me contra parede, me fazendo sentir todo o peso do seu corpo, empurrando seu membro tão fundo que posso escutar um estalo do meu quadril e ele continua sem parar até que me coloca no chão. Mordendo meus seios tão forte que ele goza dentro de mim e na sequência urra como um urso com a sua presa na boca.
Adam, desaba do meu lado e estamos ofegantes, meu corpo está com marcas de mordidas e o tapete com a mancha de sangue por perder a minha virgindade. Eu fico olhando para o teto e sinto um pequeno desconforto abaixo do ventre, porém, não falo absolutamente nada e penso que logo vai passar. Ele, olha para mim e diz:
- Me desculpe, eu exagerei com você!! Não deveria ter forçado com tanta intensidade, eu acho que te machuquei...
- Adam, eu aceitei e você me mostrou como você é com uma mulher na cama. Uma vez me falaram, que a primeira vez é mágico e realmente foi com você!!
Ele me olha não acreditando no que acabo de dizer, Adam beija meus lábios, alisa meu rosto e acaricia meus cabelos. Em seguida, me pega no colo e leva para o quarto dele onde tem uma cama enorme e deitando ao meu lado. Adam não diz nada, apenas me admira o tempo todo e diz:
- Vamos dormir e amanhã conversamos...
- Eu posso dormir aqui sempre?!
- Se você quiser, pode sim ..
Eu sinto o cheiro dele pelo meu corpo inteiro, durmo em seus braços na segurança que sei que ao seu lado, nada de ruim acontecerá e logo pego no sono. Porém, quando amanhece, eu sinto a pior das dores e acordo toda dolorida, coloco a mão em meu ventre e eu sinto que o desconforto aumenta me fazendo sangrar. Adam não está no quarto e levanto-me devagar, vou até o banheiro e sento no vaso sentindo dor ao urinar. Eu vejo que estou menstruando e preciso da minha nécessaire que está em meu quarto, ao passar pelo espelho me assusto por ver o estrago da noite anterior.
- Meu Deus!! Eu estou toda machucada e olha os meus peitos, barriga e pescoço, estou toda rocha e com vários hematomas...
Sem perceber não vejo Adam entrar, ele me vê olhando no espelho e ao olhar a cama se desespera ao ver sangue. Abre a porta do banheiro e me assusta com a sua chegada.
- Vou te levar ao hospital agora!!
- Eu estou bem Adam!!
- Te machuquei Aysha!! Eu não queria que acontecesse isso, vamos coloque uma roupa e vamos para o hospital.
- Adam!! Eu estou bem, acabei menstruando e vou tomar um banho, não se preocupe...
Ele vem até mim e me abraça, beija a minha testa e se lamenta pelo o que fez. Eu vou no meu quarto e tomo um banho quente, coloco um absorvente e tomo dois analgésicos. No primeiro momento a dor passa, mas, a noite ela volta com força e Adam se desespera.
- Eu vou te levar para o hospital, só vou pegar um casaco...
Eu grito e me contorço de dor dentro do carro, já havia tido cólicas e nada se comparava o que estava sentindo. Adam, atravessa o riacho de volta o mais rápido possível, entra na estrada cantando pneu e chegamos ao hospital quase 11 da noite. O enfermeiro coloca-me na cadeira de rodas e entra comigo na sala de emergência, lá Adam não pode entrar e então ele aguarda por notícias.
Uma hora depois a médica me chama e vejo Aysha deitada na maca, rapidamente vou até ela e beijo seus lábios, pergunto a ela se está bem em seu ouvido e responde que sim. Então, a doutora conversa com nós em particular.
- Me chamo, Dra Úrsula e examinei a sua esposa e ela me contou que vocês recentemente casaram. Meus parabéns!!
Aquela informação me pega de surpresa, porém, acredito que Aysha mentiu para não criar problemas maiores para nós.
- Sim, doutora!! Chegamos de viajem recentemente e tivemos a nossa primeira noite de núpcias, acho que exagerei com a minha mulher...
- Era sobre isso que eu iria falar...!! Eu examinei a sua esposa, mas, está tudo bem com ela e apenas ficou menstruada que é uma coisa comum de acontecer. Porém, ela reclamou de dor e examinei a suas partes íntimas e ainda o hímen não foi rompido.
- Como assim?! Ela sangrou, significa que ela perdeu a virgindade...
- Não exatamente, Sr. Moretti!! Algumas mulheres tem o hímen complacente, é elástico e pode se esticar durante relações sexuais ou a inserção de um coletor menstrual, por exemplo. Este tipo raramente causa problemas e pode até permanecer intacto após a primeira relação sexual. Mas, não se preocupe ela está bem e medicada, logo vou libera-la para casa...
- Está bem e obrigado por enquanto!!
Aysha ganha alta e retornamos para casa, ao chegarmos pego ela no colo e a coloco na minha cama, ela dormiu devido a medicação forte e eu deito próximo a ela passando calor do meu corpo. Eu penso que devo mudar meu comportamento, ser agressivo na cama vai causar mais dor a ela e tenho medo de não controlar meus impulsos. Amanhã quando ela acordar, conversamos sobre isso...
O dia amanhece no horizonte entre as montanhas, o sol entra pela janela passando as cortinas e abro os olhos aos poucos, sinto o peso da mão de Adam sobre meu ventre e ele está dormindo tão profundamente que não acorda com o meu movimento da cama. Então, eu vou até o banheiro e não sinto dor alguma ao urinar, retorno silenciosamente e encontro ele sentado me esperando.
- Mesmo fazendo todo o silêncio do mundo, você despertou...
- Como você está?! Se sente melhor e sem dor...?
- Sim, está tudo bem!!
Me deito ao lado dele e Adam segura a minha mão, sinto que quer me dizer algo e pela primeira vez me olha com ternura. Observo que ele está diferente, talvez foi pelo susto de ontem ou aconteceu outra coisa enquanto eu estava apagada eu suponho.
- Aysha, ontem percebi que fiz um grande mal a você e talvez, em outras mulheres também ao longo deste tempo e como não me importava com nenhuma delas não tenho como corrigir meu erro. Mas, com você, eu posso e quero tentar ser um pouco mais sensível...
- Adam, não foi culpa sua e o que aconteceu entre a gente foi perfeito, porém, teremos que repensar como vamos tentar de novo sem que você me deixe marcada...
- Não!! Enquanto, eu não conseguir controlar isso que eu tenho, não vou toca em você...
- Adam, não faça isso...
- Escute!! Eu preciso ser menos inconsequente e mais sensível, só vou tocar em você, quando conseguir controlar isso que tenho dentro de mim...
- Está bem, se prefere assim...
- Eu vou fazer o nosso café da manhã, esposa...!! Você vai ter que me contar está história direito!!
Ele sai rindo do fato do casamento surpresa no hospital, porém, fico triste e não tê-lo na cama comigo. Eu gostei do que ele fez, foi intenso e gostoso, Adam mudando com certeza não vai ser como antes e isso não será bom. Ao descer vejo que ele colocou a mesa para nós, pego a xícara colocando o café e pego a torrada passando a manteiga. De repente, ele senta atrás de mim e puxa meu cabelo beijando o meu pescoço e pergunta:
- Por que você disse que somos casados a médica? Poderia apenas dizer que éramos namorados ou estavamos nos conhecendo.
- Eu observei que quando ela me examinou, começou com algumas perguntas, se eu sofria abuso em casa ou coisas do tipo, se a resposta fosse sim ela iria chamar a polícia e você seria preso naquela noite.
- Você pensou rápido, mesmo com dor...
- Adam, eu contei o que a doutora precisa ouvir e não o que ela precisava saber, sendo recém casados e jovens, ela entendeu que talvez estivéssemos experimentando algo novo e a médica aceitou o que relatei.
- Está certo!! Bom, eu vou fazer a ronda da manhã aqui na região, Carlos disse que Sevilha está por perto...
- Adam, vamos embora daqui!! Ele vai nos achar e vai me entregar para o seu pai!!
- Calma!! Ele está por perto, porém, espalhamos uma notícia falsa que você estava mais ao norte daqui e eles foram atrás verificar.
Quando Adam fala aquilo, sinto um frio na espinha e um medo toma meu corpo, ele percebe e abraça-me com força tentando acalmar-me. Isso está sendo desesperador, eu queria sair daqui e viver a minha vida normal, porém, ficar escondida não está sendo uma ótima opção e eles não vão parar até me encontrar.
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Atualizado até capítulo 91
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