Após ver Aysha dormindo tranquilamente, saio do quarto e deixo um segurança apostos, caminho em direção ao jardim e vejo que um dos meus homens foi ferido no tiroteio, porém, conseguimos capturar um fugitivo que estava na quadrilha e que armou um ataque a minha casa.
- Vejamos o que temos aqui...! Diga o seu nome...
- Foda-se, Adam!! Não vou dizer nada... - O imbecil cuspe na minha cara e ainda é afrontoso.
- Você vai falar sim!! Levem este canalha para o galpão, logo estarei lá...
Ao retornar para dentro da mansão, verifico se as empregadas estão bem e se houve danos pela casa, de repente meu pai liga e já sabe do ocorrido:
- O que houve filho? Serrilha invadiu novamente a mansão?
- Sim!! Mas, já vou mandar um aviso para ele...
- Qualquer coisa me avise...
- Sim, aviso assim que possível!!
Um dos seguranças se aproxima e averigua o local, ele vem em minha direção e logo confirma o que meu pai disse:
- Serrilha deixou um bilhete e pelo jeito, sabe mais do que deveria...
Carlos alcança o papel e meus olhos vêem o que não gostaria, eu estou fazendo de tudo para o meu pai não saber sobre Aysha e agora este escroto tem a confirmação dela estar aqui.
" A sua jóia pode ser muito valiosa, Adam...Cuidado para não perde-la!!"
- Patrão, eles vieram atrás da garota!
- Eu sei Carlos, fiquem em alerta!! Vou pedir uns dias de folga da empresa, vou decidir se fico com vocês aqui ou vou sair da região...
- Caso você saia da região, o que falamos para o seu pai?!
- Diga que eu vou viajar para longe, mas, diga que vou sozinho e não fale nada sobre Aysha estar aqui, se ele souber da sua presença com certeza a mata!! Avisa a ele, que sai a negócios por causa da Mountain Cold, assim, ele não virá atrás. Ele tem amor por está empresa, mais do que tudo, então, não vai querer saber aonde eu fui. E, decidi que vou sair com ela, amanhã cedo e depois nos falamos Carlos para resolver detalhes finais.
Ao amanhecer e sem esperar muito, carrego o carro com armamento pesado e alguns outros artefatos, Aysha já está acordada e não questionou a minha decisão de sair da praia e vamos pegar a estrada. Tenho um chalé nas montanhas, ninguém sabe deste local e por isso vamos ficar lá até Serrilha não saber aonde nos encontrar.
- Adam, só vai nós dois?!
- Sim, por quê?!
- Achei que Henrique ou Carlos fosse juntos!!
- Eles vão ficar para me manter informado...
Seguimos viagem o mais rápido possível, eu conheço um atalho até às montanhas, percorremos a floresta e passamos por um riacho, ao chegar no local já está tudo escuro e silencioso.
- Vamos, entre...!! Amanhã descarrego o carro, vou lhe mostrar seu quarto.
Ligo a lanterna e subimos as escadas, passamos por dois cômodos e abro a porta a direita, onde fica a suíte e vou até a janela para ver se não fomos seguidos.
- Você vai ficar aqui, tem bastante espaço e a sua esquerda é o banheiro!!
- E onde você vai ficar Adam...?!
- Lá em baixo!! Não se preocupe...
Eu saio a passos largos e deixo Aysha no quarto, desço as escadas e verifico o disjuntor, acredito que amanhã consiga trazer a luz ao chalé, mas, por enquanto melhor ficar no escuro e observar a noite da janela.
No quarto me sento a cama, penso que tudo isso está sendo um problema para todos, Adam está tenso por estar aqui, meus tios devem estar preocupados sem notícias e eu, estou com a ansiedade gritando em meus ouvidos e me sinto desconfortável aqui. Eu vou tirar a roupa e tentar dormir, amanhã vou ver o lugar e inspecionar, preciso ver esconderijos e aprender como me defender caso Adam não esteja em casa.
Ao amanhecer escuto o som dos pássaros na janela, tem um ninho próximo ao vaso de plantas e tem alguns ovos. Me levanto e faço a minha higiene, desço para ver se Adam está em casa ou na rua, ao olhar a janela da cozinha eu vejo aquele homem sem camisa e com os cabelos soltos descarregando o carro e trazendo as bolsas para dentro do chalé. Quando ele abre a porta, fico estática ao vê-lo daquele jeito e ele diz:
- Bom dia!! Tem café na térmica, o pão está no armário e tem suco na geladeira, as frutas estão logo abaixo na gôndola ao lado do armário...
- Bom...dia...Eu aceito o suco apenas, estou sem fome!!
Rapidamente eu viro para a pia tentando encontrar um copo e ao virar-me, fico de frente para o Adam me olhando seriamente e diz:
- Está doente?! Sente alguma coisa...?!
- Não...nã... não!! Estou bem Adam, eu vou pegar o suco na geladeira...
- Bom, estou lá fora se precisar de algo...
Ele sai pela porta e eu do um suspiro de alívio, fiquei sem ação com Adam tão próximo e ele nunca chegou tão perto de mim. Apesar que, algumas vezes, foi para repreender-me ou dar ordens e mesmo assim, foi algo que eu não esperava. A noite chegou e após eu tomar banho, desço as escadas e vejo Adam em frente a lareira. Ele não sente a minha presença, então, coloco a mão em seu ombro e ele se assusta.
- Desculpa!! Eu chamei você duas vezes e não respondeu...
- Eu estava pensando, o que você quer Aysha?!
- Não era mais fácil me entregar para o seu pai?! Adam, você não precisa fazer tudo isso!! Talvez seja, melhor eu...
- Não fale isso!! Meu pai jamais vai tocar em você, fique despreocupada...!!
Eu tiro a toalha da cabeça e começo a falar sem parar sobre tudo o que está acontecendo, gesticulo com as mãos e balanço o cabelo para tirar o excesso de água. Vou até a cozinha preparar algo para comer e continuo falando, de repente ele chega atrás de mim e sinto seu corpo próximo ao meu.
- O que houve, Adam?!
- Eu preciso sentir o seu cheiro...
Me viro de frente para ele e me sinto minúsculo perto do seu tamanho, eu o encaro e toco em seu braço delicadamente, Adam coloca a mão na minha nuca e me beija intensamente mordendo meus lábios com desejo. Ele me arrasta para cima da mesa e morde meu pescoço a ponto de eu gritar, com isso ele se afasta e vai para sala como um cão acuado.
Sem entender do porquê ele se afastou, me aproximo dele e está no escuro longe da lareira, não consigo ver seu rosto e ao tentar encosta-lo, escuto a sua voz grossa como se fosse outra pessoa.
- Não se aproxime!! Não quero te machucar...
- Adam, está tudo bem!! Eu fiquei assustada com a sua mordida e...
- Vai para o seu quarto agora, Aysha!!
- Adam, está tudo bem...
- Agoraaaaa!!
O som da voz dele me assusta de verdade e eu corro para o quarto trancando a porta, meu coração bate acelerado, nunca havia visto Adam daquele jeito e parecia um animal selvagem. Eu tiro os sapatos e me deito na cama, fico embaixo das cobertas e olho para a maçaneta da porta caso ele queira entrar. Em meus pensamentos, nunca tinha visto ele daquele jeito antes, Adam se transformou em um animal faminto e apenas nos beijamos, claro que me assustei com a mordida forte em meu pescoço e ainda está doendo. Mas, não foi tão exagerado assim, apenas queria que ele fosse mais leve e no entanto, gritou comigo e com aquela voz estranha. E, de tanto pensar, sobre o ocorrido, aos poucos o sono aparece e eu adormeço...
Eu sou acordada logo cedo com o canto dos pássaros na janela, no susto me sento a cama e vejo que Adam não entrou. Em meus pensamentos preciso encarar ele, ou se não, seremos dois inimigos dentro desta casa.
Desço as escadas e não o encontro, pego uma xícara de café quente e vejo os raios de sol entre as árvores. Então, vou até a rua respirar o ar das montanhas, caminho pela lateral da casa e a uma certa distância, vejo Adam com alguns troncos cortados carregando nos braços, provavelmente é para a lareira a noite e ao se aproximar ele diz:
- Bom dia!! Entre preciso falar lhe algo...
Num gole só absorvo o café na xícara e entro logo atrás dele, eu vou até a cozinha pegar uma maçã para comer e retorno a sala. Ele está sentado na poltrona e manda eu sentar também. Aquelas ordens estavam me irritando, mas, não era o momento de brigar sobre isto e escuto o que tem a me dizer.
- Peço desculpas, por ontem!! Me excedi com você e fui rude...
- Por que não continuou, Adam?!
- Continuou o que?!
- O beijo...Você simplesmente mudou, como se tivesse virado outra pessoa. Gritou comigo, sem motivo...
- Aysha, já pedi desculpas!! Não vai se repetir...
- Adam, você não deixa me aproximar de você, do que tem medo...?!
- Chega Aysha!!
- Chega você!! Já que vamos ficar aqui, por um período que eu não sei qual é, que seja verdadeiro comigo e fale o que sente!! Droga Adam, o que você quer eu também quero...
- Eu não quero te machucar, Aysha...
- Explique melhor isso para mim, eu não entendo...
Nisso ele se levanta e se aproxima de mim, alisa meu rosto e meus cabelos, fica um longo tempo me observando e diz:
- Quando eu estou com uma mulher na cama, não sou um príncipe Aysha, sou bruto, sem carinhos e nem sentimentos. E, você nunca esteve com um homem e não quero causar um trauma em você...
- Talvez, podemos aprender um com o outro Adam!! Eu, nunca estive com um homem, nunca namorei e não sei como funciona...
Eu pego em suas mãos ásperas e beijo levemente, passo a mão em seu peito largo e chegando em sua barba macia, eu aliso seus lábios com meus dedos e ele fecha os olhos. De repente, ele me pega em seus braços, colocando-me no chão e vejo seus olhos mudarem de cor. Como um animal faminto, Adam me beija com força, e então, eu seguro seu rosto e lhe digo:
- Deixa eu tentar fazer do meu jeito...
Os olhos vermelhos do Adam fixam em mim, coloco ele sentado perto do sofá e eu sento em cima dele. Aos poucos beijo seu rosto, a sua testa e passo a língua em seus lábios devagar e ele tenta avançar, porém, seguro seu rosto e olho para ele com ternura. Seu semblante muda, a sua respiração acalma e damos um beijo carinhoso como num filme romântico. Posso sentir meu corpo amolecer e uma vontade inexplicável de ficar nua com ele, mas, o medo é maior e numa forma de quebrar o clima lhe digo:
- Viu que não foi difícil...
- Eu preciso de mais e você tem que me dar!!
- Adam, não estou preparada...
- Eu quero agora!!
- Não Adam...
Ele se descontrola e segura meus pulsos contra o chão, beija meu pescoço e morde com força novamente fazendo eu gritar, porém, desta vez ele não me larga e eu no desespero começo a chorar. Como num botão de desligar, ele para e sai de cima de mim, respira profundamente fechando os seus olhos para tentar se controlar do que fez.
Eu levanto rapidamente, corro as escadas e entro no meu quarto trancando a porta. Naquele momento, tenho uma crise de ansiedade e eu choro sem parar. Meu corpo trava, meu coração acelera e tento acalmar fechando os olhos. De repente, escuto batidas na porta e o Adam tentando falar comigo.
- Me desculpe Aysha!! Eu sou um idiota...eu te falei que não conseguiria parar!! Você está me ouvindo?
A crise não vai embora e a única forma é ficar em posição fetal, com as mãos nos ouvidos e tentando não travar o corpo, porém, os sintomas pioram.
- Aysha, está tudo bem?! Eu posso entrar?!
Eu não escuto nada que Adam fala, apenas meu foco é controlar o choro, a respiração e a sensação que vou morrer. Sem saber como, Adam destranca a porta e me vê naquele estado, ele me pega no colo, coloca-me na cama e diz:
- Eu tô aqui Aysha!! Eu tô aqui.... Respira comigo, está tudo bem!!
O som da voz dele aos poucos vai me acalmando, eu vou tranquilizando-me e adormeço. No entanto, quando acordo vejo Adam ao meu lado, abraçado em mim dormindo também e segurando a minha mão. Eu observo seu rosto e fico admirando uma beleza única que ele tem, seus cabelos compridos, a sua barba cheirosa e seus lábios macios. Ali, eu estava vendo um homem que provavelmente nunca experimentou o amor de uma mulher ou foi traído por amar, se fechando para tudo e se importando somente com o que ele é agora.
Ao me mexer, ele se acorda e tenta se levantar, porém, continuo abraçado nele sentindo seu calor e segurando a sua mão.
- Por que você é assim, Adam? Quem te transformou no que você é agora?!
- Não quero falar sobre isso, Aysha!!
- Então, deixa eu te mostrar...
- Mostrar o quê?!
- Afeto Adam!!
- Já disse a você que não quero te machucar!! Eu vou descer e acender a lareira.
Ele levanta e sai pela porta, eu penso porque ele diz isso, que não quer me machucar...O que ele faz de tão ruim. Depois de tomar banho, vou até ele tentar conversar e ele observa meus movimentos pela cozinha. Eu pego uma xícara de chá e me sento em frente a ele, um silêncio profundo paira na sala, e então, peço a ele uma coisa.
- Me mostre...
- Mostrar o quê...?
- O que faz com uma mulher na cama e que pode me machucar...
- Eu não vou fazer isso com você!! Entenda, eu não tive relacionamentos que me fizeram ser um cara romântico, apenas faço uma mulher gozar e acabou. Aysha, eu não sou um homem para você...
- Deixa eu tentar!! Se não der certo, eu não insisto mais...
- Aysha, por favor, não torne as coisas mais difíceis!!
Eu me aproximo dele no sofá e proponho etapas, Adam escuta com atenção.
- Vamos começar com beijos, suaves ou intensos, apenas isso!! Depois passamos para a próxima etapa...
- E, qual seria...?!
- Coisas simples!! Passeios de mãos dadas, um jantar a luz de velas, uma dança...
- Você não desiste mesmo, hein?!
- E, você quer que eu desista?!
Nesta hora nos encaramos, posso sentir a vontade dele de pular em mim, no entanto, eu me afasto dele e retorno a sentar no sofá olhando para ele. Adam, não se sente muito confortável com o que proponho, mas, aceita como se fosse uma brincadeira.
Os dias foram passando e eu, dava um passo de cada vez e numa bela manhã Adam estava tomando café da manhã, conversando com um dos seguranças sentado a mesa com o celular em mãos, eu chego e lhe dou um beijo em seus lábios desejando bom dia. Ele não estava preparado, porém, fica alguns segundos tentando entender o que aconteceu e me vê saindo pela porta indo a rua pegar o sol da manhã.
Lá fora, fico rindo da expressão dele inesperada de ser surpreendido, enquanto, fico alongando e lembrando os passos do balé. Ele sai pela porta para ver o que eu estou fazendo, mas, finjo não notar a presença dele. Então, ele fala:
- Maria e Adélia sentem a sua falta!!
- Como estão Henrique e Carlos?! As coisas se acalmaram?!
- Você se importa com eles?!
- Sim, o que tem de mais?!
Apartir daquele momento, Adam fecha o semblante e vai até o carro, ele liga e sai pela estrada cantando pneu. Eu fico olhando sem entender a atitude dele, o vejo desaparecer na estrada e em seguida, entro no chalé e fico esperando ele chegar na sala, porém, pego no sono no sofá. Com tudo escuro, não vejo ele chegar e bate a porta, Adam tira o casaco e as luvas e pergunta:
- O que faz aqui que não está em seu quarto?
- Eu estava esperando você chegar, Adam!! O que houve?
- Não houve nada, vá para o seu quarto...
- O que foi que eu fiz?! Não entendi o porquê você está agindo assim comigo!! Adam, me responde...
- Vá para o seu quarto agora!!
- Não, até você falar o que foi que eu fiz...
Ele apenas me olha e sai, me deixando sozinha na sala e sem resposta. Não entendi o que foi que eu fiz, eu apenas perguntei sobre Henrique e Carlos, se estava tudo calmo e...
Como num estalo, eu entendo o motivo do Adam ficar daquele jeito e se chamava ciúmes. Meu Deus, que homem possessivo e incompreensível, estamos longe de casa e ele age como um adolescente de 15 anos. Sem pensar no que viria, eu fui até o quarto dele e entro sem bater, a atitude ao vê-lo nu foi imediata e me deixa em choque.
- Adam, você não tem o direito...!! Jesus, eu não... Me desculpa, eu volto em outro momento!!Eu saio rapidamente e ao entrar no meu quarto, fecho a porta e me sento a cama para recuperar a visão. Eu fico uns 10 minutos em estado de vergonha e êxtase, lembrando do que vê e começo a caminhar de um lado para o outro, analisando perplexa o tamanho do membro dele e compreendendo o que ele sempre me diz "Não quero te machucar...".
- Por isso, ele diz sempre a mesma frase. Adam, é grande em todos os sentidos e o pênis dele é imenso. Porém, o seu corpo é perfeito e os cabelos molhados, o seu abdômen definido e o seu perfume me deixou desnorteada.
Naquela noite não consegui dormir, cada estalo da casa eu achava que era Adam chegando, mas, era só o vento das montanhas nas paredes. Eu vê o dia clarear e escuto os passos do Adam descendo as escadas, eu não sabia o que iria dizer quando o visse, e então, levanto da cama e faço a minha higiene. Ao descer as escadas, o vejo sentado no sofá e ele olha para mim atentamente, eu vou até a cozinha e faço o meu café da manhã.
Eu precisava falar com ele, mas, não sabia como abordar o assunto e pego a xícara me sentando perto da escada, observo-o conversando ao celular e lhe digo:
- Me desculpa, por ontem, eu entrei em seu quarto sem bater!!
- Ok!
- Eu entendi o porquê de você agir daquele jeito, Adam não precisa ter ciúmes...
- Ciúmes?! De quem, Aysha?
- Eu perguntei sobre Henrique e Carlos, automaticamente você, mudou de humor...
- Não me faça rir... Ciúmes de Carlos e Henrique, me poupe!!
Diante da nossa conversa, ele entra no assunto de eu ver ele pelado, então, Adam se aproxima e diz:
- Eu vê que você ficou assustada quando me viu sem roupa...
- Não fiquei assustada, eu já vê um homem nu nas aulas de anatomia do professor Guilherme em um mapa corporal e...
- Mas, você nunca viu ao vivo, não é mesmo?!
Nisso, ele se aproxima mais perto de mim e eu dou um passo atrás, o seu tamanho e imponência me deixa desconfortável, Adam me olha como animal faminto pronto para caçar a sua presa. Ele pressiona-me contra parede e observa cada ponto do meu rosto e então me diz:
- Já lhe falei que não tenho nenhum sentimento, a não ser por dinheiro e paz. Eu posso ter qualquer mulher e você é fraca para mim. Esses seus jogos não me fascinam, se eu quisesse te possuiria agora e está floresta ouviria seus gritos até às montanhas. Então, Aysha...!! Pare...
Naquele momento, Adam me faz ter um sentimento de ódio dele e a minha única reação é o silêncio. Não vou mais tentar e nem me aproximar, questionar ou insistir. Seremos dois estranhos dentro desta casa, até retornarmos a mansão e eu tomar uma atitude mais drástica. E, ao encara-lo saio de perto dele e subo as escadas e vou para o meu quarto batendo a porta. Jurei a mim mesma que falarei o mínimo e de mim só terá o desprezo.
Os dias foram passando e não me comunicava com Adam, ele já havia percebido e também não se aproximava de mim. Até que um dia pela manhã, eu resolve entrar na floresta e ver o local e verificar alguns locais de fuga. Ele me viu saindo e questiona:
- Aonde você vai?!
Eu passo por ele, pego o casaco, a touca e saio sem dizer uma palavra, ao entrar na clareira eu olho para trás e vejo Adam me seguindo, isso me causa repulsa e mesmo assim continuo investigando o lugar. Até chegar a uma cabana abandonada, porém, havia fumaça e uma pequena fagulha de luz e atrás de mim Adam fala observando o lugar:
- Vamos sair daqui, pode ser algum caçador ou algum foragido. Melhor nos afastarmos...
- Eu não preciso de você e nem da sua segurança!!
Passo por ele retornando pela trilha e Adam vem atrás de mim, tentando me segurar pelo braço e eu com toda força do mundo puxo com mais força ainda para que ele entenda que não coloca mais a mão em mim. Nos encaramos e ele percebe, que me magoou com a nossa última conversa, ele tenta começar uma discussão e eu retorno para casa sem dar a mínima a ele.
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Atualizado até capítulo 91
Comments
Amiichan206
Se eu pudesse, daria mais de 5 estrelas para esse livro, ele merece todo o sucesso do mundo. ⭐⭐⭐⭐⭐
2024-10-17
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