Na Sicília, Júlio e eu caçamos Aysha por todos os lugares possíveis, entramos em vilarejos perguntando por ela e mostrando a foto. Eu estou exausto, fiz algo que jamais ela vai me perdoar, no entanto, preciso salvar ela antes que a família Brunner a encontre.
- Alguma novidade, Júlio?!
- A única novidade é que não tem novidade!! Adam, eu te avisei várias vezes, para não se envolver com Aysha e agora estamos no escuro procurando uma garota que não quer ser encontrada...
- A culpa foi minha Júlio e...
- É lógico que a culpa foi sua, seu imbecil!! Pelo amor de Deus Adam, estava indo tudo muito bem nos negócios e você estava apenas se divertindo com várias mulheres e de repente, ele se apaixona, fica com essa cara de tonto e detalhe, este asno o qual estou conversando a pediu em casamento!! Eu vou pedir demissão deste emprego...
- Júlio, eu jamais imaginei me apaixonar pela Aysha, ela é tão doce com as palavras, linda e perfeita. Não mandamos em nosso coração e aconteceu...
- Claro que não mandamos, coração só bombea sangue para o cérebro!! Aliás, você não tem seu idiota...
Júlio se levanta e vai em direção para rua falar com a segurança. Em partes ele tem razão do que falou, mas, eu preciso dela perto de mim e sinto muito a sua falta.
Ao retornarmos para o vilarejo de Rocca San Giovanni, Lee para o carro e eu desço rapidamente, abrindo a porta da loja e em seguida trancando novamente. Eu fico parada em frente ao espelho e escuto a porta sendo aberta pelo barulho do sino. Lee fica observando a situação e diz:
- Aysha, o que houve?! Olha, eu fui inconsequente em querer te beijar, mas, pelo que eu vejo você ainda ama o seu noivo!!
- Você não sabe o que está dizendo Lee...
- Eu sei o que estou dizendo, você não está fugindo para esquece-lo, mas, Aysha está fugindo porque está com medo da sua reação ao vê -lo de novo e isso é real.
- Eu passei por tantas coisas, estou cansada e exausta. Sem meus pais e meus tios, eu estou sozinha aqui e isso está me consumindo por dentro...
Ao colocar as mãos no rosto , não consigo conter as lágrimas, Lee se aproxima e me abraça fortemente. Eu tento controlar, porém, estou esgotada demais para segurar o choro e desabo em seus braços. Ele ao me olhar, puxa as minhas mãos do rosto e fica me olhando. Lee passa a mão em meus cabelos e diz:
- Você merece ser feliz Aysha!! Deixa eu te proteger, cuidar de você por favor...
- Lee, vai embora!!
- Hey!! Me escute, deixa eu tentar...
Nos olhamos e eu, em seguida fecho os meus olhos, com as lágrimas caindo do meu rosto, sinto a mão do Lee secando com seus dedos as minhas bochechas e passa delicadamente em meus lábios. Ele levanta meu rosto e beija a minha boca com delicadeza, a vontade de recuar é grande, porém, sentir aquilo tudo era maior.
Eu abro os meus olhos e vejo ele na minha frente, sua altura comparada a minha é visível e para mim era intimidador. Lee sorri e beija a minha mão, naquele momento e diz:
- Se quiser, eu posso ficar aqui com você Aysha...
- Melhor você ir para casa, seu pai deve estar preocupado!!
- Meu pai não liga muito sobre as minhas saídas e já está acostumado. Deixa eu ficar, Aysha?!
Eu aceno com a cabeça negativamente e ele entende que não deve ficar ali, mais uma vez ele beija a minha mão e se despedi indo em direção a porta. O vejo ir embora com o carro e me sento no banco para entender o que estava acontecendo.
- O que eu vou fazer agora?! Eu não quero fugir de novo, mas, ficar aqui vou colocar a vida desta família em perigo também. E, que beijo foi esse...?!
Vou para o meu quarto com um sorriso nos lábios, já são 6 horas da tarde domingo e nem vê o tempo passar. Organizo tudo para começar o dia cedo e me deito na cama lembrando do ocorrido hj mais cedo. Lee está bagunçando a minha cabeça e eu não deveria aceitar. Mas, ele é tão sedutor e cheiroso, aqueles olhinhos puxados e que corpo que ele tem. Bom, melhor eu dormir antes que Sr. Hoon me acorde quando chegar e grite meu nome pela loja inteira.
Ao amanhecer, eu acordo no susto pelo pesadelo que tive, olho o relógio na parede e são 5:45 da manhã. Fico com o coração agitado e por alguns segundos fico sentada na cama, tentando entender o sonho que tive e fico apreensiva se não foi um aviso.
- Melhor eu levantar da cama, fazer a minha higiene e preparar um café bem forte para aguentar o dia.
E assim eu fiz, abro a loja no horário combinado e fico esperando o Sr. Hoon atrás do balcão. Em seguida ele aparece e atrás dele vem Lee, ambos vão direto para o escritório, meu samurai olha para mim e pisca. Na sequência ele retorna, Lee me puxa de traz do balcão e me beija profundamente. No susto me afasto e lhe digo:
- Seu pai pode ver Lee...
- E daí?! Somos maduros os suficiente para sermos responsáveis pelas nossas escolhas. Então, vou lutar por você, Aysha!!
- Que nem um samurai?! - Eu lhe dou um sorriso, enquanto, fica sério e faz um semblante de reprovação.
- Por que vocês não pesquisam?! Na Coreia, não tem samurai...
- Desculpa, eu não sabia!! Aliás, para mim vocês todos são como um samurai...
- Samurai é do Japão!! Na Coréia se chama guerreiros Hwarang...
- E, qual o significado?!
Neste momento, o Sr. Hoon escuta a nossa conversa e fala em tom brando que nem um professor de história.
- No tempo das guerras de unificação de Silla no final do século VI início do século VII, originalmente era uma elite armada e que fornecia ao estado, guerreiros muito bem treinados para defender suas regiões e todo praticante de artes marciais coreanas, em algum momento de seus estudos, já leu ou ouviu falar sobre o termo “Hwarang".
- Obrigada e desculpa a minha ignorância!!
- Tudo bem! Agora você, limpa relógio... E, você buscar carregamento!!
O Sr. Hoon nos designa tarefas e retorna para o escritório, Lee espera ele entrar e pula o balcão aonde eu estou e diz:
- A noite, eu venho ficar com você!!
Ele rouba um beijo meu novamente e sai pela porta, entra na caminhonete e buzina dando sinal que já retorna. Eu volto para o balcão e começo a limpar o relógio, de repente o Sr. Hoon aparece e diz:
- Eu pensei que nunca mais veria, meu filho sorrir novamente e você o fez...!!
Ele sorri e retorna ao seus afazeres, aquilo me pegou de surpresa e ao mesmo tempo me deixou feliz. Em meus pensamentos, por que não deixar as coisas fluírem, eu já sofre tanto com tiros e sendo sequestrada. Talvez Lee traga a paz que eu preciso e isso vai ser bom para mim.
A noite chega e fecho a loja, Lee não apareceu e provavelmente deve ter ficado preso no armazém trabalhando. Eu tomo um banho demorado, verifico novamente as portas e janelas, deixando somente um lustre aceso para as pessoas da rua ver os artefatos de dentro da loja e ao entrar no quarto arrumo as minhas coisas em seguida me deito.
Pego no sono rápido, mas, acordo horas depois, com um peso em minhas costas e ao olhar vejo Lee deitado na cama acordado. Eu olho para ele e digo:
- O que você está fazendo aqui e como entrou?
- Esqueceu que tenho a chave da loja?!
- É verdade...
- Você estava dormindo tão lindamente, que resolve na acorda-la, mas, já que acordou...
- Espera Lee, eu acho que está muito cedo para gente, entende?!
Nós olhamos e o beijo vem em seguida, Lee coloca a mão na minha cintura e puxa para cima dele. Os seus lábios estão doces e a sua pele cheirosa, isso mexe com os meus sentidos e ele diz:
- Eu posso parar se quiser...
Eu conheço aquele olhar e ele me beija tão intensamente que não resisto, Lee tira a minha camiseta e vislumbra meus seios nus e os morde com delicadeza. Beija o meu ventre e morde com mais força as laterais, quando chega perto da minha vagina ele me olha como que se pedisse permissão e eu digo sim. A sua boca repousa sobre ela e meus olhos sente o prazer da sua língua dançar de um lado para outro, ele ergue meu quadril e a minha visão de vê -lo fazer aquilo faz com que eu grite e abafe com o lençol o som do meu orgasmo em sua boca.
Eu desabo na cama ofegante, Lee deita seu corpo sobre o meu e aos poucos sinto seu membro rígido entrar de uma vez só. Não existe palavras e nem frases, apenas o som dos nossos corpos em movimentos abruptos e o som dos nosso gemidos. Sinto meu orgasmo vir novamente e aviso, Lee fica estático e sussurra no meu ouvido:
- Eu...ainda não!!
Eu beijo a sua boca e ele freneticamente empurra seu pênis contra a minha vulva, que acabo não aguentando e gozando violentamente. Lee continua, até que ele urra dentro de mim e por alguns segundos me olha sorrindo. Seu corpo deita ao meu lado, ele me abraça e nos tampa com muitas cobertas pois está uma noite fria. Lee olha para mim e diz:
- Você me salvou, sabia?!
- Como assim?! Eu te salvei de quê?
Ele me olha e passa a mão em meu rosto, em meus cabelos e me beija, a sua fisionomia muda e parece que ficou mais leve. Lee sussurra em meu ouvido, que amanhã ele conta e então me puxa para deitar em seu peito. E, adormecemos em seguida agarrados um no outro...
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 91
Comments
Sônia Maria Antunes
Nem eu mto sem graça. 😬🤨😮💨
2025-01-03
1
Rejane Maria
Parando de ler, sen noção essa história.
2025-01-20
0
Cida Archangelo
eu também não gostei
2025-01-26
0