Tales
Passei o dia fora do morro. Fui a praia, depois almocei no meu restaurante a beira mar. Esse restaurante eu tenho pra lavar dinheiro. Depois passei na empresa. Fiz de tudo pra me distrair ao máximo hoje.
Quando estava voltando pra casa parei em um semáforo e vi uma cena que me desmontou. Tinha um grupo de homens em uma padaria, sentados do lado de fora e um menino foi pedir algo a eles, e eles não só enxotaram o menino como também tacaram bebida na cara dele.
Parei a moto, nem bem estacionei certo, desci correndo e fui ajudar o menino. Levantei ele e pedi que fosse pra um cantinho, se abaixa-se fechasse os olhos e tapasse os ouvidos bem forte.
Ele me obedeceu sem entender nada. E assim que vi que ele estava meio distante com os ouvidos tapados e olhos fechados, olhei em volta, e a rua era bem deserta, e aproveitando que estava de capacete baleei os três homens, que até então estavam rindo do que tinham feito com o menino.
Matei sem dó alguma, porque uma pessoa que maltrata uma criança não merece viver nesse mundo.
Me virei e saí dali indo em direção do menino, e ficando na frente dele tapando a cena para que ele não visse nada.
Não demorou que enchesse de gente então agora ele já não conseguiria ver mais nada mesmo.
Minha sorte é que era uma rua pouco movimentada nesse horário, já que já era tarde, então provavelmente ninguém viu nada.
Não costumo me envolver dessa forma em algo assim, mas quando vi a cena meu sangue ferveu.
Thales: Como é seu nome menino?
Miguel: Eu me chamo Miguel senhor.
Thales: Quantos anos você tem Miguel?
Miguel: Eu não sei não senhor.
Ele aparentava ter uns 8 anos por aí.
Thales: Miguel, eu me chamo Thales, é um prazer conhecer você.
- Você está com fome?
Miguel: Muita, fazem 2 dias que não como nada.
Thales: Oque acha de irmos lá pra casa pra você comer?
Miguel: O senhor vai mesmo me dar comida?
Thales: Claro.
Miguel: Outro dia um homem me ofereceu comida e quando fui com ele, ele me bateu e tentou tirar minha roupa.
Meu Deus, não sou de demonstrar sentimentos mas esse menino tá mexendo comigo.
Thales: Não vou te machucar, prometo.
- Mas me conta, onde estão seus pais?
Miguel: A minha mãe sumiu, tem algum tempo. Ela me deixou com a minha irmã.
Thales: A, então você tem uma irmã?
Miguel: Sim senhor.
Thales: E você pode me levar até ela?
Miguel: O senhor não vai mesmo nos machucar?
Thales: Confia em mim pequeno, jamais irei machucar vocês.
Quando ele disse que tinha uma irmã, eu imaginei uma irmã mais velha que estivesse cuidando dele, mas eu não podia estar mais enganado.
Miguel pegou na minha mão e me levou por meio de alguns becos. Andamos por cerca de uns 10 minutos, por becos atrás de restaurante e empresas, até que ele parou, ao lado de uma lata de lixo e alguns papelões.
Quando ele ergueu o saco de lixo e eu olhei oque havia em baixo dos papelões meus mundo caiu. Lá havia uma menina, que deveria ter no máximo dois anos de idade. Ela estava dormindo naquele momento.
Miguel: O senhor pode dar comida a ela também?
- Se o senhor não tiver muita comida, pode ser só pra ela, eu tento conseguir comida pra mim depois.
Não pude conter as lágrimas. Aquilo era de mais até mesmo pra mim.
Thales: Eu posso pegar ela?
Miguel: O senhor promete não machucar ela?
Thales: Prometo.
Ele assentiu com a cabeça e eu me abaixei e peguei a pequena menina no colo e com ela em meus braços falei com o pequeno menino.
Thales: Vamos pra minha casa comer?
Miguel: O senhor irá dar comida para nós dois?
Thales: Não se preocupe tenho comida suficiente para os dois.
Ele assentiu e me seguiu enquanto eu segurava a menina nos braços.
Peguei o telefone e liguei pra um vapor pedindo que me trouxesse um carro em uma outra rua. Não queria correr o risco de que houvessem policiais onde deixei os corpos daqueles malditos e que me pegassem saindo de um beco com duas crianças.
Assim que ele chegou mandei que buscasse minha moto, para retornar ao morro. E expliquei por alto sobre o assassinato, sem que o pequeno Miguel que agora estava curioso olhando o carro pudesse nos ouvir.
O vapor saiu e eu entrei no carro ajeitando a pequena em meus braços no banco traseiro. Mesmo não tendo cadeirinha, cuidei para que ela ficasse segura com o cinto de segurança.
Thales: Qual o nome dela?
Miguel: Quando mamãe estava grávida ela chamou uma vez a barriga de Melissa, então eu acho que é esse o nome dela.
Assenti e pedi que ele entrasse no carro.
Miguel: O senhor tem certeza? Vai sujar, eu não tomo banho a algum tempo.
Thales: Se sujar eu peço pra que lavem, ou eu mesmo lavo, não tem problema nenhum.
Ele entrou no carro meio receoso.
Pedi que colocasse o cinto e ele não sabia como fazer então o ajudei.
Em seguida entrei no carro, e antes de seguir para o morro avisei ao Miguel que iria fazer uma rápida parada. Ele assentiu e se pôs a olhar a cidade pela janela.
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Atualizado até capítulo 33
Comments
rafamendes
dois inocentes na rua. não diferente da realidade
2025-03-04
0
Maria Das Dores
😭😭😭😭😭parabéns Tales encontrou 2fikhos vai ser de coração ❤️❤️❤️❤️
2025-03-12
1
Margarida Guida
/Cry//Cry//Cry/
2025-03-20
0