Tales
Não sei que caralho tá dando em mim, desde a mãe do Marlon que eu não sentia nada nem parecido com isso, acho que esse sentimento está até mais intenso. Essa desgraçada tem mexido comigo de um jeito que não sei nem explicar. O pior que me sinto péssimo com essa situação tá ligado, eu já não tenho mais idade pra essas patifarias de paixãozinhas, isso é coisa de jovens. Era só oque me faltava me apaixonar a essa altura da vida e ainda por cima pela viúva do meu filho.
Que porra Marlon, eu tô me controlando cara, mas as coisas tão tomando um rumo que francamente, eu já sei exatamente onde vai parar, e é bem aqui.
Pensei enquanto passava a mão pelos lençóis, imaginando coisas pra lá de indevidas, das quais eu queria estar fazendo agr com aquela mandada dos infernos.
Eu me sinto péssimo com isso, mas ao mesmo tempo cheio de tesão, mesmo sabendo do puta erro que isso é, se continuarmos assim, isso vai acabar acontecendo, e pra evitar isso vou me afastar dessa garota.
Depois de muito pensar acabei pegando no sono.
No dia seguinte sai logo cedo e nem tomei café da manhã em casa.
Resolvi que vou evitar a Rebeca a todo custo e que vou me controlar mais. Aquele surto de ontem foi ridículo eu preciso tomar jeito.
Cheguei na boca e os muleque tavam trocando turno, já me passaram tudo as fita da noite passada e por incrível que pareça as coisas andam calmas.
Fui pra minha sala me sentei e assim que me ajeitei na cadeira o Vicente entrou com tudo na sala.
Tales: O porra, se não tá na tua casa não caralho.
Vicente: Iii, já vi que tá puro estresse. Qual fita? Desenrola aí.
Tales: A nem rola mano, deixa quieto essa história.
Vicente: Tu que sabe, precisar tamos ae.
- Mas agora me conta, como que tá as coisas? Faz uma cota que nóis não conversa. Antes tu vivia rodeado de puta e agora tá muito na sua, que que rolo?
Tales: Não falei pra deixa quieto?
Vicente: Vich, então o assunto que te deixou estressadinho é mulher.
Tales: Tem uma mina ae, que ta mexendo com meu psicológico. Mas não tô afim de fala sobre essa história.
Vicente: I ala, o chefe querendo assumir fiel é?
Tales: Chega Vicente.
Falei já me irritando com ele.
Tales: Me diga, como está indo o faturamento?
Vicente: No dia do baile a gente estourou de vendas, mas nos outros dias tá meio na baixa, temos que da uns corre pra arruma clientela.
Tales: E tá esperando oque pra fazer isso?
Vicente: Oxi.
Falou se levantando da cadeira que ele havia se jogado quando entrou e saindo da sala.
Vicente: Tomara que tu se resolva com essa coroa logo, porque pelo amor, te aturar assim é um porre.
Falando isso ele fechou a porta.
Tales: Bom se fosse uma coroa. Podia ser qualquer uma, até casada que foda-se nóis dava um jeito mano. Mas agora ela não véi, aí já é B.O. de mais pra eu assumir, não tem como.
Rebeca
Acordei e depois das minhas higienes matinais, desci para tomar café, e aparentemente o Tales não está em casa, ainda bem, porque tudo que eu não queria agora era enfrentar ele.
Resolvi procurar emprego, mas não no morro, já que aqui ele simplesmente vai continuar mandando na minha vida.
Tomei café, subi pro quarto, atualizei meu currículo e imprimi algumas vias, em seguida desci o morro e fui rumo a barreira. Lá eu peguei um táxi e fui pra algumas ruas movimentadas que conheço. Deixei inúmeros currículos e antes de voltar pra casa resolvi passar no shopping, lá também deixei alguns currículos e fui tomar um café. Mesmo já tendo passado da hora do almoço, estou sem fome, ando nervosa e sempre que fico nervosa perco a fome.
Já era tarde quando voltei pra casa, e novamente não havia ninguém, então fui até a cozinha e comi um sanduíche apenas e segui para o meu quarto, tomei um banho e fui dormir.
De madrugada acordei com um barulho na casa. Me assustei de imediato, mas assim que abri a porta, ainda meio receosa, acabei por dar de cara com o Tales, bêbado. Não sei oque houve, ele nunca foi de beber, e ainda mais beber até cair, o máximo que eu via ele bebendo era uma ou duas doses de whisky, nada que fosse o derrubar. Até porque nessa vida que ele leva ele não pode se dar ao luxo de correr riscos atoa. Até porque bêbado assim até eu seria capaz de matar ele e tomar o morro.
Fui até ele e comecei a guiá-lo até seu quarto. Ele reclamou no início mas depois foi indo.
Tales: Sai de perto de mim sua mandada dos infernos.
Rebeca: Fica quieto, estou te ajudando, você precisa descansar.
Tales: Descansar, essa é boa, desde aquela noite que eu não sei oque é descansar.
Noite? Mas que noite? Do que ele tá falando?
Rebeca: Como assim?
Tales: Você não me sai da cabeça desgraçada. Você e aquele maldito pijama transparente.
Ele falava enrolado, mas eu estava entendendo tudo perfeitamente.
Sentei ele na cama e tirei sua blusa, enquanto tentava não pensar no que ele disse.
Tales: Porque sua mandada?
Rebeca: Porque oque?
Tales: Porque que eu te quero e te desejo tanto, mesmo sabendo que você nunca vai poder ser minha?
Eu não sabia oque responder, e como se não tivesse dito nada, ele se deitou na cama virou de lado e dormiu. E eu fiquei ali pensando no que ele disse.
Porque as coisas tem q ser assim cara. Eu já não sei mais como reagir perto dele, ja está impossível controlar os sentimentos, estou extremamente confusa.
Já que ele dormiu, deixei um analgésico e água para ele tomar pela manhã, porque provavelmente vai estar de ressaca e morrendo de dor de cabeça. Em seguida voltei pro meu quarto.
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Atualizado até capítulo 33
Comments
Maria Das Dores
A primeira vez q leio sua história Lennartd e tô amando meu coração tá sem arrrr
2025-03-12
2
Maria Das Dores
Lenardt
2025-03-12
1
Marines Silva
Amando cada capítulo 😍
2025-03-03
2