12. TU NÃO DEVIA TER FEITO ISSO PORRA

Rebeca

Na manhã seguinte acordei tarde, estava muito cansada está noite.

Levantei e fiz minhas higienes e desci para tomar café, acabei encontrando o Tales na cozinha.

Rebeca: Bom dia senhor Tales, tudo bem?

Thales: Bem não tô, mas tamos ae né.

- Tava te esperando, porque quero te fazer uma pergunta.

Rebeca: Diga.

Thales: Quem deixou analgésico e água na cabeceira da minha cama?

Rebeca: Fui eu, achei que o senhor estaria com dor de cabeça depois do porre de ontem, algum problema?

Franzi o senho, não entendendo o porquê da pergunta.

Thales: Rebeca, se você deixou isso lá, você esteve no meu quarto na noite passada?

Rebeca: Sim ué.

- Parece que a amnésia alcoólica não pegou só em mim.

Thales: Aí que você se engana, me lembro de tudo, só estava torcendo para ter sido um sonho.

Ficamos em silêncio por uns minutos e logo ele falou.

Thales: Rebeca, temos que conversar.

Rebeca: Pode falar.

Thales: Como está indo a questão do emprego, soube que você andou entregando currículos.

Rebeca: Sim, mas por hora infelizmente não tive nenhum retorno se quer.

Thales: Seguinte Rebeca, eu vou ser direto e reto. Eu quero que você se mude daqui de casa.

Tomei um susto, como assim, do nada me mudar, nem dinheiro eu tenho.

Rebeca: Tales, eu não tenho para onde ir.

Thales: Relaxa, já pedi para o Vicente ajeitar uma casa pra ti, pode se mudar assim que quiser e pode pegar o cartão que eu te dei e mobiliar sua casa.

Rebeca: Thales, eu fiz algo?

- Porque está me expulsando?

Me senti pécima, eu sei que anda rolando muito mais do que devia entre nós dois, mas agora ele me expulsar. Eu não esperava por mais essa na minha vida.

Thales: Não é nada disso Rebeca, é só que você é a única mulher no mundo que é inteiramente proibida pra mim, e se você não sair daqui eu não vou mais aguentar, e tenho certeza que vai rolar um sentimento ruim depois. Não digo que vai rolar arrependimento, mas talvez um sentimento de culpa, já que você amou tanto meu filho.

- Não quero isso pra você e nem pra mim. Preciso evitar isso a qualquer custo. Tirando o fato de que se rola algo entre a gente todos vão sair falando, e eu não quero nada disso.

- Precisamos respeitar a memória do Marlon, por mais difícil que isso seja.

Rebeca: Você tem razão, não podemos...

Inevitavelmente fui chegando mais perto enquanto falava, ficando muito próxima a ele.

Thales: Rebeca, oque está fazendo?

Nossa respirações estavam pesadas.

Rebeca: Eu não sei oque está dando em mim, mas já que está me mandando embora, só uma vez, me deixa sentir seus lábios Tales.

Thales: Rebeca, não faz isso, por favor.

Sua voz era pesada e baixa, como um sussurro.

De vagar fui me aproximando cada vez mais. Ele se mantinha sentado na cadeira desde que cheguei e em momento algum recuou.

Thales: Você vai se arrepender disso tenho certeza.

Rebeca: Melhor me arrepender do que fiz do que ficar com vontade e não sentir isso.

Thales: Rebe...

Antes que ele terminasse avancei na boca dele, e ele correspondeu na hora, me puxou para o meio de suas pernas e colocou a mão na minha nuca intensificando o beijo. Logo suas mãos desceram pra minha bunda, me puxando pra mais perto de si. Quando o ar nos faltou ele desceu o beijo para o meu pescoço e não pude conter um leve gemido. Estávamos entregues ao tesão e ao desejo. Até que escutamos um barulho na porta, era a dona Mercedes a diarista que vinha limpar a casa. Ela chegou cantando e vimos na hora que se tratava dela e nos afastamos no mesmo segundo.

Mercedes: Bom dia queridos.

Rebeca: Dona Mercedes, bom dia, como vai a senhora? Fazia algum tempo que a senhora não vinha.

Tentava falar normal sem demonstrar a falta de fôlego.

Thales: Havia dado uns dias a ela por conta do Rick, neto dela, que estava doente.

- Ele melhorou?

Mercedes: Melhorou sim, graças a você querido. Obrigada por ter comprado todos os remédios do meu menino.

- Mas eu cheguei em hora errada? Vocês estão estranhos, estavam brigando?

Rebeca: Magina, dona Mercedes, chegou em hora perfeita, estava quase tento que tomar o café do senhor Tales.

Falei fazendo careta e ele franziu o senho pra mim.

Tales: Bom, vocês ficam aí que eu vou pra boca.

Ele esperou a dona Mercedes passar indo em direção aos armários para poder levantar e assim que o fez eu entendi o porquê. Gente aquilo ali não é de Deus não, se tá assim dentro da cueca e do calção, magina sem nada.

Tales

Filha da puta do caralho, quando ela se aproximou eu não pude negar, não tive forças para afastá-la. E se a dona Mercedes não chega, não posso nem imaginar oque teríamos feito ali na cozinha mesmo, meu amigo aqui se anima todo só de imaginar.

Beijo bom da desgraça, agora mesmo que não tiro essa mandada dos infernos da minha cabeça.

Fui o caminho todo tentando controlar meus pensamentos e não pensar no que aconteceu. Embora fosse impossível tirar essa merda da cabeça.

Porra, eu tentei tanto evitar essa merda toda, e agora já era, embora não tenha rolado nada a mais, já rolou muito mais do que deveria, que merda loirinha, tu não podia ter feito isso porra.

Cheguei na boca e o Vicente tava na minha sala.

Thales: Eee casa da mãe Joana mesmo em, tá achando que tá onde vacilão?

Vicente: Relaxa chefe. Vim te dizer que já ajeitei a casa pra loirinha e que só falta mobiliar. Mas como tu não tava resolvi sentar um pouco.

Thales: Ótimo, me faz um favor, vai até lá em casa e leva ela pro shopping ou pra alguma loja que ela queira ir e compra tudo que ela vai precisar pra casa nova.

Vicente: Já é.

- Mas me diz aí, porque tá expulsando a loirinha?

- É pra fica a sós com a tua coroa né?

Thales: Não fala besteira Vicente.

Vicente: Uai, então porque expulsar a mina?

Thales: Não podemos mais morar juntos só isso.

Vicente: Desenrola logo mano.

Thales: Eu tô afim daquela mandada. Pronto, é isso, tá feliz?

Falei já irritado de tantas perguntas.

Vicente: Quer dizer que a coroa não é coroa porra nenhuma, é a loirinha?

Thales: É porra, essa desgraçada tá mexendo com meu psicológico.

Vicente: Pô patrão, mas a mina é viúva do teu filho.

Thales: Tu acha que eu não sei? É por isso que eu quero que ela saia da minha casa, porque se ela continuar tão perto vai dar merda.

Vicente: Se vai dar merda, quer dizer então que ainda não rolou nada?

Thales: Não.

Ele me olhou aliviado.

Thales: Quer dizer...

Vicente: Vich.

Thales: Rolo um beijo, um beijo que só não virou mais porque a dona Mercedes chegou, se não mano, eu não teria me segurado.

Vicente: Puta que pariu mano, que fita. Mas e agora? Vão agir como se nada tivesse acontecido?

Thales: Cara eu não posso mano, não me sinto avontade com isso, por isso venho evitando ela desde quando isso tudo começou. Mas a mandada veio falando que só ia embora depois de sentir meu lábios nos dela e aí a fita desandou. Sou de ferro não porra.

- Agora vai lá com ela, e mano, tu já sabe né, essa fita não sai daqui.

Vicente: Relaxa irmão, vou fala nada não.

Ele saiu para ir resolver essa fita pra mim e eu saí do morro peguei minha moto e fui pro asfalto meio sem rumo. Precisava pensar nessa porra toda.

Mais populares

Comments

Maria Das Dores

Maria Das Dores

Nem posso tá lendo tenho w estudar tenho prova amanhã kkkkk

2025-03-12

0

silviahelenaspu@hotmail.com

silviahelenaspu@hotmail.com

vai é morrer de ciúmes, quando ver rola de papo cm alguém rsrs

2025-03-12

2

Maria Das Dores

Maria Das Dores

Genteeeeer tô muito ansiosa kkkkkl

2025-03-12

0

Ver todos

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!