Rodrigo
Hoje estou dedicando meu tempo a revisar toda a documentação e resolver uma série de problemas. Decidi não sair do escritório, mas isso tem me causado muito estresse. Estou tão frustrado que ainda não consegui pegar o indivíduo que me incomoda, e essa situação está me deixando cada vez mais angustiado. Por outro lado, meu irmão, depois da nossa conversa, parece ter desistido de insistir tanto para que eu vá a algum lugar. Essa mudança dele me alivia um pouco, mas a pressão do trabalho e a situação em si ainda me afetam bastante.
Visitar a pessoa que está estressada não é uma opção no momento. Estou ciente de que não vou conseguir lidar com essa situação agora e já percebi que tem alguém trabalhando de maneira disfarçada nesse meio. Neste instante, não tenho paciência para enfrentar mais isso, já resolvi todas as pendências que precisava, incluindo toda a documentação. Além disso, meu irmão está olhando para o notebook com uma expressão que me deixa bastante preocupado, pois ele também está procurando essa pessoa que considero problemática.
Rodrigo: Algum problema?
Vicente: Um problemão...
Rodrigo: Fala... Achou o desgraçado?
Vicente: Não, mas nossos pombos estão na gaiola de novo.
Eu não entendo nada do que ele diz quando está com raiva. Esse trocadilho da porra! Ele acha que sou adivinho ou que estou dentro da cabeça dele. Esse infeliz, eu dou um tapa nele.
Rodrigo: Do que? Você está falando
Vincent: O João e a Sofia estão em outra festa, mas, para ser sincero, não é uma festa tão animada, nem se compara à nossa.
Rodrigo: Como assim? Eu deixei bem claro para ele que não era para ir a nenhuma festa!
Vincent: Olha, você não tem controle sobre as decisões dele, assim como eu também não tenho nada a ver com essa garota.
Rodrigo : Mas em qual festa eles estão agora?
Vicente: Eles acharam que ir em outro lugar menos conhecido, onde não teríamos como ver ou falar com alguém, mas esqueceram quem somos e o que fazemos.
Rodrigo : Eles foram na do Dominic?
Vicente: Exatamente, e é lá que vamos, pois já fiz uma ligação e pedi para ele ir até lá com uma desculpa para te tirar de casa. Agora pega a chave da nave e vamos.
O vagabundo passa na minha frente, acreditando que está sendo esperto, enquanto nós estamos em pé de guerra com alguém que nem sabemos quem é. Ele quer se divertir e ainda envolver as pessoas que realmente nos interessam. Sinceramente, parece que ele não tem juízo. E se eles pensam que o João e a Sofia são nossas fraquezas, não podem esquecer que para o Vicente, a Sofia é definitivamente uma fraqueza. Ele está completamente caído por ela.
Se acontecer alguma coisa que envolva essas situações, sou eu quem vai lidar com essa confusão, porque ele vai querer atacar todo mundo. E o pior é que ele é como uma cópia minha; imagina só a situação: dois sanguinário
Rodrigo_tem pessoas nos observando e até nos seguindo. Fique atento.
Vincent_eu sei. Pegue o seu que eu pego o meu e vamos para Mancão. Não é só um carro...
Olho para meu irmão e, em seguida, direciono meu olhar para os cantos da festa, onde noto uma movimentação estranha. Levanto os olhos e avisto uma pessoa falando ao telefone. Enquanto isso, percebo que alguns homens, que estão posicionados em um dos cantos, começam a se movimentar, por isso decido agir.
Pegando meu celular, faço uma ligação para meus homens, instruindo-os a ficarem atentos. Ordeno que dois deles permaneçam nos fundos, enquanto seis outros entrem e se espalhem pelos cantos. Os que restam devem ficar em alerta máximo.
Procuro mais um pouco, na esperança de encontrar o João. Após alguns momentos, finalmente avisto ele.
De forma descontraída, eu me aproximo lentamente por trás dele, sem fazer barulho e sem pronunciar uma única palavra. Com delicadeza, envolvo minha mão em torno da sua cintura e, num gesto suave, me inclino para perto do seu ouvido, sussurrando carinhosamente, impregnando o momento com uma atmosfera de intimidade e afeto.
Rodrigo_~venha comigo.
Ele me observa com um olhar de espanto, sem conseguir pronunciar uma única palavra. Fica parado, fixando os olhos no homem à sua frente, que, claramente, tem consciência de quem eu sou e do que sou capaz, especialmente em relação à pessoa pela qual estou interessado. Vejo o homem se afastar, perdendo-se na multidão que se agita ao redor; sua saída foi rápida e apressada. Dirijo meu olhar para João, que, visivelmente nervoso, está tão vermelho quanto um tomate. Aperto sua mão com um pouco mais de força, tentando transmitir uma sensação de apoio e segurança.
Seguro a cintura dele o guiando suavemente para fora da balada, sem que ele tivesse a oportunidade de dizer uma única palavra. Meus olhos se fixaram no meu irmão, que estava ao lado da irmã do João, e percebi a expressão no rosto dele. Com um aperto no coração, abri a porta do carro, e vi o João entrar silenciosamente, sem pronunciar uma palavra. Essa situação está me consumindo por dentro; ele não fez questão alguma de se defender ou de se opor a isso; apenas parece aceitar passivamente o que está acontecendo...
Rodrigo: João, por favor, fala alguma coisa.
João: Falar o quê? (olho para ele) Não vai adiantar, não. Eu já estava achando estranho você desaparecer sem dizer nada e nem me procurar. Estava muito bom para ser verdade, não acha? Minha paz voltou sem você.
Rodrigo: Sinto muito, João, mas tem gente atrás de mim e do Vicente, e querendo ou não, eles viram você hoje.
João: Agora eu sou obrigado a ficar preso dentro de casa por causa de você.
Rodrigo: Não, você e sua irmã vão ter que morar comigo por um tempo. Eu sei que você não queria isso, e eu também não queria, mas o que podemos fazer? Eles estão querendo me matar e também querem o meu irmão. Eles acham que têm um ponto fraco que pode ser explorado. Hoje eles estavam na boate e nos viram juntos, você e sua irmã com meu irmão. Eles pensam que vocês são o nosso ponto fraco, e, para ser sincero, não deixa de ser verdade.
João: Então, eles querem nos matar, é isso? E a qualquer momento podem fazer isso, e você me conta assim, sem mais nem menos?
Rodrigo: (suspira) Eu não quero te assustar, mas você precisa saber que minha vida é uma turbulência. No entanto, você pode ir embora quando tudo isso acabar...
João: Vou poder pegar minhas coisas ou até isso vai ser proibido?
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Atualizado até capítulo 50
Comments
Ana Lúcia
virou dono dele agora vai fazer dele prisioneiro
2025-01-21
0
Elenilda Soares
começa assim depois muda /Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm/
2025-01-19
1
Carla Santos
Aí que tudo o clima vai esquentar será que vai ter alguma emboscada na hora que joão for buscar a sua coisa em casa antes de ir
2024-10-10
2