19 - Entre a Igreja e a Sociedade (2)

Os olhos delas pareciam se iluminar mais que aquelas velas naquele lugar meio escuro sombrio daquele salão que guardava as poucas lembranças que sobraram dos mortos do campo de batalha.

Aquelas duas ultimas semanas sem se verem foram infernais, principalmente para Hiraeth, que estava recebendo títulos e honrarias que não desejava. Sasha se encontrava em uma grande ansiedade depois de seu encontro com Ariel Patil a algumas semanas atrás.

Sasha correu a abraçou Hiraeth, que foi pega de surpresa com o abraço forte e caloroso de Sasha, não era algo repentino, mas aquele calor que os braços da albina emanava a confortava.

Hiraeth entrelaçou os braços ao redor da cintura de Sasha e a puxo para mais perto e se conforto ao inalar o cheiro de lavanda de seu perfume, aquele que parecia sempre persistir com ela, mesmo durante àquela guerra.

O som era apenas do ambiente, o vento leve que passava pela janela, o som do fogo nas velas, a cera caindo das velas, todo o resto era silencioso.

Todavia, isso não atrapalho aquele longo abraço, que mesmo naquele silencioso harmonioso, permaneceu por longos cinco minutos.

Elas, Sasha e Hiraeth, poderiam ter se soltado daquele longo abraço, mas se mantiveram próximas uma da outra, com Hiraeth segurando a cintura de Sasha e a albina segurando a mão dela.

“Você também veio prestar as homenagens?”

Foi de fato uma pergunta besta a se fazer, já que não havia outro motivo para ir aquele lugar.

O local, isolado da agitação e murmúrios humanos e externos, foi como um tumulo para os que morreram e não restaram nada de seus corpos.

“Bem, essa era a intenção inicial, mas vê-la aqui me fez pensar em outras coisas”

Hiraeth acariciou o delicado rosto de Sasha.

Aquele belo rosto não possuia qualquer falha, traço de sua adolescência ou machucados de guerra, era como a pele de uma estátua de tão perfeita.

“Obvio, ela possui a dádiva de cura” foi o que Hiraeth pensou ao analisar cada centímetro do rosto de sua amada quando traçava os detalhes com os dedo.

Sua boca, sua bochecha, os fios de cabelo que saiam do véu.

Hiraeth continuou a traçar cada centímetro do rosto de Sasha, para no fim, pega um fio branco do cabelo dela e colocou aquele mesmo fio de cabelo atrás, deslizou o seu corpo em direção a Sasha e deu um selinho em seus lábios, foi sincero e caloroso, mesmo que rápido demais.

Aqueles pequenos, minúsculos, segundos, o que fez Sasha demorar para processar o acontecido.

Demorou, mas a reação de Sasha foi um rubro maior que qualquer cor de sangue que Hiraeth havia visto em vida.

A morena deu uma risada do rosto da amante.

“Ei! Não ria!”

Sasha esmurra o ombro de Hiraeth, o que não faz nada a morena, já que o peso do soco dela era mais leve que um gato domestico, fazendo Hiraeth rir mais e até mais alto.

Hiraeth sentiu um puxão a puxando para abaixo e um ar quente em seu ouvido, era a voz de Sasha sussurrando em seu ouvido:

“Não fale alto, os mortos precisando de um descanso”

A voz baixa de Sasha soou como uma fada na boa audição de Hiraeth, fazendo suas orelhas esquentarem.

Seus rostos estavam muito próximos, quando Hiraeth virou para Sasha, seus narizes se tocaram de leve.

A próxima ação não poderia ser outras além de Sasha, entrelaçando os braços no pescoço de Hiraeth e a morena se inclinando em direção à albina para beijar a boca rosada dela.

Suas bocas se entrelaçavam como uma dança sincronizada, como se estivessem treinadas na dança de beijar.

A língua treinada de Hiraeth entrava na boca de Sasha e entrelaçar com a da albina, que gemia baixo, já que não havia se acostumado muito com beijos de língua que Hiraeth sempre ensinava.

Sasha sentiu se encostar numa dos bancos de madeira, estava ficando sem folego e tocou no peito de Hiraeth a afastando um pouco.

“Está muito rápida” aviso

“Eu apenas estou com saudade de beijá-la, sentiu que me apressei demais” Hiraeth falou de uma forma manhosa no ouvido de Sasha

Aquilo desperto Sasha, a fazendo, de alguma forma, ficar um pouco excitada com a provocação de Hiraeth.

“Sabia onde me encontrar, por que não pareceu então?”

Enquanto Sasha fazia perguntas a outra, Hiraeth descia com sua respiração quente no pescoço semi descoberto de Sasha.

Aquela respiração causava arrepios pelo corpo da albina e cada vez que descia nas poucas partes desnudas dela, fazia a mesma se sentir um pouco mais excitada.

Uma voz na consciência dela fez lembrar onde estava e sua mente volta um pouco a realidade.

“Hira! M-melhor paramos por aqui”

De forma abrupta, Sasha emburro Hiraeth que se assustou com a atitude dela.

“Estamos em solo sagrado”

Sasha lhe fala isso com rosto vermelho e olhando para o lado, por mais que seu corpo estava respondendo àquilo, naquele lugar, onde alguém poderia descobrir aquilo, era melhor não. Quando Sasha voltou seu olhar, de canto, em direção a Hiraeth, os amendoados olhos dela se encontraram fixados em Sasha como se tivesse hipnotizada.

Parecia como uma serpente sendo hipnotizada pelo domado de cobras que elas viram quando passaram pelo ducado de Ribamar a uns anos atrás.

Os dedos de Hiraeth passaram pelos do de Sasha que a tocava e fez a mão da albina subir pelo corpo até o próprio pescoço e tocar no curto cabelo de Hiraeth.

Seus rostos estavam perto o suficiente para quase se beijarem novamente.

Todavia, o ranger de uma porta abrindo fez que suas cabeças chocagem e Hiraeth cair no chão daquele salão.

“Sempre aparece um para atrapalhar” resmungo Hiraeth

Íllia viu alguém sair correndo daquele salão e a deixou surpresa, não conseguiu ver quem era, mas veio outra logo em seguida.

“Paladina Íllia?”

Uma voz mais jovem a chamou

“Ah, senhorita Maria, desculpe, precisa de algo?”

A pequena garota, não mais que oito anos, era uma nobre e estava acompanhada de uma paladina de escoltada que tinha ligações com seu pai.

Muitos a consideram uma bastada, já que seus cabelos eram tão negros como de sua mãe, mesmo que tenha herdados os amendoados-amarelos, olhos de Ghilher.

Maria respirou fundo e olhou para as duas pessoas que estavam fugindo daquele lugar, uma ate foi seguida pela dama que estava do lado de fora.

“Nada, só tive um pressentimento estranho”

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Atualizado até capítulo 39

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