A derrotara dos demônios azuis trazia uma era de paz no continente, fazendo que tudo voltasse a harmonia como deveria ser, ou como a igreja queria.
No campo de batalha, ainda se recuperando dos feridos, recolhendo os corpos, os soldados de Enya se reuniam para comemorar mais uma vez, pela liberdade que teimaram em conquista depois de cinco anos.
“Viva aos nossos Heróis!” gritou um dos soldados
Outros gritaram Viva de volta e ergueram os corpos altos, felizes por poderem voltar para casa.
Naquele campo de batalha, a linha de frente contra o exército azul, tinha apenas três heróis: Hiraeth, Sasha e Jonathan, a principal frente da igreja dos Três Santos.
Eles se reuniam entre os soldados, com exceção de Jonathan que pertencia a uma família aristocrática do Império, Sasha e Hiraeth eram bem familiarizada com os soldados, que em sua maioria, aqueles que não tinha títulos de paladinos ou cargos altos no exército, eram da periferia da capital ou órfãos da Igreja.
Hiraeth ria entre os soldados, aquele que a nomearam descaramento como um "Herói" humilde demais para tamanho poder divino.
Este herói estava um pouco bêbado.
Jonathan havia se juntando a eles logo depois, mas Sasha permanecia escondida com os demais feridos, os curando com as suas altas habilidades divinas.
“Eles estão animados” avisou uma das enfermeiras do campo
Sasha suspiro e colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha e voltou a curar outro ferido.
“Eles estão comemorando cedo demais, ainda, mas os feridos estão bebendo antes da hora! Alguém chama a Héloïse agora” exclamou Sasha.
A albina recebeu um grande chamado da Deusa Mãe para estar naquele campo, sendo quase um general do campo médico naquele lugar, muitos seguiam suas ordens, estando sob sua asa, outros, bem... Eram nobres de rangue baixo que não gostam de receber ordens de plebeus.
Outra sacerdotisa apareceu e ajudou Sasha com os demais feridos.
Os sacerdotes, mestre na energia sagrada e divina dada pela Deusa Mãe aos seus filhos escolhidos, era algo raro, mas principalmente, poderoso.
Aqueles sacerdotes eram a representação mais próxima que os humanos tinham da Deusa Mãe, já que seus poderes eram maiores que os Paladinos, que também recebiam tal dádiva.
Foram horas e horas, mas Sasha e os demais sacerdotes terminaram os últimos tratamentos, os que tinham energia menor que os de rank mais alto, caíram em um sono, mas Sasha e outros três ainda estavam em pé.
Sasha arrumar as suas coisas, queria ir logo para a própria barraca e descansar, não aguentar mais todo aquele estresse de curar os outros, só fazia apenas algumas poucas horas que a guerra, enfim, terminou, mesmo assim ela ainda não parou.
Ao sair da cabana médica em que estavam, a mesma ver, ainda felizes, os soldados que esqueceram de o quando esgotados estavam, beberem e festejarem como se não houvesse uma amanhã.
Alguém colocou o braço no ombro de Hiraeth e ergueu o copo alto, aquele era o comandante supremo daquele batalhão, o Paladino Ghilher.
“Se não fosse por essa pessoa aqui, não teríamos conseguindo!” exclamou ele, bêbado
Hiraeth deu uma risada constrangida e com o rosto vermelho.
“Não diga isso general, sou apenas uma pequena cordeira no meio da providência da grande Deusa Mãe” respondeu Hiraeth ao elogiou
O general Ghilher apenas riu e bateu nas costas dela.
“Não diga isso Hiraeth, não, devo dizer Herói Hiraeth!” exclamou
“Herói Hiraeth! Herói Hiraeth!” repetiram os soldados
A morena pode apenas sorrir com os aplausos que seus companheiros de guerra lhe davam.
Um doce sorriso, gentil e belo como se não houvesse outro maior que aquele, suas bochechas vermelhas pelo álcool, deixam a mulher, que mau mostrava traços de uma mulher padrão de Enya, bela.
Seguindo a visão de Sasha, era como se aquela pessoa, uma que ela conhece desde sempre, brilhasse mais que qualquer figura da Deusa Mãe.
Sasha estava deslumbrada com aquilo.
Um toque no ombro fez Sasha sair daquele transe e volta a si, mesmo com o rosto um pouco vermelho.
“Ah, Íllia! Você estava aí, nem te vi” avisou Sasha
“Estava aqui te chamando, Sasha, está tudo bem? Seu rosto está vermelho e...”
Sasha tentar esconder o rosto enquanto procurava onde olhar
“Eu estou bem, não se preocupe, não bebi nada, sabe que eu não posso, ah, lembrei, preciso ir, tchau, Íllia!” falou rapidamente querendo fugir daquele constrangimento
Sasha havia chegado na barraca, a fechou e se agachou e bateu no próprio rosto, tentando esquecer o que estavam pensando naquele momento.
A pele extremamente pálida dela não facilitava aquelas tentativas.
Mais tarde, não se sabe a que horas da madrugada, Sasha acorda com a alguém a chamando, não estranhando aquilo, já que isso acontecia sempre quando precisavam de alguém com uma energia maior, mas para sua surpresa não foi isso.
Quase caindo, Jonathan trouxe a bêbada Hiraeth até Sasha, já que a herói não parava de falar que precisava ver Sasha.
“Ah, tudo bem! Obrigada, eu acho” diz Sasha observando Jonathan colocar Hiraeth na cama
“Ela não parava de te chamar, parecia querer falar algo coisa” avisou o homem alto
“Oh Sim, eu vejo, melhor ir agora senhor Jonathan, já deve esta cansando” avisou ela.
O homem alto acenou para ela e saiu da tenda.
Quando saiu, Sasha suspirou e viu a mulher desmaiada em sua cama, mesmo sendo considerada um grande herói, como se fosse alguém impossível de ser alcançado, ali estava ela, como qualquer humano normal.
Sasha saiu para trazer uma bacia com água e um pano para quando Hiraeth acordasse ela poderia se limpar.
Ao voltar, ver aquela mesma mulher, que quase sempre parecia brilhante em sua visão, estava sentada na cama, com um olhar baixo, vazio, com lagrimas escorrendo dos olhos.
Sasha, já conhecia aquela expressão, sempre acontecia quando havia uma grande batalha, era como se os sonhos dela estivessem lhe revelando algo.
A albina colocou a bacia no canto e foi em direção à mulher estática, colocou as mãos a redor do rosto dela, fazendo os olhos amendoados delas encarar os olhos cristalinos de Hiraeth que pareciam brilhar com a lagrimas.
“Esta tudo bem agora, estou aqui” afirmou Sasha de forma calma e carinhosa
Hiraeth coloca a mão sob uma das mãos de Sasha e deitou o rosto na palma da mão de Sasha, como se estivesse voltando aos poucos a si.
“Sasha…” sussurrou
“Estou aqui, Hira”
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Atualizado até capítulo 39
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