10 - A Coroa de Um Héroi (4)

Havia sempre uma reunião com os heróis, era conhecida como: Cúpula das Virtudes.

Ali se reunião os atuais, seus aprendizes e alguns antecessores, além da presença do papa, que aparecia algumas vezes.

O Salão era grande, uma mesa circular com oito cadeiras, sendo uma para o papa se aparecesse, além disso, cada cadeira era alocada com o nome de uma virtude, representando uma virtude segunda a igreja dos três santos.

Os heróis entraram em uma ordem estranha e específica, era pelo tempo de herói e idade, sempre começando pelo mais novo ou pelo que tem menso tempo naquela ordem, indo para o mais velho.

Aquele que entrou primeiro no salão era uma pessoa que aparentava ser do norte do continente, sua pele pálida como as neves do lado norte, os cabelos eram longos e grossos de cor negra, específicos para se proteger da neve daquela ilha distante. Suas roupas era de uma forma que era difícil dizer se era um homem ou mulher, que também era uma característica estranha vinda do povo de Ahren.

Este é conhecido como a criança de Ahren, Hotaru. O mesmo se senta de forma preguiçosa na cadeira da Diligência.

O segundo foi a figura conhecida de Hiraeth, ela usava uma armadura vermelha e prata, usando a sua espada e logo se sentou na cadeira da humildade.

Uma pessoa de porte firme e altruísta, sua própria energia mudava o ar daquela sala, ela era um herói da virtude, ela era um herói de guerra. O olhar do outro a seguiu até que ela ficasse na frente da cadeira da virtude da humildade.

Oh doce criança que de tamanha humildade fere o orgulho dos outros.

Um homem incrivelmente alto entrou logo em seguida, quase ao mesmo tempo que Hiraeth, seus cabelos em um tom quase negro e olhos verdes tão brilhantes quando as folhas verdes molhadas pela chuva, sua pele levemente bronzeada e seu estilo de roupa desleixado chamava a atenção de muitas jovens damas que passavam pelo templo, mesmo que ele seja dificilmente visto em lugares públicos quando não é chamado.

Esse era o herói da Temperança, famosamente conhecido como Rusi das favelas da capital, que foi na cadeira que era ao lado de Hiraeth.

Logo atrás, quase como se estivessem andando os três juntos, Jonathan com sua altura mediana e de forma bastante sonolenta entrou naquele salão, sua atitude era preguiçosa, ele apenas queria retornar para a casa de sua tia, Lady Brancos, e finalmente descansa, mas ele foi chamado para aquele lugar ao qual, nem sempre gostava de esta ali, mas tinha que estar por certos motivos.

Demorou um pouco, mas como a graça de um pássaro, uma mulher entrou, usando uma roupa preta semelhante a um quimono, mas com seu obi mais alto e totalmente desajeitado, em cima de sua roupa, também de cor escura, um bijia, algo semelhante uma jaqueta. Seus cabelos em um coque totalmente desajeitado estava com um grampo de cabelo de uma flor bastante vermelha.

Aquela mulher andava de forma desajeitada, seus pés estavam descalços, pois, era visto pela fenda de sua roupa, ela andava com a cabeça erguida mesmo naquele estado. Essa mulher foi a quinta a entrar na sala, a terceira membro mais antiga naquela ordem. Sua forma era silenciosa, ninguém sabia seu nome, apenas o título: Marquesa de Alcanzar. Ela caminha na direção a cadeira da caridade.

Uma figura albina entrou na sala, esta era Sasha, diferente das outras duas mulheres, ela usava as roupas de uma pessoa nobre, facilmente poderia dizer que o tecido de suas roupas era de linho e seda, sua gamurra era de um tom ciano com detalhes em fios prateados, algumas partes daquele vestido eram detalhados em rosa, como o símbolo da família Eidel, grande parte dos seus cabelos estavam escondidos por uma rede de malha com pequenas pedras com apenas algumas mechas da frente.

De forma sorridente, ela cumprimenta os que já estão na sala com um sorriso, sendo recebida com sorriso ou um leve abaixar de cabeças como cumprimento. Ela foi em direção à cadeira da pureza.

Por fim, entra um último homem ali, seus cabelos vermelhos meio grisalhos pela idade, sua estatura ainda era alta para alguém de idade tão avançada para aquele mundo, suas roupas totalmente negras indicava luto eterno por alguém, com uma bengala, ele caminha de forma lenta até aquela mesa circular e foi em direção à cadeira da paciência.

Ao fazer um sinal para que os demais se sentem, ele logo se sentou e os viu com um sorriso nos olhos.

O homem ruivo velho retirou um pingente com o símbolo da Ecclesia e o colocou em cima da mesa em um objeto circular que brilho.

Aquele era o símbolo deles, aquilo era a “coroa” deles.

Cada um fez o mesmo, fazendo o objeto circular brilhar, revelando que eles eram os mesmos, sem nenhuma distinção, os legítimos heróis da virtude da igreja dos três santos.

O mais velho deles tomou a frente naquela reunião, pois, o papa não estava ali.

“Bem, já faz cinco anos desda ultima vez que nos reunimos todos aqui” o velho homem olhou ao redor da mesa, já que ficava mais no centro “Deveríamos começar do início para quem não estava mais aqui durante esses cinco anos”

Jonathan suspiro e deixou seus ombros relaxarem.

“O que de importante aconteceu depois da morte do imperador Klain II? Não é como se todos conseguimos seguir com o luto imperial”

Após a morte do imperador, a guerra santa estourou, em nenhum momento os cidadãos conseguiram ficar de luto pelo bom imperador, nem mesmo o atual foi coroado segundo as tradições.

O velho suspirou.

“Nos sabemos, Sir Liberalitas”

Jonathan sentiu um arrepio percorreu pelo seu corpo, fazia tempo que não ouvia aquilo, Sir Patientia continuou

“mas como a estrutura do império, devíamos ser os mais bem informados, estou certo Dame Caritas?”

A mulher parecia de alguma forma cabisbaixa, levou a manga em direção a boca e apenas respondeu com um balançar de cabeça.

Aquele bateu na mesa, era a criança de Ahren, este parecia bastante irritado.

“Não tem o que falar, mas terei que ouvir essa ladainha de novo? Não posso ir embora?”

O velho homem apenas suspiro com a atitude do menor, mas ele não poderia impedir aquilo, deixo ir dali

Aquilo tirou uma risada do desleixado Rusi, sabendo o quando mimado era aquele garoto era, mesmo que seja de uma forma estranha devido às crenças daquela igreja.

“Não ria dele, Sir Temperantia, ele só está aqui há menos tempo que o senhor”

O homem de cabelos ruivos era firme.

Uma certa tensão foi sentida no ar, eles iriam precisar aliviar, de alguma forma, já que as pedras que estavam no cinzeiro começaram a brilhar.

Sasha tossiu para chamar a atenção a si e logo diz:

“Sir Patientia, nos conte o que é de tamanha importância, já que estávamos no campo de batalha?”

O velho homem deu um sorriso satisfeito, como se algum neto dele houvesse feito uma pergunta certa e isso o animou.

“Bem, se fossemos começar destes dos últimos cinco anos…”

Sasha logo se arrependeu de iniciar aquela perguntar.

***

“Logo então foi decidido que o jovem imperador devia se casar com a segunda princesa de Aruin, o casamento e a coroação deles devem acontecer em…”

Eles haviam perdido horas naquilo, os três, Jonathan, Sasha e Hiraeth podiam sentir que já havia anoitecido depois de tudo aquilo.

Além disso, o velho ainda havia muita coisa para falar, quando foi interrompido por Rusi.

“Velhote Gali, não precisa dizer tudo hoje, certo? Em cinco anos aconteceu muita coisa”

Alguns suspiros de alívio foram ouvidos.

“Oh, é mesmo, devem estar cansados de sua longa viagem até aqui, podemos continuar na próxima reunião”

O velho homem pegou o vigente que parou de iluminar e se levantou, assobiando com uma certa felicidade ao sair dali.

“Sasha, da próxima vez, deixa as coisas quietas”

Jonathan avisa, retirando o pingente, de alguma forma, ele estava irritado, já que não poderia se reencontrar com sua família mais cedo, saiu da sala.

Rusi fez o mesmo, sendo seguido pela silenciosa Caritas.

Apenas Sasha e Hiraeth foram deixadas naquela sala, quando as duas se encararam, tiveram uma lembrança daquela noite e coraram.

Sasha rapidamente se levantou.

“Bem, preciso ir, o Sir Al deve esta me esperando para ir a minha casa”

Pegou a sua joia e saiu dali, com a orelhas vermelhas.

Hiraeth olhou ela sair com um sorriso de tamanha felicidade, não sabe exatamente os sentimentos e Sasha sobre tudo aquilo, mas parecem ser bem correspondidos.

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Atualizado até capítulo 39

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