Hiraeth havia ficado impressionada com a atitude tímida da garota, a conhecia a bastante tempo para saber, que entre elas, não havia coisas tão tímidas quando isso.
A mulher soltou uma risada, fazendo que a outra ficasse mais corada com àquela atitude, até mesmo um pouco irritada com aquilo.
“Hira!” exclamou Sasha bastante irritada, escondendo mais o rosto de vergonha
Hiraeth ria dela, seus olhos lagrimaram e sua barriga doía. Só parou quando Sasha deu com o leque na cabeça dela.
“Tudo bem, já parei com isso” falou quase sem folego
Sasha bufou, se virando para o lado contrario.
Sua pele era bastante branca, dada a palidez, sua pele parecia ter sido queimada pelo sol de tão vermelha que estava, mas era noite, então é claro que não foi queimada pelo sol.
Hiraeth se aproximou um pouco de Sasha e sussurrou.
“Ainda estaria disposta a uma dança?”
Sasha se virou surpresa. Ela com toda certeza apenas provocou Hiraeth com aquilo, mas não esperava que a morena estivesse falando serio. Ao abaixar o olhar, conseguiu ver a mão enluvada de Hiraeth, a chamando para dançar.
De alguma forma, ela se sentiu tímida, pelo menos agora.
Quando Sasha estendeu finalmente a mão, a música diminuia seu compasso, indicando que aquela dança havia acabado.
“Você demorou muito, agora a dança acabou” bufou Sasha, mas sua mão já estava sob a de Hiraeth
Hiraeth deu apenas um sorriso calmo e olhou para onde os músicos tocavam e lhe disse:
“Isso não é um baile, certo? Outras músicas tocaram com o decorrer da noite”
“Você já foi em um baile?”
“Não, nunca, nem mesmo sabia como me portar e digamos que o Jonathan não é o melhor dos professores” respondeu constrangida
Sasha deu uma risada leve.
Não demorou muito para que outra música começasse a tocar.
“Parece que esta na hora” sussurrou Hiraeth
Com um leve puxão pela mão, ela levou Sasha até o centro do salão, ali havia outras pessoas também, porem o nervosismo parecia lhe mostrar que havia apenas elas duas.
“Sabe dançar valsa?”
Hiraeth olhou de canto com desconforto.
“Não deve ser mais difícil que manusear uma espada” ela respondeu
Sasha a olhou incrédula, logo deu uma risada profunda com gosto.
Hiraeth estava confusa, de alguma forma, desajeitada com a atitude da mulher mais baixa.
“Porque esta rindo?”
Sua pergunta foi tremula, mas recebeu um sorriso, de certa forma, debochado dela.
Hiraeth sabia que, pelo menos algumas vezes, Sasha havia participado de alguns bailes de gala, mas parecia esta caçoando de Hiraeth.
“Melhor começamos, deve ser estranho ficar parada no meio do salão”
A música havia começado, mas as duas estavam distraídas demais conversando.
Alguns murmúrios foram ouvidos no salão, então, não havia outro jeito além de dançar aquela valsa.
Como algum jeito desajeitado, até mesmo nervoso, Hiraeth colocou uma das mãos na cintura fina de Sasha e com a outra segurou a mão dela, entrelaçando uma na outra.
De alguma forma, a que estava sendo o par masculino, Hiraeth, não sabia por onde exatamente começar, mas o sorriso sincero de Sasha, a dizia apenas para seguir seus passo.
Aqueles passos eram suaves como penas, mesmo em um vestido esvoaçante como aquele.
Hiraeth era boa em seguir passos, bem, no campo de batalha, mesmo que estranhamente, esse mesmo campo havia mudado e quem estava dominando ele agora não era ele e sim Sasha.
A cada jeito estranho de se mover, Hiraeth tentava a acompanhar e não pisar em seu pé.
Aquela cavaleira não entendia, de forma alguma, como algo que parecia tão fácil, estava sendo mais difícil que qualquer batalha. Seu rosto estava rígido em comparação ao de Sasha.
O rosto daquela albina estava relaxado, parecia com a aparência de algum ser celestial que dançava com as notas daqueles instrumentos de nobres.
Os traços finos e delicados, não feitos para uma guerra, mesmo que isso tenha acontecido, sorriam com forme a música tocava. Muitas das vezes, os olhares se trocavam, de alguma forma, ficavam tímidos, mesmo depois que se desalinhavam.
As mãos que se tocavam, deixam uma sensação quente, mesmo existindo luvas para impedir o toque direto de pele a pele.
Quando a música parou e as duas fizeram a reverência de finalização, um certo silencioso se fez na mente delas, mesmo que seu redor estava barulhento.
…
As duas estavam em um dos quartos de descanso, depois daquela dança, dançaram mais três vezes, mas eram danças tão animadas, eles chamavam de quadrille, eram bem agitas, dificilmente as férias no mundo nobre.
“Nunca pensei que veria algo assim entre os nobres”
Hiraeth ofegava com aquela dança que mais parecia ser alguma cópia de uma dança da plebe.
Sasha riu e se virou pra ela.
“Você dança muito mau”
Elogiou a forma que Hiraeth de forma sarcástica.
Hiraeth levantou a sobrancelha, continuando com aquela provocação.
“Oh, mas não parece que odiou dançar comigo” a encarou nos olhos
Aqueles olhos amendoados pareciam esta mais brilhantes que nunca encarando o negro profundo de Sasha.
A albina até tenta desviar, virando o rosto para o esconder, mas as mãos, agora desnudas, de Hiraeth tocar o rosto límpido de Sasha de forma delicada e voltando o olhar dela para os de Hiraeth.
Seu rosto era visivelmente mais vermelho que as poltronas daquela sala privativa, devido a sua palidez natural, seus lábios se tocaram com pressa, como se esperassem apenas uma oportunidade como aquela para se desejarem completamente.
Hiraeth acaba jogando seu peso sob Sasha, que era, 13 centímetros menor que ela.
Sasha entrelaçou os braços ao redor do pescoço para que ficassem mais próximas, seus corpos pareciam arder, entrar em combustão quando mais profundo suas línguas dançavam.
As mãos de Hiraeth desciam sob a pele de Sasha, se desfazendo daquele vestido ciano que a albina usava. Depois de suas mãos descendo, a sua boca desciam em beijos molhados sob o pescoço branco de Sasha.
Sasha temia que aquele singelo prazer carnal fosse ouvido por quem passasse, escondendo seus gemidos com um dos braços, principalmente quando Hiraeth chegou em seu busto quase exposto pelo vestido semi tirado dela.
“H-hira é m-melhor…” tentou pará-la
Hiraeth apenas sorriu e colocou seu rosto entre os seios fardos de Sasha como um bebê pedindo leite materno.
“Por quê? Não gosta que lhe toque assim?”
Quando Sasha recebeu essa pergunta, sentiu algo deslizar por dentro de sua roupa, aquele toque era excitante quando tocava em sua pele da coxa nua. Ela engole aquele gemido para não ser ouvido.
“Se alguém escutar?” diz quase se folego
Hiraeth deu outro sorriso travesso deslizando sua mão pela coxa dela até o meio das pernas.
“Há muito barulho, ninguem ouviria” respondeu “Além disso…”
“Ahh…”
Sasha sentiu um par de dedo tocar a entrada de seu canal de forma surpresa, ela não conseguiu segurar o gemido daquela vez.
“Não ia mudar nada para você sobre aquelas regras” avisou “É só ninguem descobrir”
Esconder, principalmente, era bastante facil.
Sasha sabia que poderia ceder aos desejos de ficar com Hiraeth naquele momento, mesmo que seja só momentâneo.
Não insistindo mais e nem negando aquele toque tão singelo.
Parecia tão recíproco que cada peça de roupa a menos tornava o calor de seus corpos mais quente que antes.
Não importava o quando despidas, mesmo que pouco, elas estavam. Um pequeno toque parecia ferver elas mais ainda.
Parecia impossível separar seus corpos imbuídos em desejo um pela outra, os leve gemidos que se ouvia parecia ser tão amorosos, que não eram ouvidos no salão de baile.
Não tinha pressa, a noite era longa, mesmo que a volta de carruagem sejam para lugares diferentes.
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Atualizado até capítulo 39
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