11 - Baile no palacio de Sarha (1)

O palácio de Sarha era um dos lugares mais importante do império, dizem ter sido fundado muito antes do império e ter pertencido a alguma fada que veio a terra.

Sarha, na antiga língua imperial, significa: Fada do Jardim, e aquele palácio era famoso por seus jardins que beiram o magnífico.

Teniris ouvia essas historias quando morava em Aruin, mas visualizar de tão perto era outra coisa, principalmente aquele que ficava em frente ao seu novo quarto.

Após o encontro com aquele garoto, ele a levou de volta para o palácio e pediu para que esperasse onde ele a deixou, em seguida, apareceu os serviçais delas e alguns do palácio, eles estavam eufóricos com alguma coisa e Teniris foi levada para algum lugar que ela não conhecia.

Assim, agora ela estava naquele novo quarto, um belo jardim com várias flores, não que ela fosse muito conhecedora delas, mas aquela visão era de tirar o folego, principalmente naquela noite.

As luzes que eram iluminadas pelos lustres que iam em direção ao salão principal do palácio, onde acontecia o baile para homenagear os heróis de guerra.

Teniris não entendia muito da etiqueta daquele país, e nem suas vestimentas tão estranhas, como se tivessem regras bastantes restritas para cada gênero naquele país, algo bastante diferente em Aruin.

Era estranho estar restringida àquelas roupas, mas a imperatriz viuva permitiu utilizar as roupas que trouxe até se adaptar aquela cultura.

“Você ainda não pertence a esse país” foram as palavras da imperatriz a moça

Permitindo também usar o vermelho-escuro da casa Argyris, pois, naquele país, mulheres só usam a cor da casa de seu marido após o casamento.

Seu vestido era considerado curto para a corte daquele país, mesmo que só seus pês apareçam, um vestido com cauda longa e de cintura alta com a cor vermelho-escuro, da casa Argyris.

Teniris se encontrava na varanda daquele quarto, descansando o braço na beirada e vendo aquele belo jardim, não sabia dizer o quando tempo o seu mundo iria ficar em tamanha calmaria como estava naquele momento.

Sua irmã mais velha lhe avisou sobre o quando era um país governando com um sistema rotativo de famílias imperiais, mesmo que sua irmã, a herdeira do país, não desejasse que Teniris fosse para lá, não havia como negar as ordens da rainha.

Teniris suspiro e diz algo:

“Seja quem estivesse aí, revele-se, eu disse que queria ficar sozinha”

Sua voz soava com dureza e séria, como foi ensinada a agir em uma corte.

“Desculpe, não queria tirar a tranquilidade de minha cunhada”

Alguém de voz mansa e baixa falou, se revelando na frente.

Os longos cabelos que desciam cascadas brancas em uma nevasca, uma pele tão pálida que poderia ser confundida com as fadas do inverno de Lavinium, a famosa gamurra do império de Enya em um tom roxo claro, ela usava uma tiara com pedras laranjas feita de prata, seus olhos em um tom de verde-claro, quase brancos, eram caídos, seus traços eram finos como porcelana.

Aquela era a princesa do império, a única princesa que abdicou seu direto ao trono, ou era o que dizem.

“Alteza Elizanelle…”

A princesa se curvo de leve e olhou para Teniris com olhos que pareciam vazios.

“Tenho algo para dizer a cunhada”

“Diga então, você sempre pode vir me falar algo sem se esconder princesa”

Assentiu Elizanelle, se sentando no banco que estava ao lado para o jardim, mas logo se distraio ao vazio.

“Ouvi que a cunhada não conhece os costume de nosso povo, minha mãe falou que devia lhe ensinar, mas…”

Aquela mesma princesa ficou calada, como se tivesse havendo algo dentro de sua mente estranha. Teniris ficou nervosa, encarando ela com olhos sérios.

“Eu vejo um mar de lírio-de-fogo cercando todos os lugares, a vejo carregando crisântemos e vestido uma roupa negra, além do cálice que derrubava o seu delicioso suco nas demais raposas reais”

Suas palavras não faziam sentindo algum, Teniris não entendia absolutamente nada sobre o que aquela princesa estava dizendo.

Nem tempo ela tinha para dizer alguma coisa, alguém bateu na porta e Elizanelle se levantou sem dizer mais nenhuma palavra, saiu pela mesma porta que entrou.

A dama real que apareceu ficou confusa, até mesmo abismada com a presença da princesa imperial.

“Vossa Alteza, sua presença no salão de baile”

Teniris deu uma risada baixa, ela poderia querer adiar isso mais do que já estava sendo adiado, mas estava na hora de encarar todos naquele salão.

***

Havia beleza naquele salão de baile, era famoso pelo jardim de cristais que eram cultivados a gerações pela família imperial de Caelum. Os nobres sempre desejavam levar, nem que seja um pedaço daquele salão de baile, mas sabiam que isso seria como um crime imperial.

Havia flores que brilhavam no teto, eram como substitutos para os lustres de outros salões de baile. O banquete ficava ao lado do salão com uma grande fartura de comida preparada pelos chefes do palácio.

Naquele salão, não havia apenas as vinte e sete famílias aristocráticas do país, também tinha os enviados dos países vizinhos e principalmente de Aruin, devido ao anúncio do casamento imperial.

Por mais que havia demorado enquanto estava no salão das virtudes, a carruagem da família de Eidel junto de Alphonse, o próximo herdeiro do baronato.

“Você demorou demais, foi aquele velho cheio de paciência de novo?”

Sasha deu uma risada, aquilo serviu de resposta para o irmão que suspirou pesado e se encostou na cadeira confortável da carruagem que andava em direção ao palácio.

“Parece que foi há cinco anos que isso tudo aconteceu, tive um déjà vu”

Sasha ouvia as reclamações dos irmãos olhando pela janela da carruagem.

“Irmão, como andam os pais?”

A carruagem ficou silenciosa por dentro, não importava o barulho da roda do lado de fora, tudo era silencioso la dentro.

Alphonse suspiro.

“A mãe continua de luto pela morte do pai”

Alphonse olhou de canto, tentando desviar o par de olhos negros dela.

Sasha amassou o vestido com as mãos a fim de não chorar.

O antigo lorde havia morrido há três anos, ela recebeu a notícia ainda no campo de batalha, ficou arrasada com a morte do bom homem.

A guerra matar e traz mortes, tristeza e saudades aos que ficam.

Sasha não teve tempo de seguir em direção à casa dos barões na capital, não conseguindo ver a sua mãe adotiva ainda. Ela queria trazer conforto e consolo àquela que lhe deu tanto carinho.

De repente a carruagem parou, indicando que os dois haviam chegado em seu destino.

O cocheiro abriu a carruagem e Alphonse desceu primeiro, estendendo a mão em direção a Sasha.

Como educada, ela aceitou a ajuda do irmão mais velho para descer aquela carruagem e pisou no tapete vermelho que ia em direção à entrada do salão das flores de cristais.

Sasha agarrou o braço de Alphonse e com isso tremia, de fato, nunca havia participado de um baile tão grande assim, apenas aqueles que os barões haviam feito, sendo que, em sua maioria, ela estava em Ecclesia.

Alphonse tocou no ombro dela, tentando acalmar a irmã mais nova tremula.

“Lembre-se, isso foi feito pra você e tudo que fez por eles”

“Por isso estou nervosa” resmungou

Alphonse sorriu de forma leve para tentar a acalmar e os dois caminharam em direção ao portão.

Não precisavam entregar um convide, a família de barões Eidel era famosa, a filha mais velha era uma heroína de Guerra.

Quando o anunciante os viu, não tomo esforços em seu anúncio dizendo as palavras:

“O Herdeiro do Baronato de Eidel do Leste, Alphonse Koen Eidel, acompanhado da jovem senhorita da casa Eidel, Sasha Odette Eidel, Heroína da Guerra Santa e Dame Puritas, se fazem presentes no salão do baile Imperial”

Assim, para Sasha, aquele fatídico baile havia começado.

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Atualizado até capítulo 39

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