Existem coisas que temos que cumprir conforme a sociedade que estamos inseridos. Hiraeth era uma órfã desde que se lembre, acolhida pela igreja das ruas da capital
Sendo assim, ela era conhecida como uma vadia das ruas como os demais órfãos que estavam ali.
Bem, foi assim que ela pensou até que alguém lhe estendeu a mão e levou para treinar um certo tipo de dom que era algo raro.
Parecia que todos estavam cada vez mais surpresos com aquela órfã que nada era, mas poderia se tornar algo muito grande para eles.
Alguns descartaram a possibilidade de ser uma bastarda de alguém, seria complicado procurar, eles não tinham tempo perto de uma guerra eminente nas suas fronteiras.
Do nada surgindo, surgindo com tudo que ela conquistou, mesmo sendo uma mulher.
Hiraeth sabia como aquela sociedade era exigente com as mulher, observou pessoas como Sasha bastante de perto, mas devido suas habilidades, ela e algumas outras mulheres, forma desconsideradas como parte do gênero feminino.
Assim como Hiraeth, apenas mulheres órfãs e com um certo nível de Donum eram escolhidas para forma aquele esquadrão, eram exatas cinco pessoa.
Atualmente três pessoas.
Por sobreviverem a todo tipo de tragédia, eram nomeadas: As Três Baronetes de Erika.
Hiraeth não poderia recusar aquilo, de forma estranha, foi lhe aconselhado aceitar aquilo, por mais que aquilo lhe trazia grande repulsa.
Houve toda aquela cerimonia, toda aquela festa, foi uns dias após toda aquela festa de recepção no palácio no início do mês.
Hiraeth apenas queria se esconder ou apenas fazer algum treinamento, nada que tenha a ver com coisas de nobres, aquele titulo fantasma lhe trazia muitas complicações.
“Dame Hiraeth”
Alguém sempre a chama, parecia que ter uma casa eram uma desvantagem para si.
“Diga, se não for de suma importância, nem diga”
“É uma mensagem do palácio, a princesa imperial”
Hiraeth suspiro, arrumando as próprias roupas
“Aquela princesa não é alguém necessariamente insistente, por que ela continua me solicitando?”
“Veja por si mesmo, Dame” falou o mordomo
Dizer era algo fácil, aquela princesa era alguém tão misterioso quando o próprio tio, o Papa Cedric. Assim como ele, alguém que negou seu título como herdeira, ou era assim que o rumor ficou.
Não passou muito tempo nos círculos nobres nessas ultimas duas semanas, mas sempre esteve correndo rumores e fofocas sobre a princesa imperial.
No dia do baile, ela chegou a andar pelo jardim e acabou encontrado a figura silenciosa daquela princesa.
Usava as roupas bordadas com fios laranjados, mas usava branco, seus cabelos estavam soltos, algo incomum para uma mulher nobres e principalmente uma princesa como ela. Estava, de alguma forma, desajeitada, completamente diferente de uma figura de uma princesa que Hiraeth ouvia falar.
Seus olhos estavam fixados no céu, era silenciosa, mas ela parecia algum tipo de fada ou espirito naquele momento, qualquer um poderia perceber isso naquela hora.
Qualquer um poderia ficar fissurado na figura indefesa da princesa
Hiraeth se sentiu indiferente a figura daquela princesa.
De repente, os olhos da princesa se voltaram para Hiraeth, de alguma forma, aqueles olhos quase brancos, um tanto incomuns, a deixava com arrepios por toda a pele.
“Então, esta gostando do baile, Dame?”
Sua voz era como um canto de uma harpa melancólica.
Hiraeth tossiu antes de prosseguir com a própria fala.
“Boa noite, vossa alteza imperial, princesa imperial, o baile este ótimo”
Elizanelle deu uma risada de leve, já que viu as roupas dela um pouco bagunças.
“Vejo que se diverte de uma forma interessante, Dame”
Hiraeth deu um sobressalto e deu uma leve corada. “Não faço a mínima ideia do que esta falando princesa imperial”
Elizanelle voltou o seu olhar para o céu, nem disse mais nada.
‘Ouvir falar que a princesa era louca, mas ela parece em um bom estado’ pensou Hiraeth
“Você também me acha uma louca, Dame?” perguntou sem desviar o olhar do céu
Hiraeth parecia um pouco surpresa no início, era como se soubesse o que ela estava pensando, mas a princesa deve saber os próprios rumores.
“Eu apenas ouvir coisas por aí, vossa alteza imperial, nada mais”
A boca de Elizanelle, por um momento, hesitou em falar, mas seguiu dizendo:
“Eu vejo um mundo onde você esta voltando para casa, mas esse não é um mundo que eu conheça agora”
Hiraeth ouvia aquelas palavras com certa estranheza, como se fosse um enigma.
“Eu vejo um canto de um antigo amor. Eu vejo o sacrifício de um homem. Eu vejo um retrato de traições e a posição final de um irmão. Eu vejo você a beira da morte. Eu vejo você dando seu ultimo suspiro”
Hiraeth sentiu um arrepio quando Elizanelle apontou para ela.
“Vejo que você volta para casa, mas… não é você mesmo”
Aquilo causou um grande confusão na mente de Hiraeth
“O que você quer dizer com isso, vossa alteza imperial?”
…
Hiraeth suspiro.
A princesa não lhe respondeu mais nada, era como se ela tivesse entrado em algum tipo de transe, e apenas saiu caminhando na direção oposta de Hiraeth.
“Envie uma carta que estarei fazendo outra coisa” ordenou
“Vossa senhoria, não tem nada para fazer agora”
“Arranje, melhor, diga que fui orar”
O mordomo se curvou e saiu do quarto dela.
Orar era um boa desculpa, já que este país era bastante religioso, qualquer coisa poderia ser adiada se você fosse rezar.
Com pouca ajuda, ao qual ela insistiu em recusar, mas eles ainda insistiram, conseguir se arrumar para poder a Ecclesia.
Sua roupa era um pouco diferente, já que ela andava a cavalo até la, aquilo eles não conseguira a convencer a trocar.
Enquanto andava a cavalo até a Ecclesia, Hiraeth lembrou de algumas coisas sobre aquela veste, principalmente por causa de Sasha.
De alguma forma, ela sempre ficava com manchas e inchaços pelo corpo quando tocava no tecido e sempre escondiam essa fato devido ao seu título.
“Vai ficar tudo bem” era algo que Sasha sempre dizia quando as duas se escondiam das vigílias da igreja.
Algumas ela tinha febre e tinha que voltar para casa de seus pais adotivos, Hiraeth sempre sentia saudades dela, quando isso acontecia.
E bem, depois de quase cinco anos juntas devido à guerra, as ultimas duas semanas sem vê-la foi um pouco sufocante.
…
Existem alguns lugares que era para rezar pelos cavaleiros que morreram em combate, finalmente Hiraeth conseguiu arranjar um tempo para poder acender pelo menos uma vela para aquelas almas que foram perdidas.
Quando entrou naquele salão, que estava bem vazio desta vez, ouviu rumores dos poucos empregados de sua casa, que muitas pessoas estavam vindo para rezar pelos que partiram pela guerra.
Velas estavam acessar, muitas vezes pela metade, outras acabadas e outras que foram recém acessar.
Havia a figura de apenas uma mulher rezando de forma silenciosa após acender uma vela.
Quando Hiraeth se aproximou e viu o rosto da dita mulher, seu rosto se iluminou, principalmente quando aquela mesma mulher abriu os olhos de forma surpresa:
“Sasha”
“Hira”
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 39
Comments