As leis da escola são muito rigorosas com esse tipo de agressão, como foi meu caso, mas ela me provocou, e também vai ser suspensa. Eu já estava desconfiada disso, eu vou investigar essa história agora que estou suspensa, vou seguir meu pai aonde quer que ele vá. Vou dar um jeito nisso. Tenho um amigo que vai me ajudar. Ele se chama Drives. Preciso tirar essa história a limpo se não, eu não vou ter paz, sou muito brava e nem converso com ele. Porque ele me deixou três dias de castigo. Minha relação com ele não é das boas. Eu saio às escondidas, eu e meu amigo começamos a seguir meu pai, aonde ele ia, eu ia atrás, virei uma detetive. Queria saber o que meu pai fazia depois do trabalho. E de fato eu estava certa sobre as minhas suspeitas, meu pai se encontrava às escondidas com a minha professora. Fiquei chocada com a cena, me decepcionei com ele, que eu tinha como um exemplo de pai e pessoa. E
E toda aquela admiração que eu tinha por ele, foi por água abaixo, eu vendo o meu pai beijando aquela mulher, senti um nojo dele que nem podia olhar para cara dele. E pior minha mãe confiava nele cegamente, e como eu ia contar para ela esse segredo, ela não sabia fazer nada na vida, dependia do meu pai para tudo, seria o fim da minha mãe sendo que ela tinha problemas de depressão e do coração, o meu Deus eu poderia matar ela de desgosto se eu soltasse essa bomba. E como ia ficar a minha consciência? Nunca poderia imaginar passar por isso, o meu futuro de minha mãe nas minhas mãos, um segredo que poderia acabar com a vida da minha mãe e, eu nunca mais ia-me perdoar por isso. E além do mais minha mãe amava o meu pai e confiava nele e tinha uma admiração por ele quase cega. Assim como eu tinha por ele, um herói, um exemplo de pai, marido e um cidadão acima de qualquer suspeita, e, na verdade era um adúltero. Como estava difícil para eu conviver e saber esse segredo, o meu amigo também sabia, eu o fiz jurar de que ele nunca ia contar aquele segredo cabeludo, se minha mãe tivesse que saber ia descobrir sozinha e não ia sair da minha boca, só não sei como seria conviver com ele, como fingir que estava tudo bem, ele ia desconfiar de alguma coisa eu odiava fingir, mas para saúde de minha mãe eu precisava manter aquele segredo, a qualquer custo, toda vez que eu olhava para cara do meu pai sentia nojo e ódio à maneira fria como ele tratava a minha mãe. Como se não tivesse acontecido nada? Nossa, como pode ser assim tão falso. E pior era meu pai, a pessoa que eu mais amava nesse mundo, e agora ter que conviver com ele dia após dia e fingir que ele era um santo, e sabe Deus se ele não escondia coisas mais cabeludas, por exemplo, aí seria o fim, e se ele fosse um gângster líder de uma organização criminosa. Eu era muito jovem e não sabia quase nada da vida, e carregar o fardo pesado, e aquele segredo cabeludo. E pior, no colégio todos sabiam. Meu medo que a minha mãe pudesse descobrir dessa forma como eu descobri através daquela mexerica que eu quebrei o nariz dela, a que ponto cheguei para defender o meu pai das acusações de adultério. Em que todos sabiam menos eu. E isso foi doloroso porque você briga pela pessoa amada e descobre que ela é uma safada desculpe dizer isso doutor, mas é assim que estou me sentindo nesse momento, à decepção foi grande, agora se explica esse meu medo de ser traída, tem fundamentos e carrego até hoje essa marca. Os dias passavam e eu com aquela angústia de não saber o que fazer sobre aquele segredo. Com raiva e decepção do meu pai. E o meu medo que minha mãe soubesse da pior forma, ela poderia morrer de desgosto. Eu saia toda vez que meu pai chegava em casa, não suportava olhar para cara dele, agindo como se nada tivesse acontecido, e pobre da minha mãe que acreditava que ele fosse o melhor homem do mundo quando, na verdade era um canalha, quem sou eu para julgar, mas eu achava errado o que o meu pai fazia com a minha mãe, não tinha sentido, ela era boa dona de casa fiel a ele e amava acima de tudo, cuidava do bem estar dele e de mim, e mais, era linda. É claro que sou suspeita de falar da beleza da minha mãe, mas vendo nos padrões de beleza naquela época ela era linda mesmo. Muito mais do que aquela professora, e voltar para escola o meu Deus era uma tortura, como olhar para aquela falsa que se julgava a rainha dos princípios éticos e bons costumes, era solteira encruada e estava saindo com um homem casado que era meu pai. Há um nojo que peguei dela também, aliás eu vivia um inferno astral, odiava todo mundo. Os meus colegas de aula e os vizinhos parece que todos sabiam pelo jeito que olhavam para mim e para minha mãe. Eu precisava ser forte e aguentar aquela pressão que caiu nas minhas costas. Era grande a responsabilidade de manter aquele segredo. A minha vida estava um verdadeiro caos, sem poder contar para ninguém, era muita coisa pra a minha idade ter que suportar aquele fardo pesado que eu carregava, sem contar os sonhos que eu tinha à noite. Na verdade, eram pesadelos, eu sonhava que minha mãe flagrava o meu pai nos braços daquela piranha maldita, que raiva que eu tinha dela.
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Atualizado até capítulo 35
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