No momento em que Laura relatava o que se passava com ela quando criança, lágrimas desciam dos seus olhos, uma sensação magnífica de se sentir como criança.
— O que mais você está vendo?
— A minha vida tem dividido momentos felizes e tensos também, não só alegria, e sim desespero e pânico!
— Como assim? O que aconteceu?
— Meu pai, embora sendo um homem trabalhador, mas quando bebia transformava a nossa vida num verdadeiro inferno. Batia em meus irmãos, e na minha mãe, tínhamos que sair de casa e dormir na casa de estranho, muitas vezes ele batia na minha mãe que quase matava, e nós ainda criança vendo aquele filme de terror, ficávamos em Pânico sem saber o que fazer, meus irmãos tentavam tirar ele de cima da nossa mãe, e ele batia em nós que quase matava! Na medida que Laura relatava seus dramas de sua infância sofrida, ela em transe se retorcia emocionada gritando por socorro para que surgisse algum vizinho pra salvar ela, e sua mãe, seus irmãos das garras do pai alcoólatra e violento. Então Lauro acordou do transe.
— Como você está se sentindo?
— Estou um pouco assustada com as cenas que eu presenciei, estou exausta.
— É normal, como eu havia te alertado de que passaria por diversos momentos bons, e ruins. Está disposta a ir até o fim?
— Estou sim, estou ciente do que pode acontecer!
— Vamos voltar três anos antes em 2001 como você está?
— Estou feliz com meus irmãos e meus amiguinhos eu sou a chefe do grupo e decido quem brinca com quem, minha mãe e meu pai estão trabalhando, eu sou responsável em casa sou muito brava às vezes, mas minha vida continua daquele mesmo jeito com meu pai sendo violento gritando com minha mãe, chamando ela de tudo que é palavrão, não aguento mais ver minha mãe sofrer nas mãos dele, nossa vida é um verdadeiro inferno. Às únicas vezes que sou feliz é quando estou brincando. Eu tenho uma amiga que faz tudo que eu mando, e meus irmãos também, eles são magrinhos eu também sou, tem muitas casas em volta da nossa casa, e jardins com flores e um gramado para a gente brincar, nossa como me sinto bem nessas poucas horas quando meu pai não bebe.
— Vamos voltar mais dez anos atrás, em 1991 se concentre e diga o que está acontecendo. — Desta vez Laura ultrapassou a fronteira da vida e a morte, para o nascimento.
— Eu estou uma mulher velha cansada com 87 anos de idade, sinto que não vou durar muito tempo, meus cabelos estão caindo, estou com problemas de saúde, e triste porque meus netos não vem me visitar, meus filhos estão todos casados, e já é noite, e está chovendo muito, sinto frio estou com uma dor insuportável na coluna, ninguém está por perto para me ajudar a levantar da cama, tenho dificuldades para caminhar e fazer os serviços domésticos, eu moro sozinha no do interior de um estado que é na serra gaúcha perto de Caxias do Sul RS.
— E o que mais você está vendo?
— No lugar onde moro tem bastante mata verde, e muito parreiral de uvas, nessa época eu era dona de uma fazenda com muitas cabeças de gado pastando em volta da minha casa, estou vendo um cachorro lindo deitado na área de serviço, ele está com um olhar triste, é branco com manchas pretas em volta dos olhos, fica o dia inteiro dormindo, Eu gosto dele. Tenho dois gatos, um é branco, e o outro cinza. Tenho uma horta grande onde eu cultivo alface, cenoura, e feijão, também estou vendo um lindo Jardim em frente à minha casa, uma grama bem cuidada, o lugar onde eu moro é um verdadeiro paraíso pelas belezas em volta. Planto todos os tipos de flores. O lugar é lindo. — O psiquiatra Lauro percebeu o sorriso no rosto de Laura. Agora ele percebeu que ela estava presenciando belas paisagens.
— O que mais você está vendo?
— O lugar onde estou vivendo e curtindo a minha velhice tem uma área onde fico sentada numa cadeira de balanço feita de palha feita por um artesão que mora nas redondezas. Estou curtindo as maravilhas da natureza observando as montanhas em volta, gosto do lugar onde eu moro. Sou viúva, perdi meu marido, há mais de dez anos, sinto falta dele, ele era um bom marido me amava, eu não consigo esquecer dele, porque éramos felizes, seguidamente fico olhando as fotos de noivado e de casamento, num porta retrato. Como é de costume no interior conversar com a vizinha que mora do meu lado, que vem sempre me ver e tomar um café comigo, e um bom chimarrão, ela conversa muito comigo. É amiga de verdade, as cenas que estou vendo agora uma aliança de casamento na minha mão. E pequena fazenda que sou dona, estou vendo muitas cabeças de gado em volta, e cavalos de raça, olhando bem tudo que eu tenho sou uma mulher rica, mas infeliz por viver sozinha, era acostumada viver com gente à minha volta. Do meu casamento tive duas filhas mulheres, e dois filhos homens, todos casados, ainda não vi o rosto deles, doutor?
— Calma, você vai saber quem são eles, agora você pode voltar um pouco até os anos de agora, eu vou contar de um até nove. Um... Dois...Três... Quatro... Cinco… Seis... Sete... Oito... Nove. Pode acordar!
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Atualizado até capítulo 35
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