CAPÍTULO 8

Laura acordou cansada e confusa como se estivesse acordada de um sonho. Estava radiante com as cenas que tinha visto, e mais leve de outras vezes e queria sentir mais essa sensação de liberdade. Aos poucos ela foi entendendo o significado de regressar a outras vidas, mas sentia um vazio no peito, uma espécie de melancolia, um abismo, ou um vazio mal preenchido, e precisava voltar e terminar sua visita ao seu antepassado e saber quem ela foi em outras vidas.

— E então como está se sentindo, senhorita?

— Bem mais leve, mas sinto um vazio na minha alma, faltam peças para encaixar esse quebra cabeça, as coisas não estão claras para mim. Será que era eu mesma ou eu estava vendo alguém que eu conheça?

— Tudo é possível, senhorita talvez seja você mesma ou alguém que marcou a sua vida, esse processo é demorado, você precisa voltar em muitas vidas, a gente não vive só duas ou três vidas e sim mil vidas!

— Como assim mil vidas, doutor?

— Se levarmos em conta da religião espírita as pessoas antes de se reencarnar, ela precisa passar por uma clínica de recuperação espiritual, até ela se tornar uma pessoa melhor do que era em outras vidas. Se eu levar em conta em dados de pesquisas de outros trabalhos de psiquiatras mais experiente no caso de um psiquiatra americano que teve experiências mais bem sucedidas, até escreveu vários livros baseado em fatos e estudos científico, ele afirma que as pessoas vive muitas vidas e cada vida que ela vive é um País diferente, numa vida ela pode ser de um continente diferente do outro, ou seja, numa vida ela pode ser de um continente norte americano, e outro sul americano, até mesmo europeu, africano, e até asiático, e até num País árabe. Se eu levar em conta nos estudos bíblicos, a pessoa vive até mil gerações ou até quatro gerações!

— Eu gostaria muito de saber se caso um dia fui americana?

— Porque acha que pode ter sido uma americana?

— Tenho um amigo que me comentou que eu possa ter uma tendência de ser americana pelos meus olhos, meu cabelo, e minha pele!

— Seu amigo acredita em vidas passadas?

— Sim, ele acredita e gostaria muito de fazer uma experiência, ele sente a mesma necessidade que eu!

— Então diz para ele vir aqui também!

— Sim vou dizer, e ele com certeza vai gostar!

— Você está disposta a voltar mais um pouco?

— Sim, estou!

— Então deite-se novamente, e eu vou fazer o mesmo ritual da hipnose, se sentir algo que possa te prejudicar eu vou te acordar!

— Como assim sentir-me prejudicada doutor?

— Fazer regressões as vidas passadas não é só viajar em lindos sonhos e belezas e alegria, há muitas coisas ruins que o ser humano passa em outras vidas, doenças, tristezas, mortes, e assim vai!

— Estou sim, dá um pouco de medo, mas não vou desistir agora do medo e que me dá mais prazer, risos!

— Então vamos lá vou contar de um a nove. No mesmo ritual, Lauro contou lentamente de um até Nove.

— Vamos lá voltar em 1960. O que você está vendo nessa época?

— Época difícil, eu estou com 56 anos de idade, estou morando no mesmo lugar no interior do Rio Grande do Sul. Época de ditadura fase difícil na política,

Em fase de transição, na época não tinha TV. E nós ouvíamos as notícias de tudo que estava acontecendo pelas rádios. Nessa época meu pai ainda era vivo, escutava aqueles rádio grande, a tardinha ele adorava ouvir uma rádio paulista com programa sertaneja com Tonico & Tinoco. E minha mãe também gostava de ouvir as músicas que meu pai ouvia, já eram bem velhinhos, meu pai fala muito de política, e Brizola é o político que meu pai gosta, assim como meus irmãos que querem ser político inspirando nele, e é muito comentado, naqueles dias ele fugiu do País e foi para o Uruguai pedir asilo. Estou vendo muitos protestos nas ruas por causa da ditadura, mesmo assim era uma época boa, não havia divórcio, completamente diferente. Eu tenho um irmão muito inteligente, é um político respeitado da região, é deputado estadual, ele fala muito de política, e fanático pelo Leonel Brizola, e Jânio quadros, explica muitas coisas para nós sobre os governantes da época. Estou me vendo em volta de um fogão a lenha, e faz muito frio na serra gaúcha. Se fala muito na rádio, que é toque de recolher ninguém fica na rua depois das dez horas da noite, tem policiais em todos os cantos da cidade!

— E o que mais você está vendo, senhora Laura?

— Estou conversando com meu irmão, ele fala muito, não para de falar, estamos na janela olhando a neve cair aqui na região serrana está muito frio, estou me congelando preciso entrar. A família está reunida preocupada com o que está acontecendo nas grandes cidades, Porto Alegre, Rio De janeiro, e São Paulo, protestos contra o governo, muita gente indo presa políticos presos pela ditadura, muita gente ferida doutor. É só isso que eu ouço nas rádios, eu estou preocupada com meus filhos estudando na capital, minhas filhas estão em casa, meus filhos homens na capital, eles são protestantes contra o atual governo, estou angustiada e preocupada com o que possa acontecer com eles!

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