Por Miguel/Pedro
_ senhor chegamos!
_ senhor está me ouvindo? O homem chama a minha atenção novamente me tirando dos pensamentos onde estava profundamente mergulhado.
_ esse é o endereço que me foi passado! O motorista do táxi que me trouxe até aqui questiona enquanto encara os portões da fazenda ainda fechados.
_ ah! Desculpe a distração,acabei cochilando e não vi que chegamos, é aqui mesmo,logo alguém virá nos atender.
Dessa vez eu não quis arriscar vir dirigindo,estou cansado e o vôo até a cidade mais próxima foi entediante e cansativo ,mesmo que o pequeno avião alugado fosse até digamos confortável,eu não consegui relaxar e nem cochilar um minuto sequer, também não pedi que um funcionário da fazenda fosse me buscar ,estou chegando de surpresa para conferir como andam as coisas por aqui na minha ausência,apesar de até agora não ter encontrado nada fora do normal,ainda não estou convencido que tenha algo acontecendo por trás dos negócios da fazenda, conhecendo o senador Guimarães como eu o conheci ,duvido muito que este lugar não esconda traços da sua desonestidade,porém o prazo é tão curto e a tanto a fazer que nem sei por onde começar.
Não demora dois minutos e logo um funcionário da guarita aparece para checar do que se trata o carro de transporte parado enfrente ao portão.
Abaixo os vidros traseiros e me identifico e logo um rádio é passado anunciando a minha presença
_ desculpe Dr,mas ninguém informou nada sobre a sua chegada.
_ eu não preciso comunicar quando quiser vir a uma propriedade que até onde me consta me pertence, então libere logo a entrada do táxi porque estou exausto da viagem e quero descansar.
_ tudo bem Dr. É o senhor que manda . O homem fala baixando o seu tom e liberando o acesso do veículo pelos portões da imensa propriedade.
Quando o carro para enfrente a casa grande,pago pela corrida e pego a minha bagagem de mão, logo o taxista abre o porta malas e retira a minha pequena mala enquanto eu m dos funcionários a pega e eu já adentro a casa onde apenas a governanta ,por sinal muito jovem para esse cargo me aguarda ,vestida muito a vontade como se fosse realmente a dona da casa.
_ boa noite Dr Miguel! seja bem vindo de volta
_ boa noite Maira! onde está o Dr vilela que não veio me recepcionar ?
_ ele não está aqui ! Foi a cidade resolver alguns assuntos e pernoitara por lá, precisa de alguma coisa?
_ sim, estou cansado e com fome e por favor vista algo mais adequado.
_ desculpa Dr. Diz se cobrindo com um robe que até o momento estava aberto revelando a camisola de cetim .
_ eu já estava deitada quando avisaram da sua chegada e acabei vindo o receber da maneira que estava. Mil perdões. Diz fingindo uma vergonha que eu não acredito que seja verdadeira, não sei porque mas essa moça não me passa confiança.
_ok! O meu quarto já está organizado? pergunto indiferente.
_ ordenei agora mesmo que uma das empregadas fosse trocar os lençóis para você, se sente um pouco e logo poderá subir para tomar um banho. Quer que eu prepare um banho relaxante para o Dr tirar o cansaço?
_ não é necessário! Onde está a Maria? Quero que ela leve algo para mim comer no quarto.
_ ela já está descansando ,sabe como é,empregada velha não aguenta o mesmo ritmo das mais jovens,mas prepararei um lanche delicioso e levarei pessoalmente para você.
_ prefiro que arrumei a mesa então! Digo já caminhando em direção as escadas a deixando para trás.
Caminho pelo corredor vazio e em completo silêncio e entrou no quarto, a funcionária está terminando de arrumar a cama e se assusta com a minha presença soltando um grito alto.
_ perdão Dr Miguel, se apressa em dizer colocando a mão na boca,o senhor me assustou.
_ tudo bem, se já terminou o seu serviço pode sair faz favor.
_ eu...eu estou indo. Diz pegando as roupas que estavam na cama e se retirando quase fugindo, não entendi o seu comportamento, ,mas também não quero pensar nisso no momento.
Passo a chave na porta e dou uma olhada no relógio em meu pulso, são pouco mais de vinte e uma horas da noite,nem é tão tarde assim,acabou que eu saí do meu último plantão do mês e já peguei um vôo direto para Minas e depois segui viagem até aqui num avião fretado que pousou no pequeno heliporto da cidade vizinha, isso da praticamente vinte e quatro horas ligado ,sem um cochilo sequer,deve ser pela falta de sono que a minha cabeça está tão pesada.
Retiro o meu relógio e o coloco na mesa de cabeceira , junto com o celular e a carteira de bolso, depois me sento na cama sentindo o aroma doce de lavanda que me faz quase cochilar sentado , é um cheiro bom e familiar que me acalma e relaxa , estalo o pescoço sentindo a tensão sobre os meus músculos e em seguida descalço os sapatos e as meias sentindo um alívio nos pés inchados, mesmo que não queira admitir não sou mais um jovem menino, então as horas de pé durante o trabalho não deixam de deixar as suas marcas.
Desabotoou a camisa devagar e vou retirando as roupas as deixando pelo caminho até o banheiro e deixo a água quente lavar todo o meu corpo, a espuma do sabonete levando embora toda a sujeira do meu corpo como se um peso fosse retirado de cima de mim.
Me sinto um novo homem depois de um bom banho demorado,mas meus olhos estão mais pesados do que nunca ,me seco com uma toalha e a coloco envolta nos quadris enquanto pego uma outra para secar os meus cabelos, gostaria de descer para jantar ,porém estou tão cansado que não tenho ânimo para procurar uma roupa para vestir ,me deito na cama apenas com a toalha cobrindo o meu corpo e antes que perceba já estou em um sono profundo.
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Atualizado até capítulo 76
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