por Pedro/ Miguel
Fico observando enquanto os funcionários afivelam a cela e acertam os arrepios preparando o alazão para ser montado , não estou vestindo as vestimentas adequadas para a montaria ,porém a minha calça jeans e camisa de botões é uma roupa confortável e casual que me permite uma infinidade de arregalias e peripécias,eu gosto muito do meu estilo casual e despojado muito embora que me vestindo dessa maneira as pessoas não acreditem no meu potencial no entanto,de muita gente médicos tem que se vestir sempre como engomadinhos filhinhos de papai e parecerem mauricinhos o tempo todo ,nada contra quem se veste assim,mas pra mim não funciona e também não me agrada , eu não gosto de seguir padrões ou ser imposto a nada então que se danem os outros,eu não devo nada a ninguém e a maneira como prefiro me vestir não define quem eu sou .
peço a um dos empregados que dê água ao animal e assim que ele está pronto é trazido até mim que estou encostado em uma das cercas do estábulo olhando atentamente enquanto um outro cavalo é domado pelo tratador , faço um carinho no pelo grosso e bem escovado do ventania em um gesto de confiança e seguro os arreios para poder montar o cavalo que apartir de agora será meu.
Dou uma volta pela arena de areia macia enquanto o pessoal observa as minhas habilidades e o ventania não faz jus ao que dizem dele, dizem que o animal é bruto e oferece resistência em ser montado,mas para mim o cavalo é incrível e tem uma pisada firme ,parece que o seu temperamento é muito parecido com o meu e isso muito me agrada, após algumas voltas na arena eu resolvo sair e aproveitar o fim da tarde , embora os peões ali presentes me aconcelhem a não sair dali eu ainda me sinto preso e preciso extravasar toda essa angústia que está guardada dentro de mim
_ vamos dar uma corrida ao ar livre amigão? Digo novamente acariciando o pelo denso do animal.
_ abram a porteira ! Eu vou dar uma volta por aí. Falo um pouco arrogante sem dar brechas para as opiniões de terceiros e assim que a porteira é aberta eu cutuco as costelas do ventania e saio em disparada pelo visto campo sentindo o vento tocando o meu rosto e um frio no estômago estimulando as minhas entranhas , é uma sensação tão boa , tão prazerosa , aconchegante e eu diria até familiar que me faz relaxar imediatamente e uma névoa de tensão se desfaz da minha mente e das minhas costas também.
cavalgo livre com os pensamentos leves focados apenas na natureza e na paz desse lugar que cheira a minha infância e nem percebo que aos poucos acabei me afastando bastante da casa grande,as terras são a perder de vista mas com a pressa em que galopei nem percebi o percurso andado e agora estou no limite das terras da minha família com a propriedade de um outro grande fazendeiro dessa região,se não me engano essa terra é dos herdeiros da família Santana ,porém não sei direito pois aparentemente essas terras estão completamente abandonadas desde a morte do proprietário original , pelo que eu me lembro no lado leste havia um grande canavial e por essas bandas era uma parte mais isolada com imensas árvores que mais pareciam uma floresta levando até um desfiladeiro , me recordo que um pouco mais a frelonge.sa região tem um penhasco ,na verdade é o desfiladeiro com a vista mais linda que eu já vi na vida ,porém também me lembro o quanto é perigoso está nesse lugar ainda mais com o cair da noite, quando criança eu sempre fui proibido de cavalgar por essas bandas exatamente devido ao perigo , mas hoje o meu instinto aventureiro está a todo vapor , então acho que vou dar uma arriscada e ir até lá para ver o por do sol pelo menos de longe ,talvez se eu me apressar consigo ver o sol se escondendo sob as montanhas ao longe ,porém acabo mudando de ideia ao perceber que mesmo que eu corra não conseguirei chegar a tempo de ver a bola de larva encandescente dar adeus ao dia e anunciar a chegada da noite.
Sigo o meu caminho num passeio tranquilo e agradável com o vento desarrumando o meu cabelo escuro e o cheiro do mato invadindo as minhas narinas trazendo uma refrescancia de ar puro para os meus pulmões, deixo o cavalo apenas trotar num ritmo suave de quem não tem pressa quando ao longe tenho a impressão de ver a silhueta de uma mulher, sentada sob uma árvore bem próximo ao limite do chão pedregoso, estranho ter uma mulher por aqui ,ainda mais sozinha e com o cair da noite se aproximando e a minha curiosidade me diz que preciso ir até lá e conferir se não estou apenas sendo enganado por uma ilusão de ótica.
Puxo os arreios e acelero o passo do animal indo em direção a pessoa que permanece imóvel no lugar sem sequer olhar no que está atrás de si e sem que eu espere ou sem qualquer aviso prévio ,o ventania relincha alto enquanto inclina as patas dianteiras num movimento brusco que me faz perder o controle das redias e faz eu me chocar violentamente ao chão antes mesmo que consiga me segurar sobre o seu corpo , caio de costas no chão e acabo batendo a cabeça sobre o cascalho afiado , sinto o cheiro ferroso e o sangue quente escorrendo pelo meu rosto enquanto a minha visão fica turva e não tenho tempo nem de pensar , acho que vou desmaiar e é exatamente o que acontece,no segundo seguinte eu perco a consciência e não me lembro de mais nada.
Gente o livro está devagar quase parando porque esses dias eu ando muito cansada aí a inspiração e a coragem não chega,mas é só uma fase e logo vai passar então em breve voltarei a escrever a todos vapor e conto com a colaboração de vocês,meus queridos leitores que sempre me incentivam a fazer o meu melhor.
Beijos e me digam ai quem será essa mulher misteriosa e como assim o Pedro se estancou no chão do nada? Kkkkk quero só ver a imaginação de vocês.
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Atualizado até capítulo 76
Comments
Elsa Maria Rego
creio q seja a mãe dele e vai socorrer o próprio filho acertei?
2024-11-05
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Gigi
Autora maravilhosa, amo suas histórias. Ansiosa por mais capítulos
2024-09-01
0
Gigi
A mesma mulher que estava escorada no carro dele. Seria Estela essa mulher?
2024-08-26
0