Por Pedro/ Miguel
Não sei por quanto tempo fiquei desacordado, mas quando abri os meus olhos nem tive tempo de reclamar da dor que estou sentindo,apenas me deparei com uma mulher bonita de pele clara e uma meiguice no olhar com os seus longos cabelos ondulados esvoaçando ao vento lhe dando a impressão de parecer uma fada ou algo mais real como um anjo e não pensem que eu sou um homem bobo ou sentimental ao ponto de ser tomado por esse tipo de pensamentos infantis,provavelmente eu deve estar tendo uma concunção devido ao trauma na cabeça e não estou raciocinando direito, no entanto ela é tão bonita e ao mesmo tempo me parece extremamente familiar ,tanto que chego a duvidar se os meus sentidos são verdadeiros,no mínimo eu devo está delirando ou fantasiando algo que só existe na minha mente,sinto o odor forte do sangue que escorre pelo meu pescoço me trazer de volta a realidade e a minha cabeça arder e latejar ao mesmo tempo,provavelmente o corte foi profundo e a perca de sangue me deixa aí da mais desorientado, não contenho um gemido de dor involuntário que sai furtivamente da minha garganta e a moça que até aí estava muda me encarando como se eu fosse um moribundo no leito de morte parece reagir finalmente a situação.
_ vo... Você está bem? Não tente se levantar,a queda foi muito feia. Eu...eu preciso chamar ajuda. Diz olhando para as suas próprias mãos pálidas e trêmulas manchadas pelo sangue que eu não sei se é meu ou dela.
_ você está machucada? Pergunto notando o seu desespero,a criatura está branca feito uma vela e o seu corpo treme mais que vara verde. Ela tem um tom cordial e gentil ,apesar de estar visivelmente a beira de uma síncope .
_ eu não estou ferida, você está! Precisa de um médico,a ...a sua cabeça está sangrando,está perdendo muito sangue e eu não sei o que fazer.
Ela fala tão rápido e tão agoniada que até chega a ser engraçado,mas não posso rir em uma situação como essa,eu preciso colocar a minha mente para funcionar e agir como um médico para o meu próprio bem.
_ calma mulher! Me ajude a me sentar. Assumo um tom de comando para lhe passar segurança.
_ não é melhor ficar aí deitado e sem se mexer? Pode ter quebrado algum osso e acabar ficando aleijado.
_ eu consigo movimentar os meus braços e as pernas então provavelmente não tenho nenhum dano na coluna, apenas me ajude a me sentar e conter a hemorragia ok?
_ vó...você tem certeza? Eu não quero lhe prejudicar ainda mais, não acho seguro mecher com océ.
_ faça o que estou pedindo e não questione , eu sou médico e estou bem,você só precisa seguir as minhas orientações, eu estou bem na medida do possível,porém quem parece que vai desmaiar a qualquer momento é você. Você está bem?
_ eu não gosto de ver sangue,nem de bicho nem de gente ,tenho agonia desde pequenininha.
_ tudo bem ,me ajude a retirar a minha camisa e vou estancar o sangue, como você se chama? Onde está o meu cavalo.
_ o meu nome é Estela e o seu cavalo foi embora assim que você caiu,por sorte os seus pés não ficaram presos ou ele teria te arrastado pelas pedras. Eu não quero nem pensar em tamanho desgraça seu moço, eu...eu vou abrir a sua camisa para retirar pra océ , tudo bem?
_ faça isso por gentileza! Falo a encarando e vejo a cor voltar ao seu rosto enquanto ela cora, ficando vermelha de tão tímida, assim que ela abre os botões da camisa já ensopada pelos meus fluidos corporais, se afasta um pouco de mim e me estende a mão para me ajudar a me sentar.
Depois de sentado no chão rermino de retirar a camisa que a essas alturas já está ensopada de sangue ,rasgo uma parte ainda limpa e a uso para fazer pressão no local do sangramento, só espero que as minhas células de defesa ajam rapiso e coágule o local da ferida para conter a perca maciça de sangue e se não for pedir muito que eu não pegue uma infecção afinal aqui não tenho como ter os cuidados necessários ou higiene alguma .
_ já está escurecendo! O que faz por aqui a essas horas Estela? Pergunto tentando quebrar o silêncio incomodo que preenche o lugar.
_ eu precisava pensar . Diz parecendo aérea e evitando olhar para mim.
_ precisamos achar um jeito de sair daqui , daqui a pouco será noite e não podemos ficar ao relento ,esse lugar é distante e isolado,como você chegou até aqui garota? A beira de um penhasco é um lugar muito perigoso.
_ eu vim andando, precisava por a minha cabeça em ordem e caminhar sempre me ajudou.
_ você tem um celular que possa chamar alguém? Pergunto sentindo o pedaço de tecido ensopar enquanto faço pressão no corte na minha cabeça.
_ não! você não para de sangrar,o que vamos fazer?
_ eu preciso de algo limpo para fazer pressão na ferida ,me dê um pedaço do seu vestido.
Ela rasga grande parte da saia do seu vestido sem se preocupar com o pudor ou com o frio e me entrega sem exitar .
_ passe em volta da minha cabeça e amarre bem apertado, dê o seu melhor nó Estela,eu já estou ficando tonto e não sei se vou conseguir me manter acordado por muito tempo.
_ não apaga por favor! Eu não sei o que fazer, não posso te carregar ,você é muito pesado e estamos longe demais de qualquer coisa.
_ alguém já deve está a nossa procura, tem algum lugar por aqui onde possamos nos abrigar para esperar por ajuda?
Ela parece tentar colocar a cabeça para funcionar enquanto o meu pensamento se torna cada vez mais lento e a minha visão começa a embaçar.
_ tem um lugar, não é longe daqui, uma cabana que os caçadores usam para pernoitar quando estão na floresta em busca de presas .
_ me ajude a levantar,precisamos chegar até lá agora mesmo, eu não me sinto bem Estela.
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Atualizado até capítulo 76
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