tortura

Me declarei para Marisa no momento que ela cogitou a possibilidade de sair de perto de mim, eu a queria intensamente, eu a desejava tanto que meus ossos doeriam se ela não estivesse comigo.

Marisa me olhou e não disse nada, imaginei que teria a assustado até que ela levantou e sentou do meu lado, me abraçou e me deu um selinho casto, puta merda, meu pau logo ganhou vida, com um simples beijo, nem pode se considerar um beijo, mas foi a melhor sensação da minha vida.

A mesma pressa que você tem tenho também, eu também sinto algo por você, eu deveria ter medo dos homens, mas você não, sei lá, você me resgata de tantas formas que não consegue imaginar, eu desejo cada pedaço do seu corpo e quero muito que me mostre as coisas boas do sexo, me tire a dor e a lembrança que rodeia a minha mente e me salve dos pesadelos constantes — ela falou com tanta firmeza que ali eu daria o mundo se ela assim desejasse.

Vamos terminar nosso café antes que eu te leve para casa e nós façamos uma besteira — falei e ela sorriu, foi voltar para seu lugar, mas eu a impedi, estávamos comendo quando para meu desgosto Smith entrou pela porta, ele estava acompanhado de uma loira e sorriam de forma íntima, eu não a trairia de forma alguma, passei um ano no Brasil e nunca dei brecha alguma, tinham as dançarinas na boate, mas eu jamais quebraria a confiança de alguém, como falei para ela, quem perdeu não fui eu, voltei meus olhos para Marisa que comia feliz e estava exalando alivio e felicidade.

Vamos lá? — falou para mim.

Vamos sim, só vou ao banheiro — ela falou e levantou indo em direção ao banheiro, fiquei ali cuidando e vi alguns homens do Banin entrar para comprar algo, não queria confusão então fui em direção ao banheiro e a esperei na porta.

Ui que susto Julian — ela falou com a mão no peito.

Desculpe, vamos indo? — perguntei

Sim, vamos no lugar onde o José está? — ela perguntou pelo pai tratando pelo nome.

Sim, vamos lá — falei e seguimos em direção ao galpão, Otto estava comigo e tinha mais dois seguranças, tenho que ter cuidado, não quero que o Banin sonhe com a Marisa.

Chegamos ao galpão e ali estavam alguns homens treinando, alguns prisioneiros e alguns suicidas que de início já encararam a Marisa, nesse ambiente ela parecia uma presa rodeada por lobos, mas eu mataria quem a deixasse desconfortável.

Onde está o Stronzo? — perguntei e fomos levados até o lugar, quando abriram a porta olhei primeiro, José estava amarrado e a enfermeira ao seu lado, a ordem era clara, o manter vivo e assim ela fez.

Boa tarde! Sr. Julian o manti vivo como me pediu, ele acordou e começou a gritar que queria ser solto, ele estava descontrolado então o sedei, mas lhe dou uma injeção de adrenalina e ele volta — ela falou e concordei.

De a injeção, o quero bem consciente para o que vou fazer — falei e olhei para Marisa que parecia apavorada de estar frente a frente ao seu algoz.

Marisa, se você se sentir mal tiro você daqui, esse infeliz não tem direito a lágrima alguma sua, se for demais me avisa, eu preciso matar ele — falei e ela negou.

Quero ficar, quero machucar ele como ele fez comigo, por favor Julian, não me negue isso — ela falou e aceitei, olhei para a enfermeira e acenei, ela deu-lhe a injeção e em segundos ele acordou.

ME SOLTA, SOCORRO, ALGUÉM ME AJUDA — ele gritou e assim que viu Marisa se armou.

Foi você sua vagabunda, me solta agora, eu sou seu pai, exijo que me solte — falou para ela — Quem você pensa que é?

Nesse momento peguei a barra de ferro e quebrei sua perna.

Fala direito com ela seu verme — falei e ele então gritando de dor me fitou com ódio nos olhos.

Pai? Pelo que me lembro nos últimos anos você sempre falou que eu não deveria te chamar de pai, até porque pai não faz o que você fez, agora você vai me escutar José — falou e se aproximou.

Nos últimos anos você me destruiu pouco a pouco, acabou comigo de todas as formas — ela falava e pegou uma faca na mesa — você foi cruel e me marcou, mas seu castigo vem a cavalo, eu odeio você de tantas formas e pedi que o Julian me trouxesse para vê-lo te matar, mas posso participar, eu quero tirar a sua vida pouco a pouco assim como tirou a minha, sabia que eu tenho pesadelos diários com você, todo maldito dia, mas acabou agora, eu tiro você da minha vida — ela falou e usou a faca para acertar sua coxa o fazendo urrar de dor.

Por favor não faz isso — ele chorou.

Marisa pegou a faca e o acertou inúmeras vezes, eu ainda tinha um castigo para ele, igual ele fez com a própria filha, mandei que viesse o maior soldado, ele sentiria na pele o mal que causou a filha.

Por favor não faz isso, essa frase eu falei muito enquanto você me batia,— ela tirou a faca e cravou novamente, se você me dizer porque me fez tudo isso posso ser piedosa e deixar que acabem com seu sofrimento, fala José, por quê? — Marisa estava irreconhecível, ela estava sedenta por vingança, talvez na tentativa de se libertar do sofrimento que viveu, mas eu sabia que isso não diminuiria sua dor, ela não era treinada nisso, não tinha noção do que estava fazendo, eu a queria arrancar dali, mas não tinha o direito de decidir por ela, não sei o que ela viveu.

Tudo bem, jura que me mata ou me deixa ir? Não suporto isso — ele falou uma última vez.

Fale, deixe que decida se vale ou não — falei e ele então contou uma história que de início eu não sabia se acreditava ou não.

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Comments

Márcia Jungken

Márcia Jungken

acredito que esse estuprador nojento do José não é o pai biológico da Marisa 🤔🤔🤔

2025-02-15

1

Josi Gomes

Josi Gomes

COM CERTEZA, ELE NÃO É O PAI BÍOLOGICO DA MARISA

2024-09-04

1

Kelly Sartorio

Kelly Sartorio

duvido que ele seja o pai dela

2024-08-26

2

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