Deixei Marisa no apartamento e peguei meu celular, recebi inúmeras mensagens da Cassy, mas não vou responder, no meu silêncio ela começou a ligar:
Cassy: me atende.
Cassy: por favor.
Droga, eu não quero ouvir a voz dela, não quero vê-la, mas atendi.
O que quer? - perguntei.
Me ouve, eu sinto muito, me arrependi, dá uma chance para o nosso amor- ela falou.
Que amor sua maluca, o amor que você colocou chifres?, tem sorte que eu não matei vocês, se soubesse que te protegi nesses meses que estive fora, eu tinha planos para nós, não olhei para mulher alguma e você antes mesmo de terminar ou que eu me afastasse já estava dando para esse idiota, onde ele está agora? Estou feliz e não quero que me ligue, vou bloquear seu número- falei e desliguei, ela mandou uma última mensagem antes que eu a bloqueasse:
Cassy: Isso não vai ficar assim.
Seguimos nossa rotina de treinamentos normalmente, Otto me mantinha informado e mandava fotos do decorrer do dia, era impressionante como minha galeria tinha fotos dessa loirinha e eu me perdia olhando.
Suspirando sr Julian- disse Luna se aproximando.
A sim, estou vendo fotos de uma tortura sangrenta, quer ver?- perguntei rindo e ela fez uma careta.
Como ficou a Marisa?- ela perguntou séria.
Bem, levei ela para fazer compras e também deixei tudo abastecido, Otto meu homem de confiança ficou lá na para a segurança dela, não se preocupe que a loirinha está bem- falei e ela afunilou os olhos e sorriu de forma esquisita.
Loirinha? Perdi algo foi? - ela falou, quando ia responder um soldado se aproximou.
Julian, Luna- ele falou me deixando puto.
Você não se refere a esposa do seu patrão pelo nome, é senhora Rossi, vamos manter o respeito para manter as cabeças no lugar- falei e ele saiu correndo.
Idiotas, seu cunhado precisa fazer um novo treinamento com esses bundões- falei e ela balançou a cabeça em negativa.
Nós vamos manter isso da Marisa em segredo, cuidado para não deixar escapar nada na frente da Sami- falou e bufei, o que ela acha que sou, um amador?
Ela voltou para dentro e liguei para Marisa que atendeu ao segundo toque.
Oi, queria saber como passou a noite- perguntei puxando assunto.
Bem, tirando o pesadelo, mas eles bem-dizer fazem parte de mim, mas estou bem, comi bacon com ovos e amei, nunca tinha comido bacon, estou apaixonada- falou.
A noite eu vou aí, podemos jantar, a tarde vai dar uma volta, Otto está com dinheiro, se precisar comprar algo, e não exite- falei e ela concordou.
Obrigado, você está me deixando mal acostumada- falou e sorri.
__ É a minha intenção, de um passeio tranquila que ninguém vai estar atrás de você- falei e desliguei.
Marisa...
" Corri o quanto podia, mais uma madrugada apavorada, meu pai está atrás de mim, dessa vez ele segura um machado para meu completo desespero, corro, mas sinto que minhas pernas não funcionam, olho para trás e meu pai se aproxima, tento correr e não consigo, ai meu Deus, quando sinto que minha perna ganha força resolvo olhar para trás uma última vez e para meu pavor ele me alcançou.
Pai, por favor não faz isso- grito e choro, ele como sempre me pede que não o chame de pai.
Não me chama de pai- falou ele e ergueu o machado.
Ele vai me matar? Ai meu Deus aaaaaaaai"
Acordo assustada e suada, ofegante coloco a mão no meu peito, as batidas frenéticas do meu coração me davam a impressão de que ele ia pular para fora do meu corpo, fui voltando a realidade, foi um sonho, meu braço doía de uma forma estranha, quebrei esse braço a alguns meses, meu pai não me deixou ir ao médico, tentava deixar ele parado, mas tem algumas posições que ele fica bem dolorido, minha primeira noite livre e eu estou presa nos meus monstros do passado.
Ouço uma batida na porta:
Senhorita?- chamou Otto, ele deve ter escutado meu grito, me enrolo no roupão e abro a porta.
Oi, desculpe incomodar, foi um pesadelo, desde o dia que fui atacada eles são recorrentes- falei sem querer me expor, mas sem saber se ele sabia ou não.
Diga ao senhor Julian que marque um terapeuta, ele vai ajudar a tratar seus traumas, quer um chá? - ele falou e assenti, minha cabeça começou a doer com o susto e sentei na sala, Otto deveria ter mais ou menos 50 anos, parecia um bom homem e nunca me olhou de forma desrespeitosa, esperei o chá e continuei sentindo o meu braço, Otto reparou na minha careta e disse:
Está com dor?
Ele quebrou a alguns meses, não pude ir ao médico, geralmente ele não dói, mas tem posições que incomodam, acho que essa noite devo ter batido ele, vou tomar um remédio e logo passa- falei e ele ficou me observando.
Logo que voltei a dormir, com o efeito do remédio passei um pouco da hora, acordei, ou melhor, fui acordada pelo meu estômago roncando, estava delirando ou senti cheiro de bacon.
Levantei correndo e me lavei, na cozinha vi Otto cozinhando, me senti um pouco mal, não era acostumada a ser servida.
Que vergonha, essas horas, me desculpe Otto- falei.
Tudo bem, é meu trabalho, venha coma, já falei com o Sr Julian e ele vai te ligar mais tarde- ele respondeu.
Após comer podemos dar um passeio, pensei que deve ir ao médico, ver seu braço, se ele colou errado temos que ver uma forma de tratar- falou e assenti, não sabia na verdade se podia sair, mas se não tivesse perigo.
Recebo uma ligação do Julian e atendo.
Ele disse que posso sair e que vem a noite, acabo ansiosa esperando e vou me arrumar para sair.
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Atualizado até capítulo 45
Comments
Munique Silva Peçanha
Vagabunda não valorizou ele agora quer infernizar a vida do cara.😡😡😡🤬🤬🤬
2025-03-24
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Márcia Jungken
amor pelo dinheiro né sua vagaba infernal 🙄🙄
2025-02-15
0
Summer 🔥
Mocréia louca!
2024-12-15
0