Pedido de socorro

Durante essa noite meu pesadelo foi diferente, meu pai tentava me matar com os amigos, meu desespero foi de tamanha proporção que acabei indo até a cozinha e peguei uma faca, eu não estaria segura de qualquer forma, mas era um jeito de me proteger, meu coração estava tão angustiado que chorava sem motivo algum, parecia que ia acontecer alguma coisa, eu pedia a Deus em oração que estivesse errada, mas no decorrer da madrugada quase amanhecendo meu pai entrou de cueca no meu quarto, fiquei desesperada e me encolhi na cama.

Pai, não por favor- falei chorando já, minha mão estava embaixo do travesseiro e segurava a faca firme.

NÃO ME CHAMA DE PAI- ele gritou e veio para cima de mim, antes que pudesse usar a faca me acertou um soco, ele subiu em cima de mim, mas consegui segurar a faca, senti uma leve ardência na mão devo ter segurado ela na lâmina, pois cortou minha pele.

Acertei a faca em seu braço e ele gritou, sai correndo até a sala e derrubei as coisas no caminho,ele me chutou e acabei caindo, onde nós passávamos ele deixava um rastro de sangue, me segurou pelo cabelo e me levou até o quarto me acertou um tapa e com toda a força que eu tinha acertei seu peito, seu sangue espirrou em meu rosto, não sei dizer o que me deu, mas disferi nele mais quatro facadas e ele caiu para trás, a cena que desenrolou foi apavorante, o dia estava amanhecendo e eu via o corpo do meu pai na cama e o sangue pingando e escorrendo, não consegui me levantar, comecei a ficar desesperada, logo seus amigos viriam o chamar, eu iria ser presa, peguei o telefone e liguei para a Luna, precisava de ajuda, ai meu Deus não posso meter ela nisso, vou me despedir e fugir:

Luna: Amiga oi.

Marisa: Oi Luna, só liguei para me despedir.

Luna: Como assim? Vai viajar?

Marisa: Não tenho tempo de explicar, não aguento mais.

Luna: Vou aí te buscar, não faz nada e tranca a porta do quarto.

Marisa: Acho que ninguém pode me salvar disso.

Desliguei o telefone e não consegui me movimentar, não consegui fazer nada, fazia tamanha pressão na minha mão ao segurar a faca que doía meus nervos, não sei quanto tempo passou, mas Luna entrou no quarto, voltei a mim com seu grito, olhei em seus olhos e uma cachoeira saia de meus olhos, ela estava tão bonita e eu tão suja, tinha sangue por todo o lado e ia sujar ela, Luna não se importou e me abraçou, quando vi Julian entrar no quarto ele tirou a faca da minha mão e tirou seu casaco, ele me cobriu? Meu coração sangrou de forma descompensada e senti a necessidade de explicar:

Eu não podia aceitar, eu não podia deixar, não foi minha culpa- falei e Luna me abraçou mais forte e disse:

Vamos sair daqui, vem, vamos tomar um banho, eu não vou te deixar aqui- ela falou e assenti, olhei mais uma vez para aquele corpo, ai meu Deus, mas ele mereceu, se não fosse ele seria eu, fomos até o banheiro para que eu tirasse aquele sangue, Luna entrou comigo no banheiro e com roupa e tudo, a água vermelha caia e eu só sabia chorar.

__ Ele não vai te fazer nada, acabou, você vai comigo sim, nós vamos te ajudar- ela disse e olhei em seus olhos agradecida pela amiga que ela estava sendo, ouvi batidas na porta e me enrolei no roupão e alcancei um para ela, como eu escaparia disso?

Julian...

Quando Luna entrou aflita e falou da amiga eu sabia que precisava ver ela, saber como está, a menina com olhos tão azuis e cabelo tão branquinho, fomos de jato e quando chegamos foi revoltante ver aquela cena, que tipo de gente ela conviveu ao ponto de achar que precisava se explicar, a cena falava por si só, quando tirei a faca da sua mão ela tinha um corte, se defendeu e acabou ferida, eu vou cuidar dela, quando Luna levou ela para o banheiro nós tiramos o infeliz dali, ele estava vivo, irei tratar ele e o matarei com a pior tortura.

__ Julian?, não sei o porquê, mas quer fazer isso?- perguntou Fernando e assenti.

Quero muito, mas sugiro salvar sua vida primeiro, como vou torturar alguém que já está morto, preciso que se recupere e quero arrancar cada parte do seu corpo, falarei com a filha e se ela quiser pode escolher a tortura perfeita-falei e os homens o levaram, Fernando foi até a porta do banheiro e as duas saíram em roupões, então Luna falou:

Não posso deixar ela aqui, por favor, Marisa pode ficar la em casa ou em um hotel, só o tempo de se estabelecer.

Eu assumo a sua proteção, pode ficar na minha casa, não se preocupe Luna, eu sei da importância dela para vocês- respondi e eles me olharam assentindo, mas ela negou.

Não, não ficarei com ninguém, eu vou embora daqui- ela falou vindo a si.

__ Não precisa ficar conosco, mas temos um hotel que você pode ficar, algum lugar que ninguém saiba o que aconteceu com você- respondi e Luna assentiu olhando apreensiva para a amiga.

__ Marisa, não é seguro que fique aqui sozinha, aceite a proposta e fique no hotel então, ou um de nossos apartamentos, ninguém vai julgar a sua decisão ou te criticar, e caso alguém falte com respeito será punido com a morte- falei e então ela aceitou

__ Não quero incomodar ninguém, então fico no seu apartamento, acho mais seguro, só preciso pegar minhas coisas, não sei se tenho coragem de entrar lá e olhar o meu pai morto.- falou e Fernando respondeu:

Seu pai não está ali, cuidamos de tudo, pegue o que achar necessário, Julian ficará aqui com você e te ajudará a ir até o jato que está aguardando-falou ele e saíram, ela me olhou apreensiva e se vestiu com medo de que alguém chegasse, quando estávamos saindo um homem chegou e ela veio para trás de mim.

Menina, cadê seu pai, já estamos esperando, e você aonde vai?- perguntou ele e ela apertou meu braço querendo se esconder.

Marisa, quer responder a ele?- perguntei olhando para ele e vendo os homens já preparados.

Não por favor- ela falou e eu respondi diretamente a ele.

Sugiro que saia do meu caminho se quiser ter suas pernas até o final da noite, ou se não quiser ter o mesmo fim que o pai dela terá.

Ele saiu do meu caminho e quando ela passou sussurrou:

Vadiazinha.

Quando ouvi isso meu sangue ferveu, fui até ele e quebrei seu nariz com um soco.

__ Nunca mais ofenda essa menina, ela tem a mim agora e não vou deixar que ninguém toque ou dirija a palavra a ela.

Fomos ao jato e ela sentou encolhida, eu precisava me aproximar dela e dizer que tudo ficaria bem, mas tinha medo que ela repelisse ao meu toque, então a deixei quieta um pouco para por sua cabeça no lugar.

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Comments

Munique Silva Peçanha

Munique Silva Peçanha

Deus que desespero dessa menina.😭😭😭

2025-03-24

0

Wilma Lima dos Santos

Wilma Lima dos Santos

😭😭😭😭😭😭😭😭😭que dó

2024-11-02

0

Wilma Lima dos Santos

Wilma Lima dos Santos

😭😭😭😭😭😭😭😭😭

2024-11-02

0

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