Cap: 19

POV S/N

Depois que Mônica terminou de enfaixar totalmente a queimadura, visto também com dificuldade a minha blusa, e nada do ursinho me largar ou parar de pingar no meu pescoço.

Mais uma tentativa de tirar ele foi feita, mas novamente sem resultado.

Hanry: Bom, sinceramente eu não sei o que fazer, ele já abraçou vários pacientes, mas sempre soltava após pouco tempo. - Ele diz olhando em volta de onde o urso está.

Mônica: Ela tem algum problema? - Mônica pergunta se referindo a mim.

Hanry: De todos os exames que fizemos ela não tem nada. 

Mônica: Mas você também notou que ele ia fazer algo? - Ela diz se afastando com Hanry.

Hanry: Sim, mas ele largou as coisas e se prendeu nela. - A voz dele sai baixa pela distância, mas ainda é possível ouvir.

S/N: Ei! - Chamo eles.

Hanry: Algum problema? - Ele pergunta me encarando.

S/N: Qual o nome dele? - Pergunto de uma forma boba enquanto acaricio o ursinho.

Hanry: 2295, mas alguns desrespeitosos insistem em chamar ele de Doutor Retalhos. - Doutor Retalhos, um nome adorável.

S/N: Que fofo. - No momento que digo isso, Doutor Retalhos se solta do meu pescoço, e caso eu não estivesse o segurando, seria um tombo e tanto.

O urso fica imóvel em meus braços, igual a um ursinho de pelúcia normal, e então dou uma cutucada em seu nariz, porém, ainda sim ele continua imóvel.

Hanry: Finalmente ele soltou. - Ele diz vindo na minha direção.

S/N: O que aconteceu com ele? - Digo um pouco preocupada.

Hanry: Não se preocupe, isso é normal, ele só fica ativo quando tem alguém com algum órgão danificado próximo a ele. - Ele diz pegando 2295 dos meus braços.

Mônica: Toma, pode ficar com o chocolate. - Ela diz me entregando o chocolate que 2295 me deu, a diferença é que agora ele está meio aberto, acho que conferiram para ver alguma anomalia, ou algo assim.

Mesmo tendo saído da boca do 2285, o chocolate está com uma aparência ótima, e um gosto maravilhoso.

Mônica: Vamos, vou te levar para o seu quarto. - Ela diz esticando a sua mão para me ajudar a levantar.

Eu aceitei ajuda e começamos a ir para o quarto, durante o caminho fomos comendo o chocolate e conversando coisas aleatórias, mas a maior parte da conversa era de Mônica zoando algumas coisas sobre Hanry.

Mônica é uma pessoa muito legal, mas só conheço ela a pouco tempo, porém, parece que já faz anos. Messy também foi muito legal comigo, pelo menos no início, porém, sinto que posso confiar mais em Mônica, talvez seja pela liberdade que ela tem em me contar certos assuntos, e também…….

S/N: Merda! - Esqueci de perguntar sobre a minha mãe, fiquei muito envolvida sobre o Homem de fogo e acabei esquecendo. 

Mônica: Algum problema? - Ela me pergunta preocupada.

S/N: Eu ia perguntar sobre a minha mãe para Hanry. 

Mônica: Não me lembro muito sobre isso, porém, tenho conhecimento sobre ele. - Ela diz, mas antes de me animar, meu rosto colide com a parede.

S/N: PORRA! - Grito colocando a mão no nariz enquanto abaixo a minha cabeça.

Mônica: Meu pai amado! - Ela diz colocando as mãos no meu ombro.

Levanto um pouco meu rosto e tiro a mão do nariz, Mônica me olha espantada, e então olho para a mão que coloquei, ela estava com várias gotas de sangue, obviamente do meu nariz.

Mônica: Essa não, vamos entrar rápido. - Ela diz abrindo a porta do meu quarto que nem notei que tínhamos chegado.

Diferente da Mônica, eu entro no quarto.

Mônica: Eu não posso levar você comigo até a enfermaria, mas vou pegar outro kit médico. - Ela diz antes de fechar a porta na minha cara.

S/N: Ok, pelo visto não vou poder contrária.

Ando até o banheiro na intenção de lavar a sangue, ligo a torneira e coloco minhas mãos debaixo, primeiro esfrego elas, e depois coloco um pouco de água nelas, logo em seguida jogando no rosto.

Após tirar todo o sangue do nariz, eu seco meu rosto com uma toalha de rosto que fica ao lado da pia.

Após secar totalmente, me retiro do banheiro e me deito na cama para esperar a chegada de Mônica.

POV MÔNICA

Isso é uma das piores coisas que poderia ter acontecido, e essa coisa é a 4071 se machucar, e foi ao ponto de sangrar.

Se Hanry descobrir eu estou fudida, isso eu já posso ter certeza, mas agora ele que se foda, o importante é a S/N.

Corro o mais rápido possível até a enfermaria, e peço ao enfermeiro um kit médico, ele sem nem questionar me entrega o que foi pedido.

Mônica: Muito obrigada. - Digo agradecendo pelo kit.

O enfermeiro apenas sorri e da um joinha com a mão.

E assim vou andando até o quarto da S/N.

Cientista: Mônica! - Ele fala desesperado, o que me faz parar no meio do caminho.

Mônica: Qual o problema? - Pergunto por conta do desespero dele, e ele rapidamente se aproxima de onde estou.

Cientista: Espero que não fique brava ou conte para alguém, mas eu perdi o 2295. - Ele sussurra no meu ouvido.

Mônica: Está louco? Você é o responsável por ele, como o perdeu? - Pergunto confusa, já que o urso só ativa quando tem alguém com algum órgão machucado por perto.

Cientista: Eu estava no elevador e nele tinha mas tinha outro cientista lá, e antes do meu andar era o dele, ou seja, esse, e quando a porta abriu, o urso simplesmente despertou, depois pulou da caixa e correu parecendo um foguete!

Mônica: Certo, talvez seja apenas alguém com alguma doença, e possivelmente não sabe dela. 

Cientista: Você pode me ajudar a procurar ele?

Mônica: Estou um pouco ocupada agora, mas depois eu vou ajudar. - Digo e ele afirma com a cabeça. - Porém me veio uma pergunta na cabeça, como ele abriu a caixa, pelo que me lembre ela pode ser fechada.

Cientista: Então…. Meio que já que ele não fica ativo por qualquer coisa, aí eu deixei a caixa aberta, mas eu juro que não esperava que ele tivesse de repente ativo. - Prefiro não dizer nada, e apenas balanço a cabeça em repreensão.

E assim novamente volto a andar até o quarto da S/N, mas o bom é que estou bem perto de lá.

Mônica: Acho que não foi bom correr tanto, esqueci que não estou tá jovem assim. - Digo ofegante.

Quando Finalmente chego perto do quarto da S/N, me deparo com um ursinho retalhado parado na frente da porta.

Mônica: O que você está fazendo aqui? - Pergunto para o ursinho sem esperar respostas.

Mas aí então me toco que a S/N está machucada, e talvez algum órgão dela tenha dado problema.

Só de pensar nessa probabilidade me faz correr até a porta e abrir ela.

No momento que a porta abre, 2295 corre para dentro dela, e em seguida quem corre sou eu.

Porém, quando entro no quarto vejo a S/N deitada de uma forma tranquila.

O ursinho apenas subiu na cama e se sentou perto da cabeça dela.

POV S/N

S/N…. - Escuto alguém me chamar, mas estou com um sono bom demais para acordar.

S/N… - A voz me chama mais alto.

S/N….. - Aparentemente não vou parar de ser chamada, então é melhor responder logo.

Lentamente abro meus olhos, e a primeira coisa que vejo é um ursinho me encarando.

Acabo me assustando e me jogando pro lado, o que me faz cair da cama.

O urso nem se quer mexe ou dá sinal de movimento.

S/N: O que está fazendo aqui?! - Pergunto estranhando o fato dele estar dentro do meu quarto.

Mônica: Você está bem?! - Sem querer tomei um susto com a voz de Mônica, acabei focando em 2295 e não notei que ela estava aqui dentro.

S/N: Estou sim, mas o que ele está fazendo aqui? - Pergunto logo levantando e em seguida sentando na cama.

Mônica: Sinceramente eu não faço ideia, mas parece que ele fugiu de um cientista enquanto ia para a contenção. 

S/N: Ele veio especificamente para o meu quarto?

Mônica: Não tenho certeza, mas suponho que sim. - Ela diz se aproximando de onde estou, e só agora noto que ela está com um Kit médico em sua mão.

S/N: Eu estou bem, não acho que precise de algo. - Digo enquanto Mônica coloca o Kit na minha cama.

Mônica: Ainda sim é bom prevenir. - Ela diz e vai na direção da porta para fechá-la, e em seguida volta para onde estou.

Não acho que tenha acontecido algo ruim comigo, me sinto bem, e apenas senti dor na hora que bati o rosto na parede, mas, se Mônica quer tanto assim dar uma olhada, eu vou deixar.

POV 3° Pessoa

O machucado de S/N realmente não era nada demais, foi apenas um ferimento simples.

E 2295 foi levado de volta a contenção, segundo os cientistas, talvez aquilo fosse apenas uma confusão, ou na pior das hipóteses, S/N estava com algum problema, o que não era a ocasião, já que ela estava totalmente saudável.

Obviamente o tempo continuou passando, dia após dia, vários e vários testes continuaram sendo feitos diariamente, alguns eram legais, outros eram doloridos ou assustadores, e no total já fazia 12 dias que S/N não via 1048 e Ears, e seus impedimentos eram ou porque não tinha tempo, ou porque simplesmente não estavam achando 1048.

Esse sumiço repentino foi estranho para S/N, na mente dela se passa que talvez ele esteja só aprontando novamente.

E mais uma coisa é que S/N foi visitar mais uma vez o Doutor Pestilento, já que o mesmo estava exigindo uma conversa com ela.

POV S/N

Eu até já tinha esquecido sobre o trato entre mim e o Doutor, sobre ir visitar ele toda semana, se eu não me engano.

Já estou dentro da sala, novamente frente a frente com 046.

De início, ele estava falando o quão estava impressionado com o fato de eu ainda não ter me contaminado novamente com a pestilência.

Mas depois o rumo mudou para eventos diários, falamos sobre os testes, o que fizemos e até mesmo o que comemos, para falar a verdade, isso foi muito divertido, o único ruim é: Ser filmado o tempo todo, mas eu até entendo o motivo.

Na hora parecia estarmos conversando a poucos minutos, porém a realidade diferia, passamos em torno de 3 horas conversando sobre diversos assuntos.

Mas depois dessas 3 horas, eles disseram para encerrar os assuntos, pois, já tinha se passado tempo o suficiente.

Não tivemos como recusar, então apenas nos despedimos e eles me levaram embora.

Mas uma coisa estranha é que eles me levaram até a cafeteria que eu costumava comer antes de saber que eu sou um SCP.

De acordo com eles, eu tenho a mesma classificação que 1048, ou seja, SAFE, e sem falar que eu sou fraca sozinha, então acaba que não represento ameças.

Mônica: Isso não é ótimo? Você pode andar por aí agora. - Ela diz alegre.

S/N: Sim, isso é bom. - Digo apenas um pouco animada.

Mônica: A é, e Hanry mandou colocar isso em você. - Ela diz tirando uma espécie de relógio do jaleco.

Ela pega o meu pulso e coloca o possível relógio nele.

Mônica: Isso é tipo um mini telefone, quando for procurar você, eu vou te ligar, ok? - Apenas aceno a cabeça e me concentro no relógio.

 Alça é preta, e em volta da telinha é dourado, é até bonitinho.  

Mônica: Eu tenho que ir agora.

S/N: Para aonde? - Pergunto já que ninguém ficaria comigo.

Mônica: Bom, com a sua liberdade eu acabei ganhando mais um trabalho, então tenho que cumpri-lo.

S/N: Ah, sim, entendo. - Digo e ela me dá um aceno, em seguida vai embora aparentemente para fazer esse tal trabalho.

Na realidade não tenho muito o que fazer, acho que vou apenas observar as pessoas trabalhando ou algo assim.

Mas primeiro, vou pegar um cappuccino na máquina de café para aproveitar que já estou no refeitório, e estou com vontade de beber um desses a dias, mas fiquei com vergonha de pedi para Mônica.

E como pensado, vou até à máquina de café, porém, por algum motivo tem dois guardas armados, um em cada lado da máquina.

Talvez alguém tenha brincado com ela, eu nunca se quer toque nessa máquina, mas eu lembro de conversar com Messy sobre ela, e ela me disse bastar digitar o que eu queria.

Imagino que eles estejam na folga e continuo andando até lá, quando chego perto da máquina eles continuam sem fazer nada, então eu digito o que eu quero, coloco o copo e a máquina começa a preparar. Por algum motivo os guardas observaram o que eu estava digitando.

S/N: Vocês estão na pausa? - Pergunto enquanto minha bebida é preparada.

Guarda1: estamos encarregados de vigiar esse SCP.

S/N: Ah, eu não sabia que ela era um SCP, mas antes não tinha guardas.

Guarda1: Nós colocaram aqui depois de um acidente, escreveram o nome de um cientista nela, e parte do sangue dele do drenado de forma misteriosa para dentro da máquina, e em seguida a máquina colocou no copo. - Nunca fiquei sabendo disso, talvez tenha acontecido recentemente.

Apenas aceno a cabeça e volto a olhar para a bebida, por algum motivo a máquina fecha aonde o copo estava, e em seguida se abre, o copo que antes era cinza com uma listra marrom no meio, agora era azul bebê com estrelinhas amarelas extremamente claras em volta.

Os guardas pareciam surpresos com a mudança drástica do copo, em cima da bebida foi colocado aparentemente chantilly branco com pequenos brilhos dourados, algumas estrelas de doce em cima, e um canudo dourado.

Não acho que pareça com um cappuccino, mas ainda sim pego a bebida e dou um gole ignorando o canudo.

Realmente não era um cappuccino, e sim um milk shake de ovomaltine, foi até melhor, já que está delicioso.

Guarda1: Você pediu um cappuccino certo? 

S/N: Sim, mas veio esse milk shake.

Guarda2: Não vi você colocando uma moeda.

S/N: Eu realmente não coloquei.

Guarda2: E o jeito do copo mudou totalmente.

Guarda1: Se me permitir, eu poderia levar a sua bebida para um cientista fazer pesquisas? - Ele me pergunta gentilmente.

S/N: Claro, aqui está. - Digo entregando a bebida para um dos guardas, e o mesmo sai, ficando assim somente um guarda.

Guarda2: Porque não pede outra bebida, aparentemente ela é de graça para você. - Ele tem razão, melhor eu aproveitar um pouco.

S/N: Espera, ela da qualquer coisa? - Pergunto já que não vi a opção de milk shake no menu da máquina.

Guarda2: Só coisas em estado líquido.

E lá vou eu novamente pedir outra coisa, mas ao invés de cappuccino, peço uma vodka só de brincadeira, mas se vier certa com certeza será confiscada.

Coloco o copo e a diferença da última vez é que a máquina fechou mais rápido agora, e quando ela se abriu, apareceu um copo dessa vez rosa bebê, com vários moranguinhos de diferentes cores em volta.

Em cima da bebida, sendo agora  vermelha, tem um canudo que vai do branco ao rosa.

Pego o copo e dessa vez uso o canudo para experimentar, pelo gosto posso dizer ser vitamina de morango, muito saborosa inclusive.

Guarda2: Então? - Ele pergunta se referindo ao gosto.

S/N: É vitamina de morango, ótimo.  

Guarda2: Entendido, pode ir então. - Ele diz pegando um caderninho e escrevendo algo.

Já que eu fui liberada vou andar por aí, talvez eu até ache 1048 ou Ears.

CONTINUA……..🌃🌟

Total de Palavras: 2617

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