Cap: 10

Pov. S/N 

Estaciono o carro e olho para Ears.

S/N: Acredito que o melhor é você ficar aqui dentro durante esses dias. - Sussurro, e Ears não parece ter gostado do que eu falei.

Ears: Vai me deixar trancado aqui? 

S/N: Provavelmente sim. - Sussurro soltando o cinto dele, e ele solta um grunhido por conta do "click" ao lado dele.

Ears: E se alguém me ver aqui dentro?

S/N: Relaxa, vou te trancar no porta luvas. - Digo brincando, porém, alto demais, então o ursinho se encolhe tentando diminuir o som.

S/N: Desculpa. - Digo preocupada, mas novamente esqueço de sussurrar, fazendo o urso se esconder no banco de trás.

 "Bom, é melhor eu ficar calada por enquanto." Penso pegando minha bolsa, e soltando lentamente o meu cinto.

Saio do carro e fecho a porta, vou até os bancos de trás e pego minha mala e a frasqueira.

Ears: Tá bom, eu fico aqui. - Ele fala de forma triste, enquanto senta no banco de passageiros mais próximo de onde estou.

Apenas aceno com a cabeça, fecho a porta, e coloco a chave do carro no meu bolso da blusa.

S/N: Merda, esqueci de deixar o meu jaleco na fundação. - Digo colocando as coisas no chão.

Tiro o jaleco, dobro, e coloco em um espacinho da mala.

Pego novamente as coisas e dou uma olhada em Ears, ele estava fora de vista da janela, imagino que ele ainda esteja sentado.

Ando até a porta da casa, e bato três vezes.

Não demora nem cinco minutos e sai um homem de aparência de 60 anos aproximadamente.

Homem: Boa tarde, S/N?

S/N: Sim, senhor, sou eu. - Eu afirmo e o senhor me entrega a chave da casa.

Homem: Espero que goste da casa durante sua estádia. - Ele diz enquanto vai embora, então não digo nada.

A casa pelo menos por fora é bem bonita, tem um jardim com tulipas e margaridas de várias cores, tem uma grama bem verde, e alguns arbustos redondos.

Entro na casa e fecho a porta, logo dando de cara com a sala, e só pela sala posso dizer ser uma casa bem moderna e com dois andares, subo as escadas e procuro o maior quarto.

Ele é simplesmente lindo, tem uma janela grudada com a cama, dando uma vista do jardim, e da vizinhança.

Coloco minhas coisas no chão do quarto e me jogo na cama extremamente confortável.

S/N: Aquele homem pensou em tudo, nem sei como consegui alugar essa casa em tão pouco tempo. - Digo sozinha enquanto abraço o travesseiro da cama.

S/N: Preciso comprar algumas comidas para ficar aqui. - Com certeza aquele senhor não deixa comida aqui.- Mas primeiro vou tomar um banho.

Vou até a minha mala, pego uma calça, uma blusa regata, e um conjunto de calcinha e sutiã.

S/N: Cara, realmente preciso de roupas novas, só tenho calças por conta do trabalho, e também eu não me lembrava de aqui fora ser tão quente assim. - Digo indo para o banheiro. 

Tomo banho, arrumo meu cabelo, me visto, e saio do banheiro.

Coloco a chave do carro no bolso da minha calça e faço o mesmo com a minha carteira.

Desço a escada e vou até à cozinha, geladeira, bancadas, fogão, micro-ondas, etc.

A cozinha é bem perto da sala, então é próximo à porta, e assim eu chego na porta rapidinho.

Mas só para garantir, checo novamente se coloquei a chave do carro no bolso.

S/N: Será que tranquei o carro? - Me pergunto tentando me lembrar.

S/N: Considerando que sou eu, com certeza não. - Digo colocando a mão no meu rosto.

???: Viu só papai? Tem um bichinho lá dentro. - Escuto a voz de uma garotinha dizer.

???: Oh! É mesmo, mas o que será ele? Uma pelúcia? É bem diferente do que eu já vi, mas deve ser um bichinho. - Uma voz masculina diz em dúvida.

???: Ele vai ficar sem ar pai, tira ele. - A garotinha implora, e, nessa altura eu já sei que fudeu.

Rapidamente abro a porta, apenas para ver o homem colocar a mão na porta do "meu" carro.

S/N: EI. - Grito antes dele abrir a porta, e os dois me olham.

Homem: Senhora, tem um animal preso no seu carro, isso é ilegal. - Ele informa, e com isso posso dizer que eles viram Ears se mexer, não posso julgar mesmo já julgando, já que ele deve ficar assustado com pessoas diferentes.

S/N: Não é um animal, ele é uma pelúcia.

Homem: Quem teria uma pelúcia desse jeito que se mexe, com certeza é um animal. - Ele diz ficando bravo. - E ELE AINDA ESTÁ MACHUCADO. - Ele grita perplexo.

S/N: Calma, não abra a porta, ele não é um animal, não um normal pelo menos.

Homem: Me prove então. - Ele diz abrindo a porta, não consigo nem imaginar o olhar de desespero de Ears, então corro na direção da porta do motorista, já que o homem estava na porta do outro lado, então pode se imaginar que Ears estava no banco de passageiro na frente.

Homem: Vem aqui esquisitinho, não vou te machucar. - O homem diz se esticando para dentro do carro, e logo eu abro a porta do outro lado.

Ears estava no banco do motorista, suponho que de deve ter se afastado do homem, mas o pior era o fato dele estar grunhido e se encolhendo fortemente de dor, provavelmente se segurando para não gritar, e não matar ninguém, ele estava soltando muito sangue, sujando bastante o carro.

Foi uma cena de dar bastante dó, por incrível que pareça, mas também preguiça já que vou ter que limpar o carro depois.

Ears, quando me olha, logo pula na minha direção, eu o pego em meus braços, automaticamente quando pego ele, ele se encolhe contra os meus seios, e fica se tremendo, logicamente ele sujou a minha roupa, já que estava pingando sangue.

Homem: Ei! Carinha, ela te machucou, e você ainda prefere ela? - O homem fala indignado.

S/N: Isso porque eu não machuquei ele, quando ele sente medo, ele fica assim, e ele é bem perigoso com outras pessoas, então fique longe com essa garota, e por favor saia do meu carro. - Digo fechando a porta que eu estava, e o homem faz o mesmo, logo eu coloco a chave na porta, e tranco o carro.

Homem: Certo, mas você tem permissão para ter um bicho desses? 

S/N: Lógico que tenho, você acha mesmo que eu deixaria ele vir comigo caso eu não tivesse permissão? Principalmente porque ele é nocivo? - O homem fica envergonhado com a minha fala, e pega a mão da garotinha, a levando embora.

Mas como eu vou ter a licença dele se agora praticamente ninguém sabe sobre a existência de Ears.

Enfim vou para dentro da casa, e a tranco, praticamente na mesma hora correndo para o quarto que escolhe no andar de cima.

Chego lá e sento na cama com ele no colo, pego o lençol que estava na cama, e embrulho ele lentamente.

S/N: Ears? Está bem? - Sussurro o mais baixo que posso, e Ears ergue a cabeça para me olhar.

Ears: Estou, só estou dolorido e cansado. - Ele explica apoiando a cabeça na minha barriga.

S/N: Fez um bom trabalho não gritando. - Sussurro.

Ears: Na realidade, eu tentei gritar umas três vezes, mas é como eu te falei, sem energia não consigo. - Ele diz calmamente.

Mantenho-me calada e apenas coloco ele escorado em um travesseiro.

E novamente vou para o banheiro tomar outro banho, apenas para mudar a minha roupa ensanguentada.

S/N: Cara, eu não aguento mais tomar banho. - Reclamo na banheira.

Ears: DESCULPA. - Escuto Ears gritar de fora do banheiro.

S/N: Rapaz, cê escuta bem né? - Digo brincando, mas não há respostas.

Então apenas, me concentro em tentar relaxar um pouco.

Preciso comprar comida, pensar em um jeito de levar Ears para dentro da fundação, com certeza ele vai revirar a minha bolsa quando entrar, acredito que vou deixar para pensar nisso depois, afinal, estou de férias.

Pov. SCP 1048

Merda, desde do incidente que não vejo aquele orelhudo, com certeza ele ainda está com S/N, talvez eu possa tentar soltar ele, mas eu espero que ele tenha conseguido fugir, talvez ele possa ter aproveitado as câmeras quebradas, eu espero.

Mas o que custa conferir no quarto de S/N? Tudo, ou talvez nada, tem uma possibilidade dela ignorar o ocorrido, igual as minhas outras peculiaridades.

No atual momento estou parado no meio do corredor 25 pensando seriamente em ir ao quarto de S/N, a minha maior chance que tenho agora de achar o orelhudo.

Decido-me e vou até o corredor 26, e entro na área dos dormitórios, vou até à porta que tem ao lado o nome de S/N.

Paro na frente da porta e bato nela 4 vezes seguidas.

Mas 1, 2, 3, 4, 5 minutos se passaram e nada da garota aparecer.

Bato novamente e espero mais 5 minutos, e ainda sim, nada.

"Onde ela está?" Penso e logo alguém aparece atrás de mim, olho para trás e vejo….. eu realmente não lembro o nome desse cara, mas parece que não dorme a um tempo.

???: Está procurando a S/N? Ela não está aqui, ela saiu, está de férias. - O homem explica. 

Apenas abaixo a cabeça fingindo estar triste e saio, esse é o melhor jeito de evitar papo desnecessário.

Mas agora, onde carambas eu vou achar o orelhudo? Não acho que ela tenha deixado ele lá dentro trancado, já que a qualquer momento um superior extremo pode entrar lá.

E se…. Não, não acho que seja possível ela ter levado ele, ela não é idiota, com certeza ele deve estar aqui, ela seria revistada no momento que pisasse o pé na fundação, e com certeza tomaria uma punição extrema, principalmente por eles não conhecerem meu clone, mas ela poderia usar a desculpa que o encontrou por aí…. É tantas possibilidades que minha cabeça dói, acho que vou apenas da uma procurada nos corredores e tentar encontrar o clone.

Continua…..🌃🌟 

Total de palavras: 1692

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