POV 3° Pessoa
Ears, mesmo depois da saída de 1048, continuou esperando por mais um tempo, ainda na esperança dele voltar, ele de certa forma se sentia injustiçado e com um pouco de ciúmes de não poder ir junto procurar a S/N.
Ele sentia tanta saudade dela, e não gostava de ficar longe, a única coisa que ele esperava é que ela estivesse bem, e que ele pudesse estar o mais rápido possível com ela.
Ele sabe que essa é a melhor e mais segura opção que eles têm, e acaba tentando esconder esses fortes sentimentos até dele mesmo.
Mas como se passa bastante tempo desde que 1048 saiu, ele decide voltar para o esconderijo, passando por vários e vários corredores, enquanto escutava cientistas conversando sobre os SCPS que trabalham ou somente assuntos paralelos.
Essa quantidade de diálogos acaba deixando os seus sentidos meio confusos, ele não sabia se focava nas conversas ou na dor que ele estava sentindo, mas ele tentava focar apenas no caminho, porém acabava sempre falhando.
???: O meu favorito é o 999, ele é simplesmente o mais fácil e fofo de trabalhar. - Ele escuta uma das conversas, mesmo não sabendo quem é.
???: Eu acredito que o outro time deveria ter ganhado, eles jogaram tão bem. - Ele escuta em outro lugar.
???: Nem acredito que você já está de 8 meses, passou tão rápido, e você continua trabalhando. - Ears não fazia ideia que tinha uma grávida nesse sítio, na realidade ele nunca tinha visto uma, mas isso é uma informação totalmente inútil para ele de qualquer forma.
???: Deveríamos dar mais uma manutenção na contenção dele? - Outro cientista fala preocupado.
Na verdade, Ears gostava mais de falar do que escutar, as únicas coisas que ele realmente escutava era 1048 e a S/N, 1048 ele escutava apenas para não tomar broncas, e a S/N porque ele gostava mesmo, e até fazia perguntas às vezes para ela falar mais.
Ele sempre ficava pensando se deveria comer ou não comer, já que ele precisava se defender, mas ele tinha medo de machucar alguém sem querer.
Finalmente ele entra no esconderijo e se senta em um canto do lugar, olhando em volta era até um lugar espaçoso para o tamanho dele, o lugar em si, parecia um buraco iluminado, sempre que ele olha em volta ele vê várias coisas jogadas por aí, papéis de diferentes cores e tamanhos, canetas, vários lápis, alfinetes, broches e outras coisas aleatórias.
Ears nunca entendeu como 1048 encontrava as coisas que ele queria tão facilmente, o lugar é uma bagunça.
O ursinho vendo toda essa bagunça decide se levantar e fazer algo sobre isso, assim ele faz algo útil e ainda espera 1048 sem sair de lá.
Ele também imaginou que iria se distrair das conversas fazendo isso, mas o que realmente o distraiu foi o seu pensamento frequente do porquê ele sempre está pensando em S/N, isso para ele era incompreensível, já que a habilidade dela serve apenas para pacificar as criaturas.
Uma das teorias dele é que talvez esse sentimento venha de 1048, em um momento ele falou algo sobre isso para ele, então para Ears, 1048 também deve amar ela, e que ele acabou pegando esse traço de personalidade dele, porém ele se perguntava o porquê esse traço ser tão menos aparente em 1048.
Mas já 1048 se sentia estranho gostando da S/N, e também achou anormal o tanto que o clone dele gostava da garota, a ponto de desobedecer uma ordem dele só para ver ela, sem falar que eles se conheciam a pouco tempo.
POV SCP 1048
Eu acabei dormindo na cintura da S/N, eu escorei a minha cabeça e minhas patas e acabei cochilando.
Eu acordei primeiro que ela, por conta do barulho da porta abrindo,
uma mulher de cabelos loiros entrou no quarto com uma bandeja nas mãos, e a colocou na mesa que fica do outro lado do quarto.
Depois que ela colocou a bandeja na mesa, ela se virou para olhar a cama, ela observou a S/N dormindo por aproximadamente 1 minuto antes de direcionar o seu olhar até mim, ela dá um sorriso gentil e acena.
Por um segundo eu quase esqueço do meu papel de bonzinho, e então fico de pé e dou alguns pulinhos, a mulher sorri mais ainda e vem na minha direção, ela coloca a mão na minha cabeça e a acarícia.
Eu coloco a minha pata na mão dela e acaricio a mão dela também, satisfeita ela retira a sua mão e sai do quarto fechando a porta.
É cada humilhação que eu tenho que me submeter para parecer inofensivo.
Antes de voltar a deitar novamente, sinto algo me dar uma rasteira nas minhas pernas, me fazendo cair para trás, rapidamente me sento e olho para a possível/óbvia causadora da minha queda, S/N estava de olhos abertos e me encarando com um sorriso malicioso.
S/N: Que baitolagem era aquela lá rapaz? - Ela pergunta zombando do modo que agi com a mulher.
1048: Não notou? Estou imitando o seu pai, vagabunda. - Xingo e ela finge que ficou ofendida colocando as mãos nos olhos.
S/N: Vagabunda? Eu apenas queria ser parecida com a sua mãe. - Ela quer ser a minha mãe para tá tentando imitar ela?
1048: É só não existir.
S/N: Nunca teve mãe?
1048: Não.
S/N: Como você surgiu? - Ela pergunta tirando as mãos dos olhos.
Por algum motivo esse tipo de pergunta me deixava nervoso, sobre a minha origem, não gosto de lembrar, já que não tenho certeza de nada praticamente, e inclusive vários cientistas já me perguntaram sobre isso, da de onde vim e etc… Mas eu sempre ignoro fazendo outra palhaçada "fofa".
1048: Não te interessa. - Digo de forma rude para demonstrar que não quero falar sobre isso, mas logicamente ela está pouco se fodendo.
S/N: Se não me interessasse, eu não teria perguntado. - Uau, que maduro meter patada de criança.
1048: Muito engraçado essa sua patada, me humilhou tanto que nem vou te contar. - Digo descendo da cama e indo até à mesa para olhar o que tinha na bandeja colocada pela mulher.
S/N: O que é isso? - Ela pergunta fazendo algo, mas eu não presto o mínimo de atenção nela.
Subo na cadeira e depois na mesa, apenas para sentar na beirada e ficar com os pés pendurados.
S/N: Aí, você guardou os papéis? - Imagino que ela se refira aos documentos, eles estão do meu lado já que eu coloquei na mesa.
1048: Tá aqui na mesa. - Digo e ela entra no banheiro sem dizer nada.
Finalmente coloco minha atenção na bandeja, ela está bem cheirosa com a comida em cima, me pergunto como o cheiro não está no quarto inteiro, talvez seja por conta das ventilações.
A bandeja tem um café da manhã comum, panquecas, café, mas o que mais me chama atenção é o biscoito perto da xícara de café, tem apenas um, a melhor decisão seria pegar ele e comer tudo antes que ela volte, mas eu apenas vou guardá-lo para entregar ao orelhudo.
Pego o biscoito e o coloco na fenda da minha boca, em si não tenho um sistema digestivo, não sei o que acontece dentro de mim para ser sincero, é estranho visto que consigo colocar quantas coisas quiser dentro dela, apenas se as coisas passarem pela fenda, daí eu crio clones com um processo, mas se for uma comida onde eu queira sumir com ela, eu já não sei o que acontece.
POV S/N
Um banho de banheira, não imaginei que precisaria de um até agora, a água está quente e relaxa o meu corpo inteiro, eles disponibilizaram produtos bem cheirosos, mas nas embalagens não tem informações detalhadas, apenas o que os produtos são, tipo: Sabonete líquido, condicionador, shampoo e entre outros.
S/N: Esse banho está ótimo, mas infelizmente não posso demorar mais, a qualquer momento eles podem chegar para me buscar. - Digo enquanto encerro o meu momento de relaxamento.
Visto minha roupa, escovo, e arrumo um pouco meu cabelo, e só assim saio do banheiro.
1048 ainda estava no mesmo lugar esperando pacientemente, só que não.
1048: Que bom que saiu, pensei que tinha entalado no vaso. - Ele diz balança as pernas para frente e para trás.
S/N: Haha, para a sua informação, eu estava em um momento de paz interior, ok? - Digo me sentando na mesa e pegando o garfo para comer.
1048: Pelo visto tava precisando né?
S/N: E como estava. - Digo cortando um pedaço de panqueca e o colocando na minha boca. - Isso é maravilhoso.
1048: Legal. - Ele diz desinteressado.
E por aí se encerra o diálogo, quando estava no último da panqueca a porta se abriu, e Mônica entrou no quarto.
Mônica: Bom dia 4071, está tudo bem? - Ela diz sorridente, engulo o pedaço praticamente inteiro apenas para respondê-la.
S/N: Bom dia, estou sim, obrigada por perguntar. - Digo me levantando para ficar de frente a ela.
Mônica: Nós vamos te levar ao sítio 19 para encontrar o 173, e assim completar um dos testes.
S/N: Então imagino que o 1048 não possa ir. - Digo olhando para o ursinho agora de pé na mesa.
Mônica: Exatamente. - Ela diz pegando 1048 no colo.
S/N: Então tudo bem, eu estou pronta.
Mônica: Venha. - Ela diz saindo do quarto e eu vou logo atrás.
Mônica fecha a porta do quarto e vai me guiando ainda com 1048 nós braços, dois seguranças nos acompanham todo o caminho até uma porta.
S/N: Essa porta leva para onde? - Pergunto para Mônica que abre a porta.
Mônica: Ela leva para o resto do sítio, eu apenas vou deixar 1048 aqui. - Ela diz colocando o urso no chão e depois acenando.
O urso não perde por esperar e corre até a minha perna.
Mônica: Tadinho, não se preocupe, depois você vai ver ela novamente. - Ela diz colocando ele novamente do outro lado da porta, mas desta vez ela logo fecha.
Mônica: Em todos os sítios têm em torno de 4 elevadores, por conta do tamanho de cada área - Ela diz andando para outro lado, e eu apenas a sigo. - Mas eles são separados, e nessa área tem um que é o mais perto.
Andamos bastante até chegar no elevador, Mônica passa um cartão e aperta para descer.
A todo momento ela conversava comigo, e sempre que podia elogiava a minha peculiaridade.
Seria mais legal se esses dois seguranças não estivessem aqui, já que é meio estranho eles só ficarem calados atrás de nós duas.
O elevador chega no andar e todos saem dele, na parede esquerda tem uma simbolização em vermelho escrito "Sítio 19", e na frente tem duas portas aparentemente de aço grosso.
Mônica: Vamos lá. - Ela diz passando o mesmo cartão do elevador na porta. - Normalmente eu tenho medo de vir aqui, agora não é diferente, tem muitos SCPs assustadores e perigosos aqui.
S/N: Imagino. - Digo andando atrás dela. - Eu não perguntei antes, mas qual vai ser o intuito deste teste.
Mônica: Resumindo é você piscar e não morrer. - Isso realmente foi direto ao ponto.
S/N: Achei fácil. - Digo brincando. - E a 187?
Mônica: Só queremos que ela olhe para você.
S/N: Porque ela prevê o futuro?
Mônica: Não exatamente, mas ela vê mudanças drásticas quando olha para determinado ser vivo ou até objetos.
S/N: E o que querem que ela veja exatamente?
Mônica: Sinceramente não sei, às vezes Dr. Hanry prefere guardar as suas expectativas só para ele mesmo, é bem chato, já que só sabemos se deu certo ou não no final. - Ela diz e então passamos por um tipo de escritório, tem várias pessoas sentadas nas cadeiras, suponho que a maioria está falando sobre o trabalho.
Subimos uma pequena escada e Mônica abre mais uma porta, descemos outra escada e só assim paramos.
Mônica: Aqui estamos, o primeiro SCP do dia, 173. - Ela diz olhando para o lado, e quando eu olho para a mesma direção, vejo Hanry vindo até nós duas.
CONTINUA.......🌃🌟
Total de Palavras: 2019
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Atualizado até capítulo 25
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