Cap: 18

POV S/N

Depois de uma boa caminhada, Mônica me deixou na "cela", e de acordo com ela, foi buscar o meu almoço no refeitório.

Esse lugar continua praticamente igual, a diferença é que agora tem uma mesinha com uma cadeira no meio do quarto, sendo onde estou no momento.

Mas isso não é importante por agora, o que realmente importa é o que era aquela voz, não me recordo de já ter escutado ela, e a 187 também disse ter escutado a mesma coisa que eu, o que é estranho, já que apenas nós duas escutamos ela.

E 187 também disse ter uma luz forte saindo de mim, e isso machucou a sua visão.

S/N: O que será que foi aquilo? - Digo sussurrando enquanto apoio meu rosto nas mãos.

'Não se preocupe com isso, é inútil.' - A mesma voz que antes fala, e agora posso ter certeza que está na minha mente.

Então se ela está na minha cabeça, ela pode ler meus pensamentos.

"Consegue ler a minha mente?" - Desta vez eu que penso.

Se passa 2 minutos, e nada da voz responder.

S/N: Talvez seja apenas paranoia. - Digo pela falta de respostas.

De repente Mônica entra no quarto e coloca uma bandeja na minha frente, o cheiro estava simplesmente delicioso.

Mônica: Aqui está a comida e outro Cookie. - Ela diz tirando uma pequena vasilha do jaleco, ela a abre, e tira um biscoito do pote, logo colocando ele na bandeja.

S/N: Obrigada Mônica. - Agradeço com um sorriso.

Mônica: E só uma coisa antes de sair, eu já ia informar alguém para ir buscar o 1048, mas o Sr. Hanry me barrou, dizendo que teria mais alguns testes hoje. 

S/N: Hanry disse que hoje só teria dois testes. - Digo sem nem sequer ter tocado na comida.

Mônica: Isso que me deixou confusa, ultimamente Hanry tem andado meio "embaralhado", e acaba decidindo coisas em cima da hora. - Ela diz enquanto pega um bloco de notas do bolso do jaleco.

S/N: Porque isso estaria acontecendo? - Pergunto um com um pouco de preocupação sem sentido.

Mônica: Não faço a mínima ideia, e tem coisas que ele nem avisa, tipo qual será os SCPs agora, ou aonde será o lugar. - Ela diz enquanto lê algo do bloco de notas.

 S/N: Esse tipo de coisa não é problemática? 

Mônica: Bastante para falar a verdade, já que pode causar confusões desnecessárias. 

S/N: Entendo. 

Mônica: Vou tentar descobrir o que acontecerá, e se eu conseguir, eu venho te contar. - E assim ela acena e sai do quarto.

Com a saída de Mônica, o lugar volta a ser um completo silêncio, e só aí dou a primeira garfada na minha comida.

Arroz, feijão, bife, um pedaço de lasanha, algumas verduras, um potinho com alguma sobremesa e o biscoito dado pela Mônica, isso tudo completa a bandeja do meu almoço.

Caso eu não estivesse aqui o que eu normalmente comeria era um miojo ou algo pronto, nesse caso quando eu morava sozinha, na casa da minha mãe ela não deixava ninguém comer esse tipo de coisa, admito que sinto um pouco de saudades.

Minha mãe……….

MINHA MÃE!!

Já faz tempo para caralho que eu não ligo para ela, ou ela me liga, tenho noção de que não sou muito próxima a ela, mas ainda sim ligava para ela às vezes, mas na maioria das vezes ela me ligava, será que ela já ligou alguma vez durante esse tempo?

Não lembrava dela, e só me toquei nisso agora, espero que ela não esteja preocupada ou algo assim.

Talvez seja melhor eu perguntar para alguém sobre isso, a pessoas que mais tem chance de saber disso é o Hanry, então quando ver ele, perguntarei como minha mãe está.

E decidindo pensar sobre outro assunto, já faz um bom tempo que não janto, algo sempre me impede disso, seja imprevistos, ou só esquecimento, mas acho que não foi o suficiente para afetar o meu corpo, eu espero.

Aproximadamente 5 minutos após terminar toda a comida, inclusive o biscoito e a sobremesa, que era um pudim, Theodoro abre a porta, dando a entender que realmente tem alguém nas câmeras.

Theodoro: Vamos lá, Hanry mandou lhe chamar. - Ele diz ainda no mesmo lugar.

Sem querer dizer nada, eu apenas me levanto e vou até ele, e novamente estou sendo guiada por ele e novamente 2 guardas, provavelmente para outro sítio.

 S/N: Ei, para qual SCP estamos indo? 

Theodoro: Não importa. - Lógico que importa.

S/N: Por quê? - Pergunto apenas para encher o saco.

Theodoro: Olha, eu também não sei qual é, eu apenas recebi a localização. - Ele diz irritado.

S/N: Viu só não foi tão difícil. - Digo zoando e ele não diz mais nada.

Chegamos até o elevador e Theodoro seleciona o andar, mas eu não consegui ver qual foi escolhido.

Ao chegar no local escolhido, a porta do elevador se abre, revelando um corredor.

Olho para a parede na tentativa de saber em qual sítio estamos, porém, a parede não contém nada escrito.

S/N: Theodoro, que sítio é esse? - Pergunto sem esperar respostas.

E como esperado, Theodoro não respondeu nada, e apenas continuou andando.

Quando finalmente paramos, ficamos frente a frente com uma sala onde os cientistas estavam.

O que mais me chamou atenção foi o fato da contenção estar em chamas, o mais lógico a se pensar, é que era para conter o SCP lá dentro.

Theodoro: Aqui está senhor. - Ele diz me dando um empurrão para frente, Mônica, que estava mais a frente, não pareceu ter gostado do que ele fez, então em seguida ela fechou o rosto para Theodoro.

Mônica: Tome cuidado com ela Theodoro. - Ela diz de forma repreensiva, e logo vem na nossa direção.

Theodoro: Que eu saiba, você não é o superior. - Ele diz irritado.

Mônica: Mas gosto de cumprir com o meu trabalho, que é cuidar dela. - Ela diz finalizando o diálogo.

Mônica me conduz até o vidro usado para observar o SCP, e só de se aproximar a ele é possível sentir o calor das chamas.

Mônica: Esse é o 457, apelidaram ele de Homem de Fogo, o motivo é bem óbvio. - Ela explica enquanto observa as chamas se mexerem.

O próprio fogo é o SCP, pensei que seria apenas uma forma de conter, já que muitos SCPs são contidos com fogo.

S/N: Mas eu vou me queimar lá dentro. - Digo meio preocupada com possíveis queimaduras.

Mônica: Não se preocupe, você irá utilizar um traje especial para entrar aí dentro. - Ela diz tentando me tranquilizar.

Hanry: Na realidade, houve uma mudança de planos. - Ele diz colocando uma mão no meu ombro. - Você vai entrar lá sem traje. - Essa fala parece desesperar Mônica.

Mônica: Mas senhor, ela vai queimar lá dentro. - Agora quem está preocupada é ela.

Hanry: O esperado é que não, por conta da habilidade dela. - Por conta da minha habilidade……

Mônica: Com todo respeito senhor, mas a habilidade faz com que os SCPs sejam pacíficos com ela, e não deixá-la imune a tudo. - Ela diz tentando fazer Hanry mudar de ideia.

Hanry: Até mesmo inconscientemente os SCPs vão tentar ajudar ela.

Mônica: Mas e se eles não conseguirem ajudar a tempo?

Hanry: Aí será apenas uma queimadinha, e esse assunto se encerra aqui. - Ele diz e Mônica me encara com um semblante preocupado.

Sem mais papo, Hanry me leva para um quarto extremamente pequeno, onde dentro dele só tinha algumas roupas penduradas.

Hanry: Vista essas roupas aí dentro, 457 se alimenta de qualquer coisa que dê para queimar, e essas roupas são aprova de fogo.

S/N: Mas e o meu cabelo? 

Hanry: Não se preocupe com ele e apenas se vista. - Fácil falar já que não é você que vai ficar careca.

Mesmo não gostando da resposta dele, eu entro no quarto e ele fecha a porta.

Como se fosse um instinto, olho em volta apenas para garantir que não tem nenhuma câmera aqui.

Sem ver nenhuma câmera, tomo coragem e começo a me despir.

Tive que trocar até o meu sutiã e calcinha, as roupas eram apenas um short preto, e uma regata preta.

Após me trocar, abro a porta e saio.

Hanry me leva até a porta e me instrui a tirar os sapatos.

Após tirá-los, Hanry abre a primeira porta, e eu entro, a primeira porta se fecha e a segunda se abre.

Pela abertura da segunda porta já era possível sentir uma forte onda de calor.

De forma lenta, vou entrando na contenção, e quanto mais ando, mais o calor aumenta, a ponto de já me deixar suada, o que faz sentido, já que a sala inteira está em chamas.

A coisa que mais presto atenção é na chama no formato de um homem, que de certa forma parece estar curioso.

S/N: Oi? - Digo cautelosamente.

Quando entro totalmente na contenção, a porta rapidamente se fecha, deixando eu e o homem no mesmo lugar.

O lugar está escaldante, parece que a qualquer momento irei derreter, sem falar da sede que se tornou presente de uma hora para outra.

O homem parece ter visto algo em mim, já que começa a se aproximar.

Sem saber o que fazer, eu apenas fico parada, e o homem de forma repentina vai para trás de mim e começa a queimar as minhas costas.

A dor da minha pele queimando é intensa, o que me faz soltar um grito desesperado de dor, o homem parece se assustar e se afasta.

Porém, mesmo assim a dor não para, fazendo assim meus joelhos falharem, e me fazerem cair no chão escaldante, lentamente minha visão começa a escurecer.

Mesmo com a dor, o calor, a sede extrema, eu olho mais uma vez para o homem, e de alguma forma ele parece entender a minha dor, ele olha na direção de um sprinkler, e vai até ele.

Não consigo entender o que ele está fazendo, mas é possível ver que ele está colocando muito esforço em seja lá o que for.

Nem se quer passa nem 2 minutos direito para então água começar a pingar no meu corpo.

A água fez grande parte do fogo sumir, e com isso o lugar começou a ficar lentamente mais frio.

Pouco a pouco começo a ter parte da minha força de volta, minhas costas ainda doem para caralho, porém ainda consigo me levantar.

O que antes era um homem virou uma pequena chama no chão, que aparentemente está se desviando da água.

A porta novamente se abre, e eu encaro isso como um sinal para entrar.

Após entrar a porta se fecha e a outra novamente se abre.

Hanry: Está vendo? Foi apenas uma queimadura, e ela será usada para testar outro SCP. - Ele diz de uma forma estranhamente animada, enquanto Mônica, que está do lado dele, parece totalmente chocada com o que ele está falando. - E sem falar que o seu cabelo ficou ótimo.- Meu cabelo?

Automáticamente coloco minha mão no meu cabelo, parte dele havia pegado fogo, mesmo sendo ruim, ele ao menos não pegou fogo por inteiro, ele estava acima dos meus ombros, e nesse ponto, eu só estava feliz por não ter acontecido nada pior.

Mônica: Meu pai! Essa queimadura está terrível! - Ela diz assustada, mas quando foi que ela ficou atrás de mim?

Mas ela deve ter razão, por um segundo  esqueci da dor, mas Mônica me lembrou dela, e agora parte das minhas costas doem.

Hanry: Então é melhor testarmos o 2295 logo. - Ele diz saindo da sala.

Mônica: Então é por isso que esse otário deixou isso acontecer. - Ela sussurra na minha orelha e eu apenas aceno com a cabeça.

Depois de um curto tempo, Hanry volta com uma caixa de metal em mãos.

Hanry: Vamos?

Pensei que o teste seria ali mesmo, mas fui levada para uma contenção vazia.

Hanry me pediu que eu deitasse na cama com as costas para cima.

E eu apenas obedeço, como sempre, deitei na cama e apoiei minha cabeça nos meus braços.

Theodoro, pro algum motivo coloca alguns tecidos recortados do meu lado

Já deitada, vejo Hanry tirar um ursinho todo retalhado da caixa, não nego que ele é uma fofura.

O urso é colocado no chão e logo começa a correr na minha direção, ele sobe na cama e começa a mexer nos tecidos do meu lado.

De uma forma estranha ele tira tesoura, uma agulha e fio da boca.

Quando parece que ele tem tudo pronto, ele olha para a queimadura ardente nas minhas costas.

Aparentemente ele ia começar a fazer algo com a agulha e o tecido, mas de repente para e confia me encarando.

De repente ele solta a agulha e o tecido, e da boca tira o que aparenta ser uma barra de chocolate da Milka.

Ele vem até o lado do meu rosto e me oferece o chocolate.

Não entendo o motivo, mas levanto um pouco para pegar o chocolate que segundo a embalagem é com castanhas.

No momento que peguei o chocolate, o ursinho agarra o meu pescoço para me dar um abraço.

Sem entender nada, decido me sentar, com o braço, eu apoio o corpo do ursinho para ele não cair quando soltar o meu pescoço.

 Olho para Hanry que por um segundo pareceu mais confuso que eu.

S/N: Isso era para acontecer? - Digo e de repente sinto algo pingando no vão do meu pescoço, que é o onde o ursinho estava com a cabeça.

Hanry: Não, isso só acontece quando ele não pode ajudar a te curar, mas ele já ajudou várias pessoas com queimaduras piores que a sua. - Ele diz anotando algo.

Mônica: Já podemos tratar nós mesmos o machucado dela? - Mônica pede enquanto segura uma maleta de primeiros socorros.

Hanry: Claro, não temos outra opção. - Ele diz vindo até mim, ele coloca as mãos em volta do urso e da um pequeno puxão, porém o ursinho não solta.

Hanry: Estranho, ele não quer soltar. - Ele diz dando mais um puxão, só que desta vez mais forte, e ainda assim o ursinho não solta.

Mônica: Porque ele não solta?? - Ela pegunta curiosa.

Hanry: Não faço ideia, mas enfaixe ela primeiro, depois daremos um jeito. - Ele diz e então sai com Theodoro e os dois guardas de sempre, deixando eu, Mônica e o ursinho na sala.

Mônica: Pode tirar a blusa e o sutiã por favor, aqui não tem câmeras, aqui só estava sendo gravado pela câmera de Theodoro. - Ela diz já explicando enquanto pega algumas coisas da maleta.

Sem ter o que fazer, eu começo a tirar a minha blusa com dificuldade para que Mônica cuidasse do machucado.

CONTINUA……..🌃🌟

Total de Palavras: 2444

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