POV S/N
S/N: Olá Lorenzo, em que posso ajudar? - Digo fingindo simpatia.
Lorenzo: O-oi S/N, posso falar com você? - Ele pergunta nervoso e sem o seu sorriso de costume.
S/N: Claro, qual o problema?
Lorenzo: É que requer que eu entre seu quarto, se você permitir é claro. - Só por esse pedido já consigo imaginar ser algo sério.
S/N: A vontade. - Digo saindo da frente da porta para que Lorenzo entre.
Quando ele entra eu fecho a porta, ando até a escrivaninha, pego a cadeira e virei ela na direção de Lorenzo, que já tinha se sentado na minha cama, 1048,que não saiu, estava totalmente confuso perante a situação, então preferiu apenas sentar no chão próximo aos meus pés.
S/N: Então, o que aconteceu?
Lorenzo: S/N, você se recorda de algum acontecimento estranho no seu passado? - Ele pergunta nervoso, e obviamente eu fico confusa com essa pergunta estranha.
S/N: Acredito que não, porquê?
Lorenzo: Tem certeza? Nada mesmo?
S/N: Depende, que categoria de estranho você quer dizer? - Pergunto tentando achar algum sentido nas perguntas dele.
Lorenzo: Tipo….. Algum amigo incomum? Ou algum objeto estranho? - Ele fala tentando descrever o melhor possível ao que se refere.
S/N: Amigo incomum? Objeto? - Repito as palavras tentando me lembrar de algo.
Sim, eu já tive essas duas coisas, mas não me lembro quando, e nem o que era, mas tenho certeza que já tive, não faço ideia do porquê de eu ter esquecido sobre essas coisas, já que na minha cabeça elas marcaram bastante, não entendo porque eu não lembro desses eventos, mas agora minha cabeça está começando a doer muito, quanto mais penso nisso, mais a dor aumenta.
Lorenzo: Tudo bem S/N? - Ele pergunta preocupado.
S/N: Estou sim, e eu já tive essas coisas, mas eu não me lembro o que eram, ou quando apareceram. - Digo com a mão direita na lateral da minha cabeça.
Lorenzo: Até que isso faz sentido. - Quanto mais ele fala, mais confusa eu fico, porque ele está me perguntando isso logo agora?
S/N: Porque está me perguntando essas coisas?
Lorenzo: É que eu não tenho 100% de certeza do que estou pensando.
S/N: Não pode nem me contar um pedacinho do que é? - Pergunto e Lorenzo parece ficar pensativo antes de falar.
Lorenzo: Olha, promete que não vai contar a ninguém?
S/N: Você tem a minha palavra.
Lorenzo: Ótimo, escute, eu estava limpando o escritório de Hanry como normalmente, enquanto eu organizava os documentos dele, eu achei um que eu nunca vi até hoje, e eu estou tentando entender ele, mesmo estando óbvio do que se trata. - Ele explica tirando um papel dobrado do bolso da calça.
Ele me entrega esse papel, mas quando eu começo a desdobrar, alguém bate na porta, Lorenzo me olha apreensivo, então imagino que tenho que esconder o papel, então logo o coloco no bolso da minha blusa.
Lorenzo: Não deixe ninguém ver, principalmente o senhor Hanry, se não estarei ferrado. - Ele diz indo abrir a porta.
Quando a porta se abre, eu me levanto e vou até ela, quem estava batendo era o abençoado do Hanry.
Hanry: Olá! S/N e Lorenzo
S/N: Boa tarde! Senhor Hanry.
Lorenzo: Boa tarde! senhor Hanry, seja bem-vindo novamente, não lembrava que voltaria hoje, mas em que posso ajudá-lo?
Hanry: Eu cheguei a algumas horas, mas só vim te procurar agora, apenas para perguntar algo, então me falaram que você estava aqui.
Lorenzo: Claro, o seria?
Hanry: Você limpou o meu escritório certo?
Lorenzo: Sim, senhor.
Hanry: Você acredita que jogou algum papel importante fora?
Lorenzo: Não senhor, eu só joguei os amassados.
Hanry: Um documento sumiu, você pegou ele?
Lorenzo: Eu nunca faria isso com você senhor, eu sou o seu aprendiz, e prometo dar a minha vida pelo senhor. - A essa altura Lorenzo desmaiaria a qualquer momento, só por conta do nervosismo.
1048 desde o início da conversa nunca nem se mexeu do lugar, ele, na verdade estava bem concentrado na conversa.
Hanry: Tudo bem então! Eu acredito, mas eu preciso que você venha me acompanhar de volta. - Ele fala e Lorenzo apenas acena a cabeça em concordância.
Lorenzo: Tchau S/N, até outra hora. - Ele diz agora dando um de seus sorrisos.
S/N: Tchau Lorenzo. - Digo andando até a porta para fechá-la.
Então quando os dois saem, fecho a porta e tiro os meus sapatos, logo deitando na cama e pegando o papel do meu bolso.
S/N: 1048, puxa o lençol de cima do Ears. - Mando e por incrível que pareça, 1048 obedece sem reclamar.
1048: Pronto, agora me deixa constatar o que tem nesse papel. - Ele fala correndo para perto da minha cama, eu apenas o pego pelo laço e o coloco ao meu lado.
S/N: Agora vamos ver que assassinato tem aqui. - Digo desdobrando o último lado.
S/N:...? - Simplesmente fico sem palavras.
1048: Isso é sério? Olha atrás do papel! - Ele fala e na mesma hora viro a folha, lá está o ‘slogan’ de autenticação de SCP.
S/N: Um SCP? - Lá estava o meu nome na folha.
1048: Acho que isso faz sentido, ao ver que 096 não te atacou ou algo assim.
S/N: Então, eles só me deixaram entrar para me estudar, e nem todos os cientistas sabem disso.
S/N: E também tem as questões das câmeras, eles já devem saber de tudo, até de Ears, o motivo dos guardas mortos, tudo.
1048: Realmente, aqui é uma fundação extremamente forte, e com os melhores cientistas, com certeza devem saber disso.
S/N: Acho que eles não devem saber que eu sei disso agora, mas se eles descobrirem, o que vai acontecer?
*O que estava escrito no papel sobre S/N*
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Item n°: scp-4071
Classe: Safe
Nome: S/N / A garota amigável
Procedimentos de contenção: Ela é livre para vagar por onde quiser.
Descrição: Uma garota de aparência comum de uma pessoa, com —- de altura, olhos da cor —-, cabelos da cor —- e nascida em - –/–/2000.
A garota possui uma habilidade desde criança de ser pacífica com os SCPs, e eles serem pacíficos com ela.
Sua habilidade começou a ser estudada quando ela tinha 7 anos, onde ocorreu o primeiro acontecimento de pacificação, mas em específico a do SCP-050.
Segundo a mãe da garota, elas o encontraram em uma venda de garagem, mas não o compraram, porém, quando chegaram a casa, a garota o encontrou na cabeceira de sua cama.
Em geral, o Scp-50 não causou nenhum mal à garota, mas a mãe apenas ligou para a polícia porque achou estranho a estátua ficar seguindo a sua menina, e isso foi relatado à fundação.
Mas o que chamou atenção, foi que depois que o Scp-50 achou um cientista mais inteligente, ele começou a pregar peças bem perigosas, coisa que ele não fazia com a menina.
Essa foi a primeira aparição, ao decorrer dos anos, a garota teve mais contatos com outros SCPs, alguns perigosos, e outros nem tanto.
Outro fato notado na garota, é a falta de atenção, ela é uma menina muito esperta, mas só com assuntos que ela presta atenção, caso contrário, ela não nota nada.
Não conseguimos achar um motivo concreto para isso, mas a nossa principal teoria é que seja pela falta de perigo, julgamos que ela tenha algum problema com o sistema nervoso, mesmo que não tenhamos encontrado nada de incomum.
Acaba que os SCPs que tiveram contato com ela ajudam ela mesmo que de forma inconsciente.
Preferimos apagar parte da memória dela, já que isso facilitaria para estudos, mas supusemos que a qualquer momento ela possa se lembrar desses eventos.
Uma pequena entrevista com ela:
4071: Porque estou aqui?
Dr.???: Olá S/N, quantos anos você tem?
4071: 8
Dr.???: Sabe aquela estátua, quando você era um pouco menor? Ela fez algo ruim?
4071: Eu quero a minha mãe! - Barulho de choro.
Dr.???: Caso você responda às perguntas, você pode voltar para ela, tá bom?
4071: T-tá bom. - Barulho de fungadas.
Dr.???: O que aquela estátua fazia? E aquele homem magro?
4071: A es-estátua só ficava me seguindo, e aquele homem às vezes brincava comigo.
Dr.???: Já te machucaram alguma vez?
4071: Não.
Dr.???: Você tem medo deles, e dos outros?
4071: Não, eles são meus amigos.
Dr.???: Certo, levem ela para a mãe dela. - Barulho de anotações.
4071: MAMÃE!!!
Continua…….🌃🌟
Total de Palavras: 1415
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Atualizado até capítulo 25
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