O bilhete
Pov Scp 1048
Isso é sério? Eu fui até ela apenas para ela me mandar ir embora? E ainda simplesmente voltou a escrever, como se eu não estivesse mais aqui, isso realmente compensa? Bom, eu só estou me humilhando um pouco mais de um dia, mas em tão pouco tempo ela ter me irritado desse tanto é surpreendente.
S/N: Olha eu não sei o que você quer ou porque você continua agindo desse jeito mas eu recomendo parar, você só vai perder tempo. - Ela diz enquanto escreve, mas no momento em que eu escuto essas palavras eu fico assustado.
Ela sabe? Ou ela acha que sabe? Eu não fiz nada de mal para ela, ainda pelo menos.
Com certeza ela vai ser promovida logo, sem sombra de dúvidas ela é uma garota inteligente, ela desconfia muito de mim, e eu nem sei o porquê, então eu apenas inclino minha cabeça de lado em um sinal falso de confusão, e ela olha para mim.
S/N: Um urso de pelúcia que de alguma forma consegue andar e se comunicar, talvez consiga fazer algo mais que ninguém sabe, e de todas as coisas que ele prefere ganhar a confiança e amizade das pessoas, porquê? - Ela diz, então é isso, ela apenas acha o meu modo de agir duvidoso, então tenho que agir diferente? Se ao menos eu pudesse falar, bom eu posso, mas vou ser novamente alvo de pesquisas, então é melhor não.
Com toda essa fala dela, eu apenas abaixei minha cabeça junto com minhas orelhas, em um sinal de tristeza, o que com certeza ela notou.
S/N: Agora que já falei o que eu acho, é melhor você ir, eu estou ocupada com esse Scp. - Ela responde se voltando a suas anotações.
Eu apenas me viro e saio da sala onde estávamos, o que eu faço? Carinho não deu certo, comida também não... ou talvez eu não tenha usado da maneira certa, não posso falar, mas posso desenhar e escrever, perfeito, e desta vez ela não vai sair de lá tão cedo, já que ainda tem que analisar aquele cara.
Papel eu tenho, ele está no meu esconderijo, que é só ir em um lugar onde as câmeras não pegam, e passar por um caminho onde eu suponho que é uma tubulação, seja lá o que for é bem pequeno e estreito, as vezes é até difícil entrar com algo, mas tenho até que bastantes coisas, e uma delas é papel e caneta.
O esconderijo não é tão grande quanto os outros lugares, mas é um ótimo lugar para esconder coisas, então logo pego um post-it amarelo e grande e uma caneta azul, e assim começo a trabalhar no meu bilhete.
Depois que termino pego um alfinete vermelho e o espeto no meu braço, para não chamar atenção com algo pontudo em minhas mãos, então saio do esconderijo e vou andando até a sala onde S/N estava, e onde espero que ela continue estando.
Sabe, eu realmente gostaria de ter alguém para ter feito isso para mim, é muito trabalhoso fazer isso, principalmente se levar em conta que eu não tenho dedos, mas mesmo se eu tivesse alguém, esse alguém não saberia o que eu quero escrever.
Chego na sala onde S/N estava e a não vejo, mas é possível saber que ela está no banheiro da sala, pois a luz está ligada, e dá para escutá-la cantarolando algo lá dentro, aproveito essa oportunidade e subo em sua mesa, com muita dificuldade, mas consigo, rapidamente coloco o post-it, e o espeto com o alfinete, perfeito, agora basta eu sair e--
"Mas que porra?!" Penso olhando para a garota que estava me segurando com um olhar sério.
S/N: O que? O ursinho está assustado? Ou está apenas fingindo? - Ela diz me encarando, não deixo de ficar meio nervoso pelo susto de ser pego repentinamente, S/N desvia seu olhar do meu, apenas para encontrar o post-it em sua prancheta, comigo ainda em seu braços ela pega o papel e lê.
S/N: "Eu só quero ser seu amigo." - Ela lê em voz alta, me deixando meio envergonhado.
S/N: Então você quer continuar tentando? Tudo bem, mas eu vou continuar não acreditando em você. - Ela diz me colocando no chão e dobrando o papel para colocá-lo em seu bolso.
Eu apenas aceno com a cabeça em sinal de concordância e saio da sala.
Isso realmente me deixou nervoso, eu nunca fiquei assim antes, talvez porque ninguém nunca agiu assim comigo, então não estou preparado para a situação, mas por agora a interação já está boa, depois eu irei até ela novamente.
Pov 3° pessoa
Durante os últimos 6 dias de prova de S/N, 1048 continuou com as tentativas de amizades, mas com S/N sempre ignorando.
Se passou todos os dias do teste, até chegar o grande dia, onde a garota iria demonstrar tudo o que descobriu e aprendeu sobre 096, todas as sua pesquisas e atenção valeriam a pena, pois ela foi aceita, e ganhou a tão esperada vaga, ela descobriu algo que nem mesmo a fundação sabia, 096 reagiu bem a elogios, pelo menos os dela, e com isso ele ficava menos agressivo, mas ainda sim não gostava de ser olhado em seu rosto.
S/N decidiu ficar em seu dormitório, foi até a sua casa e pegou todas as suas coisas, menos os móveis é claro, ela colocou a casa para alugar,
apenas para que não fique lá pegando poeira.
E um fato incrível é que ela recebeu um cartão de acesso especial, onde abre várias portas apenas com ele, poupando assim mais tempo.
Pov S/N
Finalmente terminei a semana, e fui bastante elogiada pela descoberta, fiquei responsável pelo Spc 079, não é difícil "cuidar" dele, já que basta não deixar nenhuma tomada próxima a ele, ou deixá-lo se conectar e alguma rede de wi-fi, tanto que eu proibir totalmente a entrada de meios tecnológicos, a não ser que eu assine uma permissão, por incrível que pareça não tinha essa proibição, mas praticamente ninguém entrava lá, ele estava praticamente abandonado.
E sobre o cartão que eu ganhei, eu simplesmente amei, 1048 cresceu os olhos nele que só por deus, mas acho que apenas eu ganhei, não vi outros cientistas com algo do tipo, mas tanto faz, não é?
Já se passou um tempo desde que passei para a vaga de emprego, e hoje vou dar outra olhada em 079, às vezes é possível conversar com ele, 1048 parece não gostar nenhum pouco dessa interação entre 079 e eu, não sei o motivo, infelizmente.
S/N: Bom dia 079. - Digo a ele quando vejo que sua tela não estava bloqueada, quando ela está bloqueada é preciso que eu digite no teclado dele.
079:....Quem é você? - Ele pergunta, por algum motivo desconhecido, ele regularmente esquece com quem conversou, mas quando falo meu nome ele se lembra que já conversou comigo, mas não o que eu falei, e é por isso que ele acabou ficando de lado, pois é difícil manter uma conversa com ele, quando ele não quer conversar mais ele simplesmente desliga, e só volta quando quer.
S/N: Sou eu, a S/N. - Digo a ele, e ele aparenta uma expressão preocupada.
079: Olá novamente S/N, seja bem vinda.
S/N: Obrigada, mas o que está te preocupando hoje? - Eu pergunto, mas ele apenas abre a boca mas logo fecha.
S/N: Algo não está te deixando falar?
079: Não gosto desse cara. - E essa é a última coisa que ele fala antes de desligar, levanto da minha cadeira pegando minha prancheta e o meu gravador.
S/N: Ok, poderia falar quem era, mas eu acho- Paro de falar quando olho para trás e vejo 1048 me encarando.
S/N: Ah, é só você. - Digo e ele me dá um aceno.
Caminho até para fora da porta e vou andando até o meu quarto para anotar as coisas que 079 falou, além de ter as conversas gravadas, eu também gosto de tê-las escritas, acho mais seguro ter as duas formas para guardar informações.
Chego no meu quarto e a todo momento 1048 está comigo, entro e me sento na minha escrivaninha, não fecho a porta, pois constantemente alguém me procura, e assim eu me poupo de ter que ficar me levantando toda hora, mas infelizmente isso dá acesso a 1048 para entrar e sair quando quiser.
Solto um suspiro pesado e pego um saco de marshmallow que estava em uma prateleira acima da escrivaninha, abri o pacote e o coloco perto de onde estou escrevendo, e assim vou comendo de vez em quando.
Vou escrevendo e de novo pego mais um marshmallow, mas antes de colocá-lo na boca eu sinto duas patinhas em cima da minha coxa, e logicamente era 1048, com um olhar pidão para o marshmallow.
Ao invés de dar um a ele eu apenas ignoro, ele dá tapinhas na minha coxa e novamente dá um olhar pidão, mas desta vez para o saco de marshmallow, essa palhaçada está me desconcentrando, e ele nem precisa comer.
S/N: Você quer? - Digo com um tom sem paciência, e sem nem pensar duas vezes ele balança freneticamente a cabeça em um sinal de sim.
S/N: Tudo bem.
Pego o saco de marshmallow e taco nele, o fazendo cair para trás por conta da força que eu coloquei para jogar o pacote.
Ele se levanta do chão com o saco em mãos, e desta vez com um rosto de raiva, ele sacode o pacote para cima e para baixo sem parar como se estivesse bravo por eu ter derrubado ele.
Depois começa a amassar e desamassar o pacote, isso realmente tinha deixado ele bravo, ele continua repetindo os mesmo movimentos de raiva, mas não consegui conter uma risada por conta da cena, e acabo caindo na gargalhada.
Ele para os movimentos e fica me encarando, com mais raiva ainda, então ele pega e joga o pacote de marshmallow na minha direção, e eu pego o saco antes de bater em mim, 1048 não parece ter gostado disse, pois foi na minha direção e começou a chutar a minha perna, logicamente eu não estava sentindo nada pois ele é uma película, mas era um cena engraçada de se ver.
S/N: Tudo bem, tudo bem, não precisa ficar me chutando. - Digo pegando ele pela gravata e o coloco sentado na minha escrivaninha, ele parece super confuso com a situação, e eu tiro um marshmallow do pacote e o coloco na direção do urso, admito que só estou fazendo isso por conta da curiosidade, bom, ele não tem boca, então me pergunto como ele comeria.
Ele se apoia na minha mão para se inclinar, e mais abaixo do nariz dele uma fenda se abre, dentro tinha vários dentes, que surpreendente eram afiados, e então ele come o marshmallow, e a fenda se fecha, e ele volta a me encarar com um olhar desconfiado.
Obviamente eu irei anotar sobre isso, e como já estou no meu quarto eu já posso anotar, mudo a folha da minha prancheta e escrevo sobre o que aconteceu, 1048 se incomodou com isso, pois pegou a folha e a rasgou inteira, depois de presenciar esse ato eu me inclino na minha cadeira e cruzo os meus braços com o pacote de marshmallow no meu colo.
S/N: Os outros não sabem disso não é? - Eu pergunto e ele só fica me encarando com os olhos estreitos.
S/N: Lógico que não, pois se já soubessem você nem se quer estaria solto, e isso só confirma mais ainda sobre a minha paranóia. - Digo e ele fica balançando suas pernas na beira da escrivaninha.
S/N: Me pergunto como você consegue esconder esses seus planos, o lugar todo tem câmeras, ou talvez você não escondeu nada, ainda, você deve precisar apenas planejar, não é? - Eu perguntei sem esperar respostas.
S/N: Você passou todo esse tempo escondendo o seu verdadeiro modo de agir, não é? - Ele continua com seus olhos estreitos de desconfiança.
S/N: Não se preocupe, não irei contar para ninguém, mas não porque eu gosto de você, mas sim porque se acontecer de novo eu já vou estar preparada, então é melhor tomar cuidado como me trata, ok?. - Digo a ele, e o mesmo parece estar furioso, com certeza notou que isso foi uma ameaça.
S/N: Pega. - Digo dando mais um marshmallow para ele, e o coloco no chão, ele pega o marshmallow e me olha mais uma vez com desconfiança, e depois simplesmente vai embora.
Continua.....🌃🌟
Total de palavras: 2119
POV S/N
Minha cabeça está um furacão de problemas, confusão, falta de sentidos, mundo girando, mas a principal é a dor intensa presente no centro dela.
Mesmo abrindo os olhos lentamente, eles ainda são muito afetados pela claridade do quarto, não consigo identificar o que tem a minha volta, mas posso dizer que o quarto é totalmente branco, com algumas outras cores desfocadas em volta, talvez possam ser móveis.
Sento-me lentamente na cama e toco o meio entre os meus olhos, pensei que meu óculos tivesse apenas caído um pouco, porém ele nem sequer estava na minha face.
Nem mesmo as roupas que eu estava usando antes estão no meu corpo, o que estou usando agora é uma blusa manga comprida branca, e uma calça moletom branca.
Todas as coisas que presto atenção parecem fazer minha cabeça querer explodir, e para tentar diminuir essa dor, eu abaixo minha cabeça e fecho os meus olhos, e parece ter funcionado pelo menos um pouco.
???: Olá 4071, como está? - Uma voz familiar masculina ecoou por todo o quarto.
Olho em volta para procurar o dono dela, mas ninguém está aqui dentro.
A voz me chamou de 4071, ou acredito que estou apenas alucinando sobre o papel, lógico que não, não estou com as minhas roupas de antes, não estou com o meu óculos, e lembro de ter apagado por conta de uma fumaça do ar condicionado.
???: 4071? - Como não dei resposta a voz me chama novamente, mas mesmo assim não respondo.
???: Certo, você só deve estar confusa, não posso te dizer novidades, já que o que sei você também sabe, você leu o papel, não leu? - A voz pergunta calmamente.
???: Você não precisa ter medo, sabe disso não é S/N? Sabe o poder que você tem? Você é resistente, pode ajudar nas pesquisas. - Essa voz está acabando com a minha cabeça, a cada palavra dita por ela é uma pulsação na minha cabeça, porque dói tanto?
Minha cabeça está girando, tem várias memórias duvidosas nela, uma onde eu brincava com um cara esquisito que dizia checar se eu tinha uma tal de "pestilência", outra….. Onde uma sombra vivia me seguindo, e algumas onde várias pessoas tiravam essas "coisas" de perto de mim, e minha mãe e meu pai vinham me abraçar, e isso acontecia várias e várias vezes, mas sempre com "bichos" diferentes.
Mesmo tendo chances delas serem falsas, eu acredito que já ocorreram, posso não ter certeza, mas o que estava escrito naquele papel me faz acreditar nelas.
???: Por favor garota, seja cooperativa, você sabe como é difícil checar SCPS que não ajudam. - A voz pede com um pouco de preocupação na voz.
Novamente não respondo, mas sei que preciso dar um sinal mesmo que pequeno de que estou ouvindo ela, ou talvez eu possa levar um choque, é apenas uma possibilidade, já que alguns SCPS tem chips ou outros acessórios de choque.
S/N: Minha cabeça está quase explodindo, teria como parar de falar? Ou ao menos diminuir a altura? - Peço e a voz para de falar.
Escuto uma porta abrir, e olho para onde o barulho veio, algumas pessoas estão entrando, não sei quem são, mas sei que estão entrando por conta do movimento das cores das blusas deles.
Se for para se basear a quantidade deles pelas cores posso dizer que há aproximadamente 4 deles, e suspeito que tenha dois seguranças na porta, não tenho certeza já que não estão se mexendo.
Um dos cientistas se aproxima mais de onde estou, ficando na minha frente e esticando o braço na minha direção, acredito que ele está com algo na mão.
Então alcanço a sua mão e pego o que está nela, felizmente era o meu óculos.
Automaticamente coloco ele no meu rosto, fazendo minha vista se ajustar ao quarto.
O cientista que me entregou o óculos foi um homem com cabelos curtos cacheados e marrons claros, olhos marrons escuros quase pretos e pele parda, cerca de 40 anos para cima.
O outro cientista que estava à minha direita também era um homem, mas tinha cabelos pretos quase raspados, olhos castanhos claros e pele bronzeada, cerca de 50 anos para cima.
Já o último cientista do gênero masculino estava na minha esquerda, tem cabelos também pretos mas com olhos em um tom verde-escuro, com a pele clara, acredito que 30 anos para cima.
O quarto e último cientista é uma mulher que está atrás do homem da direita, ela tem o cabelo loiro, preso em um coque e olhos azuis, com a pele parda, chuto que 40 anos para cima.
???: Prazer 4071, sou o pesquisador Tammy.- Tammy? Não me lembro de ter conhecido ele no meu tempo de liberdade na fundação.
Tammy: Por gentileza poderia levantar os seus dois braços de preferência juntos? - Querendo ou não, não tenho escolhas boas além de obedecer eles, então simplesmente levanto os meus braços como ele pediu, e em seguida Tammy coloca algemas nos meus braços, impedindo a movimentação livre dos meus braços.
S/N: Já que sou considerada um SCP, vocês não deveriam tomar outros cuidados?
Tammy: De acordo com nossas observações sobre você, de certa forma você é inofensiva.
???: Em outras palavras, você só é forte por conta dos outros SCPS. - O homem da minha esquerda afirma.
Tammy: Mônica e Theodoro, por favor, vão à frente até a outra sala e avisem-lhe que já estamos indo. - Ele pede para os dois à minha direita, então esses são os nomes deles, melhor eu lembrar disso.
Como pedido por Tammy, Mônica e Theodoro saem do quarto e vão até a outra sala, o que é esperado ao menos.
Tammy: Vamos 4071. - Eu me levanto, e ele se vira e começa a andar, o homem que estava na minha esquerda anda ao lado dele sempre, e quando saímos da sala os dois seguranças que realmente estavam na porta vem atrás de nós.
O homem que está agora na minha frente e ao lado de Tammy, parece estar bastante nervoso, suponho que ele deve ser novo aqui, ou algo semelhante.
Tammy: Está nervoso Mathias? - E o nome do último é Mathias, coleção de nomes completa por agora.
Mathias: Sim, se ele teve a coragem de fazer isso com o próprio aprendiz tão amado, o que ele não faria conosco? - Mathias que no início parecia bastante sério e frio, agora parece estar preocupado e com um pouco de medo.
Tammy: Eu te entendo, é algo bem cruel para falar a verdade, mas é só obedecermos tudo, que nada nos acontecerá. - Afinal, quem é ele? Parece ser uma pessoa terrível pelo jeito que estão falando.
S/N: Desculpa por atrapalhar a conversa dos senhores, mas vocês estão falando do cara que está na sala? - Pergunto curiosa e Mathias olha para Tammy meio preocupado.
Tammy: Exatamente 4071, ótima fofoquinha. - Tammy brinca.
S/N: Meu nome é S/N.
Tammy: Sabemos, está escrito no papel de identificação, porém, não podemos chamar você pelo nome. - É verdade, eu tinha me esquecido disso, os cientistas não podem chamar os SCPs pelo nome ou apelido, mas apenas pelo número para a identificação rápida.
S/N: A é, eu tinha me esquecido, e outra pergunta, porque decidiram de repente me confinar em ou quarto?
Tammy: Acredito que não tem problema te falar, mas foi porque você teve noção da sua habilidade.
S/N: E o que irei falar com aquele cara?
Mathias: Não sabemos também, ele apenas nos informou que precisaríamos levar você até lá. - E assim se encerrou todos os assuntos, ninguém mais dá um piu se quer além dos sons de passos provocados pelos sapatos contra a cerâmica.
Enquanto andávamos, eu olho para o lado e vejo uma pequena cabeça se esgueirando atrás de um pilar, a primeira coisa que se passou na minha cabeça foi 1048 nós observando, mas reparando melhor na realidade era Ears, ele deve ter escutado nossas vozes pelos corredores, infelizmente não pude olhar o suficiente para ele, pois passamos pelo pilar muito rápido, porém espero poder falar com ele outra hora.
Mas me pergunto, o que ele estava fazendo lá? E aparentemente ele estava sozinho, acho meio perigoso considerando que ele não deve conhecer o lugar inteiro, exceto se 1048 tenha apresentado para ele.
Enfim chegamos a famosa sala, onde vou conversar com um cara aparentemente mal, e que nem conheço.
Tammy abre a e faz um sinal para eu entrar, e a única coisa que ele me fala é para me sentar na cadeira da esquerda, e assim eu obedeço.
A sala não é muito colorida, as paredes tem uma tonalidade cinza, mas quase branca, o chão é totalmente branco, a uma mesinha de centro na frente da minha cadeira, e do outro lado da mesa tem outra cadeira.
A coisa que mais me chamou atenção foi o fato da sala está vazia, pensei que o homem já estaria aqui, isso está me deixando nervosa, a qualquer momento ele pode chegar, e para piorar os meus braços ainda estão algemados.
Não se passa nem 5 minutos direito desde que cheguei para a porta abrir novamente, eu esperava que fosse Tammy ou até mesmo Mathias, mas apareceu uma pessoa que eu nem mesmo esperava que estaria aqui…
Hanry…
Espera, se Tammy e Mathias estavam falando sobre Hanry, então quer dizer que o aprendiz seria Lorenzo, Hanry fez algo com ele? Com certeza fez, ele deve ter descoberto que Lorenzo pegou o papel sobre mim, agora ele está encrencado, espero que ele esteja bem, afinal, ele me entregou o documento de identificação sobre mim.
Hanry: Olá S/N, como está? - Ele pergunta entrando na sala e sentando na cadeira do outro lado da mesinha, só de escutar ele falando já posso imaginar que aquela voz da outra sala era dele.
S/N: Tirando o fato que tiraram a minha consciência, e depois me levaram para um lugar que eu nunca visitei, eu estou bem sim.
Hanry: Não me entenda mal S/N, eu apenas preciso que você nos ajude nas pesquisas dos SCPS, entende? - Óbvio que ele pediria isso, querer me usar para interagir com os outros.
Hanry: Caso concorde, você poderá andar livremente por aí, igual a antes.
S/N: Espera, mas, porque antes eu não sabia disso? - Afinal, até mesmo sair da fundação eu saí sem problemas.
Hanry: Pode parecer sem sentido, mas queríamos saber se essa sua habilidade ficava ativa só se você quiser, ou se era automática, e também queríamos ver mais de perto como você se comporta sem saber sobre ela, porém, isso foi arruinado. - Porque Lorenzo me deu o documento.
S/N: E se eu não quiser ajudar?
Hanry: Então vamos forçar você a cooperar. - Ele diz com um sorriso.
S/N: Então suponho que seja melhor eu só ajudar com benefícios do que com malefícios, não é?
Hanry: Exatamente, e eu vou tomar isso como um sim. - Ele diz totalmente contente enquanto se levanta.
S/N: Ei. - Chamo e Hanry olha na minha direção. - Posso falar com o Lorenzo? - Pergunto e Hanry me olha de forma sombria.
Hanry: Infelizmente não.
S/N: Porquê? - Hanry simplesmente ignora a pergunta e vai até à porta para sair, mas antes ele fala:
Hanry: A primeira interação será com alguém que você já conhece, o 049. - Ele diz e sai da sala.
049? Não faço ideia de quem seja, se eu já conheci ele, eu devo lembrar quando olhar, mas de cabeça não consigo nem imaginar quem seja.
CONTINUA......🌃🌟
Total de Palavras: 1915
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Atualizado até capítulo 25
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